AOS MEUS EX-ALUNOS E PERMANENTES AMIGOS No pórtico das solenidades que vão comemorar os 45 anos da Turma de 57, eu desejo enviar aos meus ex-alunos, ex-alunos e permanentes amigos, uma palavra de congratulação pela iniciativa que estão tomando, porque, de alguma forma, ela fala à minha cidade. Fala à minha Barbacena, a cidade do meu pai, do meu avô, do meu bisavô, do meu trisavô, do meu tetravô. Uma cidade que eu amo realmente e que, para mim, é um motivo de orgulho quando digo que sou barbacenense – eu digo isso, assim, muito feliz. No momento em que os meus ex-alunos, aqueles que vieram a esta cidade pegar um pouco da nossa tradição e trazer muito de sua juventude, do seu entusiasmo, da sua seriedade de jovens brasileiros, eu quero, então, me congratular com eles, e dizer que estamos aqui de braços abertos, esperando março do ano que vem para realmente, efetivamente, abraçá-los e fazer com que eles se recordem daqueles dias afortunados que passaram entre nós. Quero dizer que a presença dos ex-alunos, todos aqueles que passaram por aqui, e daqueles que, como vocês, honram a nossa cidade e procuram trazer-lhe a sua amizade e o seu afeto, são motivo de profundo orgulho para nós. Barbacena é uma cidade que, ao longo do tempo, tem recebido muitos títulos. Foi chamada a Atenas Mineira, pela sua cultura; recebeu, do Imperador Dom Pedro, o título de nobre e mui leal Vila de Barbacena, mas, entre os seus títulos mais nobres, se encontra aquele de abrigar a juventude, de encontrar-se com a juventude de várias partes do país, que vem aqui engrandecer a nossa cidade e trazer-nos um pouco da sua seiva. Se nós concorremos com o embasamento científico cultural, os jovens concorrem com a sua vibração, com o seu entusiasmo, com a sua vitalidade. Numa cidade cheia de tradição, numa cidade cheia de inspiração, representam o que há de melhor para uma pátria como a nossa. Bem vindos a Barbacena, alunos da EPC do Ar!
Professor Fernando Victor
ENCONTRO DOS 45 ANOS: TERCEIRA CHAMADA
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Fotografia oficial da Turma 57-BQ / Aspirantes 62, em frente à EPCAr, na Festa dos 40 Anos, em 1997.Vamos a Barbacena posar para nova foto em frente à EPCAr?
Companheiros! Anotem, em suas agendas, esse compromisso inadiável e imperdível, no período de 7 a 10 de marco de 2002.
Aguardem a programação e a estimativa de custos a serem divulgados até o fim do ano.
. VIAGEM A PORTO SEGURO REDESCOBRINDO O BRASIL
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Na escala em BH, o F-100 da TAM se prepara para receber a Turma.Integrantes da Turma 57-BQ atracaram em Porto Seguro, no dia 24 de outubro de 2001, desta feita, utilizando uma infra-estrutura não existente no tempo de Cabral – o Aeroporto Internacional. A nau foi uma aeronave Fokker F100. A "tripulação" foi capitaneada pelo fidalgo Campão Reis, que após "navegar" em mares turísticos por um mês, à procura de um caminho mais curto (de grana) que levasse às índias (pataxós, descendentes de tupinambás/niquins e guaranis). Com a confiança em Deus e nos ventos recessivos, o Reis arriscou negociar as passagens diretamente com a TAM, conseguindo preços com descontos de 50% e o pagamento em cinco parcelas (no cartão de crédito). Acertou com o neo-baiano Mário Rothschild (58-264) ficarmos na sua aconchegante cabana (modernamente chamada de Pousada da Bica), por troca de algumas quinquilharias.
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Jantar no Tea Achegue, do Al. 50-32, Hugo da Silveira, na sobreloja do Shopping Avenida
A "tripulação" foi assim constituída: Reis e Suzana; Seixas e Vilma; Moraes Rego e Neide; João Carlos e Lêda; Luís Mauro; e Danilo Cubas. De Salvador, veio juntar-se a nós a Luciana, filha do casal Reis e Suzana, tendo recusado a viagem pela réplica da Nau Capitâia colocda à sua disposição pelo marido, o Capitão-Tenente luso-brasileiro André Souza Lima. Preferiu a TAM, por temer que a embarcação não chegasse a Porto Seguro para o grande evento - O Encontro da Turma 57-BQ / Aspirantes 62 - tão importante quanto a Festa dos 500 Anos do Descobrimento.
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A Turma no Mirante em Trancoso
No destino, os indígenas das tribos já identificavam os nobres senhores como: Capitão dos Sete Mares Edson Campos dos Reis; Governador-Geral Antonio dos Santos Seixas; Capitão Donatário Antônio Carvalho Moraes Rego; Intendente-Mor João Carlos Fernandes Cardoso; Escrivão Del Rey Luís Mauro Ferreira Gomes; e Bispo Dom Danilo Eduardo Pinheiro Cubas (Jesuíta Médico de Almas, Homens e Mulheres). A nobreza identificava-se mesmo nas senhoras, a suportarem as extravagâncias de seus maridos de que resultam vexaminosas barrigas. No apoio local contamos com a tribo do Delmário Brito, que atende pelo nome PERFIL VIAGENS (E-mail: perfildeviagens@sulbanet.com.br). Para servir de mateiro (hoje chamado Guia Turístico), mandou vir das plagas de Ribeirão Preto um ex-silvícola de etnia guaianás (da Antarctica) chamado Klauber, que vivia na mata do Campus Universitário, sendo também freqüentador da Cabana do Pingüim (ou será Iglu?), preferindo o chope geladinho ao famoso refrigerante produzido por seus ancestrais e patenteado pela multinacional. Parece até que foi Guia do Cabral, pois sabe tudo, com detalhes, sobre a chegada dos primeiros lusitanos.
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A Carta de Caminha
A PERFIL programou os passeios adiante narrados, cumpridos integralmente, por troca de alguns dólares (chefe índio esperto). No dia de chegada, quarta-feira, alguns companheiros aderiram a um programa noturno conhecido por LUAU BARRAMARES, no Porto Night, onde se pode optar por qualquer dos quatro espaços destinados aos turistas (salão, praia e dois deques na praia). As apresentações são: banda de axé; show de capoeira; show de lambada; violão e voz; casamento cigano; dança do ventre; show de pagode; banda de forró. Tudo isso com muita animação. Mas, enquanto a noite não vinha, todos nós aproveitamos o final da tarde na praia em frente à Pousada do Seu Mário (Rothschild). Peixe frito e cerveja para repor o desgaste de uma longa viagem de duas horas de navegação e duas horas de calmaria (nos aeroportos do Rio e Belo Horizonte).
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O amor pelo Vasco da Gama foi explicitamente manifestado por todos.
No início da noite, jantar no Restaurante Tea Achegue, do nosso companheiro de BQ, Hugo da Silveira, Al. 50-32, muito bem situado na Sobreloja do Shopping Avenida - comida deliciosa! Quem não quis esticar a noite, ficou batendo aquele papo e tomando cerveja em um dos três bares do Rothschild. O bar escolhido foi um batizado de lanchonete, onde são servidas deliciosas lazanhas e pizzas. Na quinta-feira, fomos visitar a Cidade Histórica. A Praia da Coroa Vermelha é a principal referência. Lá foi celebrada a primeira missa do Brasil, simbolizada por uma cruz de madeira.
O Dr. Danilo Cubas diante da casa do primeiro médico do Brasil, onde também funcionou o Primeiro Hospital.
Nas festividades dos 500 Anos do Descobrimento, foi erigida uma grande cruz de aço escovado, motivo de contestações por parte dos índios, que, no local, vendem artesanato. Mas a cruz de madeira também está lá. No Centro Histórico, não muito distante da praia, foi construída a primeira igreja do Brasil, em 1526 – Igreja de N. Sra. da Misericórdia, que se constituiu também na primeira Casa de Ajuda (aos necessitados), hoje Museu de Arte Sacra. Também foi construída a Igreja de N. Sra. da Pena, em 1535, pelo 1º Donatário Pero de Campo Tourinho.
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O mesmo Dr. Cubas que salva, ataca um indefeso caranguejo!
O prédio da cadeia pública, em que, no segundo andar, funcionava a Intendência, está muito bem preservado. Poderia mesmo ser utilizado, ainda hoje, como presídio de segurança máxima. Seguimos para a Cabana do Boto, onde almoçamos peixe frito e cerveja. Ainda deu para pegarmos uma praia. Na sexta-feira visitamos o Arraial d'Ajuda, conhecido internacionalmente pelo seu astral e energia positiva, onde podemos caminhar por becos e vielas, até alcançarmos a Brodway, a mais famosa avenida da cidade. Pudemos conhecer os detalhes da arquitetura das casas do início da colonização. Merece destaque a construção da Igreja de N. Sra. d'Ajuda, em 1549, pelos jesuítas. Visitamos uma capelinha, de cujo teto brota água. Na verdade, é uma mina abençoada, que também tem o seu folclore nada religioso.
Cantador simpático e "puxa-saco" fez, do Seixas, milionário e do Luís Mauro, cinco estrelas.
Seguimos para a belíssima Praia do Pitinga, tomamos banho de mar e de sol e almoçamos peixe frito e cerveja. No sábado, fomos conhecer e aproveitar as praias de Trancoso. Viajamos 60 Km até a vila histórica conhecida como o Quadrado do Trancoso (que é, em verdade, um retângulo), no centro do qual, foi construída a Igreja de São João Batista dos Índios, de uma simplicidade franciscana, embora construída pelos jesuítas. Bela vista do mirante, muitas fotos.
O Seixas exibe, com orgulho, as espinhas do peixe que acabara de abater.
Acomodamo-nos na Cabana do Aconchego, na Praia dos Nativos, onde tomamos banho de mar e de sol e almoçamos... (Peixe frito? Não!)... Almoçamos lagosta, bobó de camarão e carne de sol. No local, pudemos apreciar o manguezal, uma lagoa e a bela praia convivendo em harmonia, com razoável nível de preservação por parte dos habitantes e turistas. No domingo, pela manhã (28/10/2001), aproveitamos a piscina do Seu Mário, onde rolou um papo muito gostoso.
A Turma descansa na Praia dos Nativos.
Tomamos muitas cervejas e não comemos peixe frito. Aguardamos dar meio-dia para encomendarmos suas deliciosas lazanhas. À 13:45h estávamos todos em frente à aconchegante Pousada para a foto de O Con*dor. Todos sorrindo, felizes, por esses cinco dias maravilhosos de nossas vidas. A nau F100 nos aguardava no porto (ou seja, no aeroporto) para levantar âncora (quer dizer, trem-de-pouso) às 15h. Até Breve, Rothschild. Valeu!
FIQUE TRANQÜILO
O ambiente extremamente agradável do Quadrado do Trancoso
O Seixas, "caxias" como sempre, chegou ao Aeroporto Santos Dumont, muito antes do horário marcado para início do check-in. Resultado: sua mala foi embarcada na primeira aeronave estacionada, que casualmente não iria para Porto Seguro. Fizemos conexão em Belo Horizonte (troca de aeronave) e quando chegamos ao destino, nada de mala aparecer. O funcionário da TAM, baiano de nascimento e crescimento, disse: "Fique tranqüilo, Senhor! Isso é muito comum. Tudo indica que se encontra no avião que já seguiu para Salvador, com retorno previsto a Porto Seguro, hoje, ao final da tarde". O nosso guia turístico local entrou no circuito para acompanhar o caso e, à noite, trouxe a informação da empresa: a mala se encontra em Brasília e lhe será entregue no hotel, no dia seguinte. Em observação no bilhete constava: "não autorizada despesa". Nunca vimos o Seixas tão tranqüilo...
O Reis faz uma pausa para compras nas excelentes farmácias de Porto Seguro.
Na tarde do primeiro dia, fomos à praia em frente à Pousada da Bica, em busca de cerveja e petiscos. Em frente à cabana que funcionava como restaurante, existem várias mesas de plástico com guarda-sol e respectivas cadeiras. O João Carlos e o Reis, ao disputarem uma posta de peixe frito, não perceberam que os pés traseiros de suas cadeiras afundaram na areia e eles caíram de costas. O Dr. Danilo Cubas os socorreu e exclamou: – Fiquem tranqüilos! Não houve fraturas. Aí a gargalhada presa de todos se soltou e cada um dos "acidentados" procurou dar uma explicação técnica para a queda. Não conseguiram e caíram na gargalhada também. O nosso anfitrião, o Rothschild riu muito também. Aliás, ele tem uma araras e três papagaios. A arara, Florentina de Jesus, é a preferida. Não fala, mas presta uma atenção... O papagaio mais "sacana" atende pelo codinome de Fangula (por que será?). Quando ficávamos na lanchonete, local preferido para o papo descontraído, a linda arara vermelha ficava balançando a cabeça, concordando com tudo que seu amo dizia. De vez em quando, quedava-se em seu colo, de cabeça pra baixo e ficava com os olhinhos fechados, feliz com os carinhos que recebia. E ficava tranqüila como uma pomba no ninho.
Reunião plenária na Lanchonete do Rothschold
De regresso ao Rio, ainda que mandando reconfirmar as passagens, constatamos que não havia lugar no nosso vôo. É o tal do over-book. Chamem o gerente, "botamos banca". Mas era domingo, e gerente baiano não trabalha em dia não útil. Veio, então, o supervisor e ficou mexendo num computador, onde havia a configuração do interior do avião, com todas as poltronas ocupadas. O primeiro a ser convencido a seguir para São Paulo (e não Belo Horizonte) foi o Danilo Cubas. Nós protestamos, informando que estávamos em grupo e que todos deveriam seguir viagem juntos. Conclusão: deram última forma na alternativa do Cubas e ele foi colocado na primeira classe, em que viajavam três lindas modelos. O nosso médico viajou tranqüilo e feliz, tomando champanhe com aquelas beldades. Mas depois de automedicar-se com remédios para o coração. A Suzana e o Luís Mauro é que não ficaram muito tranqüilos na viagem, com uma dificuldade enorme para transportar os bolos de tapioca que haviam encomendado. Não foram embalados para viagem e, no troca-troca de aviões, ficaram bem "tronchinhos". Temos certeza de que todos os seus familiares fizeram bom proveito desses doces deliciosos.
A FESTA DA CULINÁRIA
Clube do Bolinha no Bar Lanchonete da Pousada da Bica
A culinária em Porto Seguro é bem variada. Além de peixe frito, camarão e caranguejo nas barracas de praia, os vendedores ambulantes oferecem outras iguarias, como: ostra, pastel de forno, milho verde, queijo coalho, castanha de caju, água de coco, sorvetes de frutas naturais. Há também os vendedores de artesanato – camisetas, redes, toalhas de renda, bijuterias, miniaturas em cerâmica, etc. Incrível é o respeito às regras de "convivência comercial". Aos ocupantes das mesas em frente às barracas os ambulantes não oferecem cervejas e refrigerantes, sendo de exclusividade do comerciante estabelecido a venda de bebidas. No interior das enormes barracas, chamadas de cabanas, funciona o restaurante. Todos têm direito a shows, "garçons" uniformizados de calção e camiseta, a dançarem enquanto aguardam os pedidos. Às vezes são acionados por uma "estrangeira" em trajes sumários para ensinar-lhe o aché, o forró e a lambada. Mais interessante são os "gringos", a pedirem que esses dançarinos posem segurando suas esposas para uma inesquecível foto de dança. E todos ficam felizes para sempre.
Seixas, Rothschild e João Carlos conversam na piscina da pousada.
Atenção para a inseparável arara de pirata do Rothschild, Florentina de Jesus.
Na "Passarela do Álcool", no centro da cidade (que é na orla do Rio Buranhém), o turista pode deliciar-se com drinques muito saborosos, sendo o mais conhecido o "Capeta", com vodka e guaraná em pó, franqueado ao freguês inventar a sua própria mistura, inclusive com a boa caninha da terra, ou simplesmente optar por um delicioso e nutritivo suco. Ao final das barracas coloridas de frutas, encontram-se as bancas de doces, sendo muito "atraentes" as cocadas (brancas, queimadas, compostas) e os bolos de tapioca. Para quem prefere restaurantes, pode-se afirmar que todas as cozinhas estão presentes naquele pólo turístico – massas, frutos do mar, churrascarias, pratos japoneses, comidas caseiras.
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Antes da partida, Seixas e Vilma, Reis e Suzana, Leda e João Carlos, Luís Mauro, Moraes Rego
e Vilma, o motorista Antônio, o guia Klauber, Cubas, Rothschild e a van que nos transportou.
Em qualquer local, naturalmente, encontramos as baianas em seus trajes típicos (limpíssimos), com suas panelas de acarajé. Os jovens, surgidos em bandos (p. exemplo, excursão de escolas), preferem os bares com hot dog, X-tudo e sorvetes. Para os que se esforçam em controlar a gula há de se encontrar alguma casa de chá ou café colonial. Os que não se esforçam tanto procuram o Rei do Caldo, que oferece uma variedade incrível de sopas. O difícil é pedir um caldo de galinha ou de ervilha, quando no cardápio oferecem caldinhos de feijão, mocotó, siri e piranha. Enfim, há refeições para todas as preferências. É uma festança !
ATÉ BREVE, PORTO SEGUROPor absoluta falta de tempo, deixamos para outra oportunidade os seguintes passeios:
Passeio de escuna a Santa Cruz Cabrália;
Passeio de escuna a Recife de Fora (várias espécies de corais, piscinas naturais repletas de peixes multicoloridos);
Passeio de barco à Ilha Paraíso e Praia de Santo André (manguezais do Rio João de Tiba);
Visita à Reserva da Jaqueira (Tribo Pataxó);
Passeio Ecológico na Mata Atlântica;
Paradise Water Park (piscinas com ondas, corredeiras, estrutura de lazer).
Esperamos que, brevemente, possamos voltar possamos voltar a Porto Seguro para vivermos novos e inesquecíveis momentos e desfrutarmos, outra vez, da acolhida carinhosa do Rothschild que, por sinal, tem outra pousada nos Estados Unidos, na cidade de Tampa, na Flórida.
A praia vista da varanda de uma das suítes do Queen's Gate Resort, em Tampa, na Flórida.
O nosso companheiro nos convidou, insistentemente, para irmos até lá, onde desfrutaríamos de sua ótima infra-estrutura. Estamos, atualmente, estudando a viabilidade de se incluir esse passeio em nosso Programa de Trabalho para o próximo ano. A edição de Nov-Dez/2001 de O Con*dor trará uma reportagem sobre a pousada Queen's Gate Resort, na Praia de Bradenton, no Golfo do México, em Tampa, na Flórida.
Assim sendo,
Até breve, Porto Seguro!
(E, quem sabe? Até breve, Tampa!)
. CEL-AV CARLOS JOSÉ PÖLLHUBER Aluno 57-57
Carlos José Pöllhuber
"Deve estar!!!" – é a resposta permanente do Coronel Pöllhuber, quando lhe perguntam se tudo está bem. Com a função de apoiar as atividades da gerência de logística, o pessoal em transito e os fiscais do SIVAM, o coronel Pöllhuber mantém permanente ligação com as autoridades civis e militares da Amazônia, coordenando o apoio aéreo de interesse da Comissão de Coordenação do Projeto do Sistema de Vigilância da Amazônia (CCSIVAM). Na Superintendência da CCSIVAM da Amazônia, em Manaus, costuma chamar a Superintendência do Rio de "Corte". O Pöllhuber considera gratificante colaborar (usando o seu jargão) "para a implantação do maior projeto ambiental do mundo". Esteve na ativa da FAB, de 1957 a 1993, vinte e quatro anos de trabalho na Amazônia, nos 1º/2º e 1º/9º Grupos de Aviação; na COMARA (Comissão de Aeroportos da Região Amazônica) e na Chefia do Estado-Maior do Sétimo Comando Aéreo Regional. Na CCSIVAM está desde 1994. A aviação sempre foi sua grande paixão: "Voar, naquele tempo, era bem mais difícil, pois não existiam os atuais auxílios à navegação. O melhor deles era o VOR (Voe Observando o Rio). As comunicações eram precárias, e o Catalina desenvolvia uma assombrosa velocidade de 200 Km/h. Mas isso era compensado pela fascinante operação na água, comenta o Coronel. Com a experiência de vida que tem na Amazônia, acredita que ela nunca mais será a mesma depois que soubermos o que os outros já sabem e de proporcionarmos os meios para a sua defesa, com o uso do SIVAM. Nas inúmeras viagens que faz pelos rios e florestas, por onde passa, não deixa de pedir, na hora das refeições, bastante cebola roxa, seu aperitivo predileto, além de cerveja bem gelada, naturalmente. Muito entusiasmado com a campanha, por ocasião da entrega dos produtos SIVAMzinho, em 1998 e 1999, o Pöllhuber foi o grande incentivador e coordenador da distribuição. Na ocasião, cento e quinze toneladas de material escolar foram doadas em toda a Amazônia. Mesmo sofrendo de gota, doença que o acomete há muitos anos, ele faz graça com a sua forma física: intitula-se de bandeira de pirata - "sou só pano e osso". Dele, diz o jornalista Márcio Moreira Alves: "Pöllhuber é um paulista alto, magro como um ponto de exclamação, que há muitos anos perambula pela Amazônia, abrindo campos de aviação e construindo alojamentos". Se você já leu o livro de Mário Vargas Llosa, "Pantaleão e as Visitadoras", deve achar que a personagem principal foi baseada no Coronel Pöllhuber, conforme cita Márcio Moreira Alves em suas colunas de 21/11/1195 e 09/01/1999. Porém o Coronel tem a sua própria versão da história: "Não fui o inspirador de Vargas Llosa para que ele escrevesse o livro. Na década de 70, a COMARA tinha uma obra no Rio Javari, a construção de uma pista de pouso para apoiar o Exército. Do outro lado do rio, existia uma Unidade do Exército peruano. A convivência entre os militares era bastante fraterna, sempre incrementada por intermináveis desafios esportivos, principalmente, no futebol. Em contato com o comandante vizinho, soube das "Visitadoras". Elas chegavam pela manhã num C-47 e saiam à tarde. A vinda era anunciada com grande antecedência. Só tinham acesso a elas os militares mais destacados nas atividades da caserna. Os nossos vizinhos não podiam levar suas famílias e passavam longuíssimos períodos na selva inóspita. Para se chegar ao sítio civilizado mais próximo, era necessário voar mais de uma hora ou gastar mais de um dia de "voadeira", sendo as dispensas eram muito raras. Era uma sábia providência para acalmar os ânimos e fazer com que todos trabalhassem com afinco e ficassem comportados. A casa das moças de São Gabriel foi instalada, na década de 70, para que as centenas de pessoas do BEC, militares e funcionários, recém chegados de Caicó, não causassem uma devastação na moralidade local. Lá só existiam uns quatros militares da FAB, sempre casados. Em Moura, no meu tempo de COMARA, na década de 80, foram construídos dois prédios, estrategicamente localizados, frente a frente, num caminho próximo ao vilarejo. Eram a delegacia e a casa das moças. Estavam presentes à inauguração das duas obras o Secretário Estadual de Segurança Pública, a minha esposa, o Administrador do Vilarejo, o recém empossado Delegado, Comarianos e Autoridades locais. Como o Cura, quase nunca, estava presente ao local, as instituições deixaram de ser benzidas. Sempre foi norma da COMARA que o Chefe dos Canteiros de Obra teriam por missão zelar pela saúde e pela harmonia do seu pessoal, visando ao melhor rendimento dos serviços, devendo, também, dar bastante atenção ao relacionamento com o publico externo. Como fazê-lo? Simplesmente tomando uma atitude já experimentada: providenciar uma "casa das moças". Em Moura, quase todos os habitantes eram casados, ou já comprometidos, e, praticamente, não existiam solteiros, quando muito pouquíssimas viúvas, numa população de aproximadamente 500 pessoas. Enquanto isso, a COMARA empregava, na sua pedreira, cerca de 100 trabalhadores, todos de fora. Quem já trabalhou ou viu o labutar inclemente numa pedreira, sabe quanto é estafante e monótona a rotina diária. Os trabalhos eram de sol a sol, de segunda bem cedo até o meio dia de sábado. Como o pessoal recebia polpudos ganhos extras sobre a produção, não existiam feriados. As temporadas de serviço eram de 90 a 120 dias seguidos, ficando todos ansiosos pela chegada do pessoal de revezamento. Como o vilarejo só possuía um "boteco", instalamos, no canteiro, uma cantina e uma parabólica, a única do local, para que todos pudessem assistir aos programas de televisão. Na opinião de todos, os descansos de sábado e domingo eram terrivelmente monótonos e insípidos. Namorar, nem pensar, não existiam moças disponíveis. Beber dentro do canteiro era terminantemente proibido, bem como chegar em estado de embriaguez, faltas essas que acarretavam demissão sumária. Pernoitar fora do mosquiteiro era impossível, dormir ao ar livre representava a oferta de bom alimento para os sedentos mosquitos. Porém, a partir daquele momento, tinham um local seguro e aconchegante, que começava a funcionar com chegada do recreio da linha de Barcelos, e fechava com o regresso para Manaus. Por coincidência, no final de semana". O apoio que ele nos oferece a cada ida a Manaus é reconhecido por sua equipe: Clara Marcelo, Fares, Roberto, Sena e Berenice. Todos tem muito respeito e admiração pelo Pöllhuber e estão, sempre, preocupados em somar para que tudo dê certo na Superintendência de Manaus.
Transcrito de "Dois Pontos",
Boletim Informativo da CISCEA / CCSIVAM,
Ano: 3 / Edição no 8.
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HISTÓRIA E TRADIÇÃO
Fotografia histórica do prédio do, então, Colégio Abílio César Borges, depois,
do Ginásio Mineiro, posteriormente, do Colégio Militar de Barbacena e, finalmente, da EPCAr.
A raiz de toda a vibração estava na fascinação e no sonho primaveril de voar e na determinação de ingressar na Escola de Aeronáutica – reduto das águias – o Campo dos Afonsos.
Aluno 49-74, WALKYRIOA consecução do objeto do jovem ginasiano dependia do concurso de admissão ao Curso Prévio da Escola de. Aeronáutica, cujas provas tiveram início no dia 05/01/49, no Campo dos Afonsos, com 1296 candidatos. Ao final da última prova, dia 23/01/49, a surpresa de que somente um candidato obtivera o sucesso da aprovação – Horácio de Oliveira Torres – o Momo, primeiro e único, como ficou conhecido. O Ministro da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Trompowski, decidiu propor a criação do Curso Preparatório de Cadetes-do-Ar – CPCAr, em Barbacena, Minas Gerais, considerando o elevado número de reprovados no recente exame de admissão e o baixo nível de ensino apresentado pelos candidatos, e por julgar a necessidade de os jovens possuírem melhor preparação para o ingresso na Escola de Aeronáutica. A criação do CPCAr pelo Presidente Dutra, por meio do Decreto nº 26.514, de 28/03/49, previa um curso com duração de três anos, correspondente ao Curso Científico. O Diretor-Geral de Ensino da Aeronáutica era o Brigadeiro-do-Ar-Engenheiro Antônio Guedes Muniz, figura marcante no desenvolvimento da Aeronáutica e do Brasil. Com o convênio firmado entre o Ministério da. Aeronáutica e o Governo de Minas Gerais – Governador Milton Campos – houve a cessão das antigas instalações do outrora Colégio Abílio César Borges (do Barão de Macaúba), depois, do Ginásio Mineiro e, posteriormente, do Colégio Militar de Barbacena. No ato da assinatura, o Governo do Estado foi representado pelo Deputado José Bonifácio Lafaiete de Andrade. A fim de agilizar a seleção de alunos para o ingresso no CPCAr, a Diretoria de Ensino da Aeronáutica resolveu aproveitar os candidatos que obtiveram melhor classificação entre os reprovados no último exame de seleção para o Curso Prévio da Escola de Aeronáutica. Por Decreto de 28/04/49, o Major-Aviador Carlos Alberto Ferreira Lopes foi designado Comandante Interino do CPCAr, tendo exercido o cargo até 05/06/50. Ainda em abril de 1949, o 1º Tenente-Aviador Sérgio Sobral de Oliveira foi classificado no CPCAr, transformando-se, por sua imagem, por sua firmeza de caráter, pelos méritos profissionais e morais incontestáveis, no grande chefe militar, conselheiro e amigo dos Pioneiros em todas as horas! Finalmente, em 06/05/49, a turma foi matriculada e seguiu para São Paulo, de trem noturno, num percurso de 12 horas, comandada pelo Tenente Sobral, seguindo, também, o Capitão Médico Dr. Wilson de Oliveira Freitas, instalando-se provisoriamente na ETAv – Escola Técnica de Aviação, no Brás, na Capital de São Paulo. Iniciou-se a instrução militar enquanto, em Barbacena, o Major Carlos Alberto ultimava as providências para o início do funcionamento do novo estabelecimento de ensino. Os Pioneiros chegaram a Barbacena em 29/07/49, sexta-feira, efusivamente ovacionados pela sociedade local, tendo o Prefeito Theobaldo Tollendal, em sinal de rigozijo, decretado feriado municipal. Os Alunos, impecavelmente uniformizados, com a farda azul-baratéia, eram motivo de intensa curiosidade popular, com as pessoas aglomerando-se em volta da formatura, algumas debruçadas nas janelas e outras em cima da estação ferroviária, enquanto palmas calorosas esturgiam de todos os lados. No dia seguinte, 30/07/49, às 11 horas, a Cidade de Barbacena engalanou-se para assistir à cerimônia militar na Praça dos Andradas, onde o Corpo de Alunos, composto de 200 Alunos Pioneiros, incorporou à tropa a Bandeira Nacional, conduzida pela Sr.ª Lúcia da Rocha e Silva Muniz, esposa do Brigadeiro Guedes Muniz e o Estandarte do CPCAr, conduzido pela Senhorita Zilda Moreira de Castro, da sociedade barbacense, que pronunciou belíssima oração. O Estandarte do CPCAr, bordado a ouro, foi confeccionado pelos alunos do Asilo de Órfãos de Barbacena. Altas autoridades civis e militares compareceram à solenidade, com destaque para as presenças dos Deputados José Bonifácio Filho e Bias Fortes. O Automóvel Clube e o Clube Barbacenense promoveram variados eventos, como parte das festividades de recepção aos componentes do CPCAr, recém-instalado na cidade, inclusive com a presença da atriz e cantora Virgínia Lane. Em 21/05/50, a Lei nº 1105 transformou o Curso Preparatório em Escola Preparatória de Cadetes-do-Ar – EPCAr, com a missão de preparar alunos para o ingresso no Curso de Formação de Oficiais Aviadores (CFOAv) da Escola de Aeronáutica. Em 01/06/50, foi matriculada a segunda turma da EPCAR. Contudo, só chegaram a Barbacena em setembro, pois tiveram de permanecer em Guaratinguetá-SP, na Escola de Especialistas de Aeronáutica, aguardando a conclusão do alojamento a eles destinado. A primeira Turma, em 1951, viu-se na contingência de ter que cursar o 3º ano da EPCAR na Escola de Aeronáutica – Campo dos Afonsos, Rio, tendo em vista dificuldades administrativas. Somente em 1952, a EPCAR passou a funcionar a pleno, com os três anos do curso instalados em Barbacena. A Pioneira Turma da EPCAR, de 1949, iniciou-se com 200 Alunos, tendo alcançado 258 integrantes ao longo dos anos subseqüentes até 1954. Foram declarados Aspirantes-a-Oficial 132 Cadetes, em épocas variadas, assim distribuídos: 117 Aviadores, 14 Intendentes e 1 Especialista em Comunicações (pela EOIG – Curitiba). No decorrer da carreira, seis Pioneiros transferiram-se para o Quadro de Oficiais Engenheiros. Galgaram o generalato 22 Pioneiros, tendo 11 alcançado o posto de Major-Brigadeiro, e 4 o último posto da carreira – Tenente-Brigadeiro-do-Ar: Ivan Moacyr Frotta, Mauro José Miranda Gandra, Carlos de Almeida Baptista e Ulysses Pinto Corrêa Neto. Além dos importantes cargos de Chefe do Estado-Maior, de Comandantes-Gerais e Diretores-Gerais da Aeronáutica Brasileira, tomou posse, como Ministro do Superior Tribunal Militar, o Tenente-Brigadeiro Carlos Baptista, em 04/08/94. O Tenente-Brigadeiro Mauro José Miranda Gandra foi empossado como Ministro da Aeronáutica, em 02/01/95. Com a criação do Ministério da Defesa, veio a assumir o cargo de Comandante da Aeronáutica, em 21/12/99, o Tenente-Brigadeiro Carlos de Almeida Baptista. O Pioneiro Mário Lott Guimarães, único privilegiado com a nomeação para o Comando da EPCAr – período de 08/01/86 a 01/08/87, promoveu em encontro dos integrantes da Turma de 1949, no dia 01/08/87, ocasião em que estabeleceu a inclusão, no calendário da Escola, do dia 29 de julho, como sendo o Dia do Ex-Aluno, data em que se registrou, em 1949, a chegada da Turma Pioneira a Barbacena.
Fonte: O BQano, julho 96- Com base em fatos históricos narrados pelo
Coronel-Intendente da Aeronáutica WALKYRIO MARQUES CORRÊA,
Aluno 49-74.
. O PROFESSOR INESQUECÍVEL "Nunca seremos suficientemente gratos a Deus, a nossos pais e a nossos mestres." Platão
No "Dia do Professor" deste ano, 15 de outubro, os professores das universidades federais completavam dois meses de greve, apoiados pelos servidores de suas respectivas unidades. Por incrível que possa parecer, a greve tem o apoio dos alunos. Nós que somos do tempo em que professor faltoso era substituído, aluno gazeteiro era punido na escola e em casa, nós que somos do tempo em que greve somente ocorria nos portos brasileiros, vimos crescer o movimento de paralisação nas indústrias e, hoje, na contra-mão do sindicalismo moderno, assistimos a greves prolongadas em serviços públicos essenciais: greves de médicos, de professores, de servidores da previdência social, de policiais militares,... Inacreditável! Já que não podemos homenagear professores grevistas, vamos relembrar os mestres que o destino colocou em nossas vidas. No Encontro dos 40 Anos da Turma, em Barbacena, o Neves fez a saudação a nossos professores da EPCAR, destacando as figuras dos mestres Jorge Possa e Fernando Victor. São suas palavras: "Aos nossos mestres não nos cabe só dizer obrigado. A lucidez nos manda pedir perdão por fazermos parte de uma geração que permitiu a degradação do magistério, colocando o professor à margem do processo de construção do Brasil, que quer ser moderno, determinando o que todos sabemos: o país exporta cérebros e importa tecnologia, o que nos torna cada vez mais dependentes do chamado primeiro mundo e distantes deles. Deus lhes pague. Vocês nos deram, amigos professores, o que possuíam de melhor: os seus saberes, sólidos como as montanhas de Minas, para serem os nossos degraus; nos deram os seus sonhos, bonitos e luminosos como o céu de Barbacena, para que nós os realizássemos; nos deram as suas bandeiras, desfraldadas com a coragem dos Inconfidentes, no amor à liberdade, para que nós todos as empunhássemos, e aqueles que conseguissem voar as levassem mais alto e mais longe...". Lembram-se do agradecimento do nosso dileto Fernando Victor? Pois bem, na primeira viagem precursora a Barbacena, destinada aos preparativos da reunião dos 45 anos, visitamos nosso mestre e dele colhemos um emocionado depoimento, publicado nesta edição, na primeira página. Na Senta Pua de 1958, editada por nossa Turma, fomos buscar os nomes de todos os professores que estiveram conosco nos dois anos mais importantes de nossa juventude. São eles: Allevato, Anastácio, Aurélio, Baptista, Boratto, Celso, Clodoaldo, Cruz Machado, Docne, Elbert, Fernando Victor, Garcia, Gonçalves, Joaquim, Jorge Pôssa, Murilo, Navarro, Newton, Noé, Nusca, Paolucci, Pupo, Savassi, Tollendal e Vasconcelos. E, no Campo dos Afonsos, quem não se lembra do Professor Jorge Kubrusly, do Poeta Villaboim, do General Liberato Bittencourt, do Professor Abreu Coutinho? Queridos professores, inesquecíveis mestres, somo-lhes gratos por tudo, e para sempre.
Os alunos da Turma 57-BQ / Aspirantes 62
. O HERÓI DESCONHECIDO
Como escrever sobre um herói se não conheço nenhum? E, se conhecesse, não seria um herói desconhecido... Recorro ao dicionário e encontro: "Herói, s. m. Homem extraordinário pelas suas proezas guerreiras, pelo seu valor ou magnanimidade; protagonista de uma obra literária. (Fem.: Heroína)". "Desconhecido, adj. Que não é conhecido; que não tem conhecimentos; ingrato; s. m. pessoa estranha; ilustre - (irôn.); pessoa sem credenciais, que ninguém conhece nem sabe de onde veio". Não satisfaz! Solução? Criar, numa tentativa "humorístico-filosófica", uma série de definições paralelas que preencham as quarenta linhas mínimas exigidas. Aí estão elas: Herói é um idiota que deu sorte. Desconhecido, é um herói sem assessoria. Herói é uma contingência divulgada. Desconhecido é um herói censurado. Herói é um produto rentável. Desconhecido é um fracasso comercial. Herói é o grande guerreiro do país vencedor. Desconhecido é o mesmo guerreiro do país derrotado. No túmulo do soldado desconhecido: "Deus sabe seu nome". No do herói bem desconhecido: "Nem Deus sabe o seu nome". Herói é o político que vence eleições. Desconhecido é o eleitor que acredita na conversa dele. Herói é aquele que domina a força política. Desconhecido é o político sem força. Herói é todo aquele que desconta, por decisão judicial, trinta por cento dos seus ganhos em favor da ex-esposa, para sustento do amante. Desconhecido é aquele que paga e não conta a ninguém. Herói é o pai do filho bonito da mulher feia. Desconhecido é o pai acima que tem medo do marido... dela. Herói é o aluno que faz graça para o professor austero. Desconhecido é aquele cuja assinatura é ilegível. "Enfim, um major sem estilo".
Nota da Redação: ![]()
Nota da Redação:
Este texto foi apresentado, em 1978, pelo, então, Major-Aviador Luiz Gonzaga da Costa Land, como parte do Curso de Admissão ao Curso de Estado-Maior da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR). Nele, o Land deu sobejas provas de sua grande criatividade, de seu fino senso de humor, de sua rebuscada irreverência, mas, sobretudo, de seu extraordinário domínio da nossa língua. O "austero mestre", o General Nelson Custódio de Oliveira, reconheceu-lhe os méritos e, além de elogiar muito o trabalho, deu-lhe nota dez em conteúdo e em forma.
AO MESTRE, COM CARINHO Caro Leitor,
Escreva sobre "seu professor inesquecível". Sabemos que cada um de nós tem empatia muito especial com alguns professores, desde os bancos dos grupos escolares. Narre um episódio importante no relacionamento com seu professor ou professora, fale do jeito de ser de seu ídolo. Não importa se era uma pessoa enérgica ou benevolente demais, se era bonita ou feia, se tinha aceitação geral ou não por parte de seus colegas, se era brilhante ou simplória. Homenageie seu(s) mestre(s) predileto(s) com carinho, de seu tempo de criança, de jovem e de adulto. Envie à Redação uma ou mais histórias, extensa(s) ou reduzida(s). Vamos seguir o exemplo de memoráveis produções cinematográficas: A Cidade das Crianças, com Spencer Tracy e Mickey Rooney; Good-Bye, Mr. Chip, com Peter O'Toole e Petulla Clarck ("remake" de filme da década de 40, com Walter Pidgeon e Greer Garson); Sociedade dos Poetas Mortos, com Robin Williams.
. A MENINA E O PRÍNCIPE Depoimento colhido pelo 57-15, Neves, juntamente com o 57-40, João Carlos
e o 57-78, Horta, em Barbacena, no dia 27 de setembro de 2001."Eu tinha sete anos de idade quando o conheci, em 1961. Ele namorava a filha da minha madrinha. Parecia que gostava muito dela, que era uma moça bonita, prendada, pertencente a uma das mais tradicionais famílias mineiras. Ele era lindo! Para mim, era o homem mais bonito da Aeronáutica. A Aeronáutica sempre escolhe os seus rapazes, seleciona muito; os mais bonitos ela coloca lá pra dentro... Eu acompanhava muito de perto a vida daquela gente. Minha mãe e eu trabalhávamos na casa e fomos agregadas à família. Eu o via todos os dias. Ficava encantada! Cheguei mesmo a roubar fotos dele. Eu tirava as fotos da coleção da moça. Gente, eu roubei mesmo! Eu falava pra ela: peguei uma foto do seu namorado para mim. Eu tinha intimidade na casa, era como uma filha de criação; fazia pequenos serviços. Na inocência dos meus sete anos eu estava apaixonada. Quando ele entrava, em nossa casa, eu ficava parada olhando para ele, o tempo todo - o tempo todo. Eu namorava mais ele do que a própria namorada, de tanto que eu olhava para aquele homem. Ele era muito bonito... Era uma pessoa especial... Ele era meigo, muito, muito doce... Por vezes, quando ele chegava, eu pegava a vassoura e começava a varrer a sala onde eles namoravam, só para ficar olhando para ele. Então ele arranjava outra vassoura e vinha varrer a casa comigo. Faz pouco tempo, ainda perguntei por ele... Eu disse pra minha madrinha: ele deve estar bonito porque, de novo, já era lindo... Eu mantinha as fotos dele bem guardadas, mas depois que casei meu marido as rasgou. A foto mais bonita era uma dele recebendo o espadim, com a farda branca. Eu pedi, implorei, disse que aquelas fotos eram a recordação de um amor puro, coisa de criança, o primeiro amor de uma menina... Mas meu marido, com ciúmes, rasgou tudo, rasgou até as revistas Senta a Pua, que eu adorava e colecionava. Ele terminou o namoro, depois foi embora e eu nunca mais o vi. Dizem que a primeira paixão a gente jamais esquece, ainda mais uma paixão de criança, jamais o esqueci. Mais tarde, com 14 e 15 anos eu conheci outros alunos. Conheci a Turma do Ronny Von inteirinha. Naquele tempo havia umas meninas (eu sei disso) que pulavam lá pra dentro da EPC do Ar. Eu ficava apavorada. Elas pulavam o muro da Aeronáutica, pra fazer o que eu não sei, mas pulavam... Minha Nossa Senhora! A minha madrinha vivia apavorada e recomendava todo dia: vocês me façam o favor de se cuidar; tem um monte de meninas cadeteiras por aí, mas vocês não estão nesse meio não, né? Essas meninas cadeteiras estão ficando mal faladas na cidade... Pelo amor de Deus, eu não quero vocês virando cadeteiras, não. E eu retrucava: mas como virar cadeteira se a gente não sai daqui de casa? Mas na verdade eu gostava dos cadetes! Gostava mesmo da companhia deles. Procura estar sempre nos lugares que eles freqüentavam. Eu vinha muito na lanchonete A Brasileira, com eles. Entrava no cinema Palace ao lado deles, sem medo. Eram a minha Turma. Hoje é que o namoro está perdido e as amizades também, mas naquele tempo não tinha nada disso não. Nós íamos para o clube Andaraí, que existia aqui, na Avenida Quinze de Novembro. Quando havia confusão eu entrava nas brigas com eles. Cheguei a ser expulsa do Andaraí, porque brigava ao lado deles... Apanhava e batia junto com os alunos. Foi bom; foi uma época maravilhosa da minha vida. Depois que ele terminou o namoro, sumiu da cidade, nunca mais voltou. O tempo passou e eu saí daquela casa. Ainda outro dia eu comentei com a minha madrinha: ele deve estar muito bonito! Ela disse: mas já deve estar com mais idade. Eu concordei: claro, mas que deve estar muito bonito deve, uai! Estou triste por saber, agora, que ele faleceu. Caso houvesse voltado a Barbacena a gente teria lembrado do tempo em que varríamos, juntos, a sala da casa da madrinha. Ele sabia que eu era apaixonada por ele e achava muita graça daquela menina precocemente enamorada, ria muito do meu encantamento. Confesso que continuo apaixonada. É um ídolo. A paixão por um ídolo não acaba; é como a paixão pelo Senna. Ele foi a primeira pessoa que me tratou como gente, que me olhou com ternura, com carinho, que me deu atenção. Ele se chamava AYDANO DE MELLO FALCÃO e, para mim, foi um príncipe."
AYDANO DE MELLO FALCÃO foi o Aluno 57-114, da Turma de 1957, chegou ao posto de Coronel-Aviador e faleceu em 1994.
. TURMA QUASE PERFEITA Joaquim Antunes de Oliveira
Somos a Turma Quase Perfeita,
A Turma de Cinqüenta e Sete,
Que nenhuma luta rejeita,
Com ela ninguém se mete.
Nos céus azuis de Barbacena,
Nossos nomes estão inscritos,
Perpetuando, nessa cena,
A glória de filhos benditos.
Neves, Mauro, José Maria,
Além de muitos brigadeiros,
Bradamos com galhardia,
Destemidos brasileiros.
Clarindo, Brasil, Padrão,
Orgulhosos da Força Aérea,
Os fortes filhos da Nação,
A causa mais bela e séria.
Com Cubas, João e Horta,
Vamos pra luta contentes,
A vida não mais importa,
Só a Pátria, eternamente...
Os céus do nosso Brasil
São nossa casa, nossa vida.
É o brado mais varonil
Desta Turma decidida.Nota da Redação:
Joaquim Antunes de Oliveira nasceu em Barbacena – MG, onde vive atualmente, após ter percorrido o país inteiro e viajado por várias nações, em estudos, pesquisas e palestras. Advogado e professor, especializou-se nas Ciências Humanas, notadamente em Filosofia, Psicologia e Sociologia. Nosso poeta declara-se apaixonado pela beleza, pela cultura e pelo Ser Humano. Com este sentimento humanista, procura impregnar seus versos com a magia da Turma Quase Perfeita.
. RAINHA DAS ROSAS
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A grande novidade de outubro foi a eleição da Rainha das Rosas, em Barbacena. A vencedora chama-se Juliana, é uma nipo-mineirinha muito bonita de 15 anos. A Rainha Juliana é uma amiga especial da Turma Quase Perfeita porque descende, por linha materna, de uma tradicional família de BQ. A Juliana é neta da Carminha e sobrinha-neta da querida Maria José de Mello Zuzuca. Ela estará presente, em de março de 2002, à Festa da Vida, quando a Turma Quase Perfeita haverá de reunir-se em BQ para comemorar os 45 anos da grande chegada. Deus guarde a nossa Raínha!
. MEU PRIMEIRO DIA DE APOSENTADO
No dia 3 de abril de 2000, fui transferido para a reserva remunerada, a chama da inatividade do militar (para o civil, a aposentadoria). Como noticiado nO CONDOR, na ocasião, meus companheiros da Turma 57-BQ e de trabalho prestaram-me muitas homenagens, numa demonstração de sincera amizade. Alguns amigos e familiares manifestaram preocupação com a minha nova fase de vida, depois de 43 anos de dedicação integral e exclusiva à instituição que me acolheu aos 17 anos de idade. Foram onze Unidades em que servi, não incluindo as cinco escolas dos cursos de carreira. Passei por Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Na última função, a de Chefe do Órgão de Pagamento de Pessoal da Aeronáutica, permaneci 5 anos e sete meses. Dando de tudo que sabia e podia nesta função estressante, cheguei ao final de jornada na Força Aérea muito exausto, um "bagaço". A indagações do tipo o que você vai fazer agora?, respondia prontamente: "vou coçar..." Na data acima referida, às 17 horas, em cerimônia militar, transmiti o cargo de Subdiretor de Pagamento de Pessoal a meu substituto legal, Brig. Alberto, proferi o discurso de despedida, recebi as homenagens dos companheiros e dos convidados,... À noite, retornei à Unidade para recolher pertences pessoais. Às 21:20h retirei-me do recinto, prestando minha última continência aos militares da guarda. Nas duas horas e quarenta minutos que restavam daquele dia, revivi toda minha vida, em pensamentos, e idealizei uma programação especial para as 24 horas subseqüentes, a partir da meia-noite. Pretendia vivenciar intensamente a grande "virada"... Teria de ser uma noite memorável. E o dia seguinte também. (Notem-se os termos relacionados à vida). Começaria ouvindo ópera, como fazia aos domingos, no meu tempo de ginásio. Aprendi a apreciar aquele "horror" de música e canto para muitos com meu pai Manoel Cardoso e meu irmão Luiz Carlos. Procurei e encontrei um disco LP, que comprei há trinta anos, intitulado Dez Tenores e Dez Árias. Caprichei numa dose de uísque e acomodei-me numa cadeira esquisita que a Lêda incorporou ao acervo da casa quando casamos (uma mistura de poltrona e espreguiçadeira). Estava sozinho, como era o meu desejo. "Apanhei" uns dez minutos para ajustar o toca-fitas, mexer nos botões certos, uma vez que nunca o havia acionado. Estando a primeira faixa danificada, passei para a seguinte. Ouvi também a terceira... "apaguei". Acordei a uma hora da manhã com dor no pescoço, causada pela má acomodação no encosto da cadeira. A "radiola" desligara-se automaticamente, e eu também, com aquela super-dose de uísque. Mesmo sem ouvir todas as árias, olhando a capa e a contracapa do disco, pude relembrar aqueles notáveis tenores, os quais, sem os recursos técnicos de hoje e sem apoio da mídia, não alcançaram a merecida fama junto ao grande público. Bela safra de cantores! Fato importante foi a virada da meia-noite e, naquele momento, uma nova fase, uma nova vida (será?). Fui deitar-me, imaginando: amanhã, quer dizer hoje, vou levantar-me bem tarde. Que nada! Acordei às 6:30h, como de hábito. Mas tinha de mudar essa rotina. Assim, li o jornal na cama, todos os cadernos, reportagens por inteiro e os mais variados anúncios. Mordomia zero: o café não me foi servido na cama. (a mulher disse que não iria mudar a rotina da casa). Comecei meu "expediente", fazendo a conciliação bancária do mês anterior. Em seguida, elaborei a programação financeira de abril, para ver "quantos dias do mês faltariam ao final do salário." Recebi um telefonema do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, para confirmar minha participação na campanha anual destinada a angariar fundos. Trabalho excepcional a do IBCC, pouco conhecido da população que dele imagina não precisar. A Lêda repassou-me um pedido de uma amiga para verificar a situação de sua filha, aprovada em concurso da INFRAERO e ainda não chamada. Consultei o Tujal, que é gerente de uma das áreas do Aeroporto Tom Jobim, e ele levantou os dados da candidata, informando que ela se classificara em 17º lugar e que poderia ficar tranqüila a respeito de sua admissão pela estatal. O primeiro emprego, que emoção! Ainda pela manhã, peguei o carro e saí, fazendo um circuito não usual, resolvendo "coisinhas" há muito aguardando sua vez e outras que fui "inventando" na hora. Comecei encomendando madeira para recuperar umas gavetas de armário. Eu mesmo "atacaria" de marceneiro (sou bom nisso). Parei numa oficina que faz todo tipo de solda em motor de barco, em peças de prata, em aço inox, etc. Impressionou-me a organização e a limpeza da oficina, como também o atendimento pelo proprietário, ele mesmo um dos soldadores. No meu caso, pretendia soldar um saca-rolhas (não é brincadeira, não), um daqueles usados em restaurantes "5 estrelas", emprestado por um parente, mas o pequeno empresário me disse que o serviço de desmontagem, solda, remontagem e cravação ficaria mais caro do que um utensílio novo. Quando lhe falei que, antes, quebrara dois outros abrindo garrafas de vinho (não sou bom nisso), aí ele tratou de se livrar de mim, imaginando que eu pudesse voltar com uma caixa cheia de quinquilharias para consertar. Resolvi dar uma volta bem longa, praticamente em torno de toda Ilha (a do Governador, do tempo em que havia governo). Resisti para não parar em alguns estabelecimentos, em frente aos quais, segundo minha mulher, não posso passar sem entrar – casas de ferragens, bares e quiosques, supermercados (de shoppings tenho horror). Retornei ao lar às 12:30h, para o almoço. Fazia tempo que não almoçava em casa, em dia útil (curiosa denominação). O cardápio surpresa foi ensopadinho de vagem. Que delícia! As comidinhas da Lêda são demais. Já ia esquecendo uma providência importante: fiz uma parada rápida num depósito de doces tipo fornecedor de ambulantes. "Safei" duas dúzias de Skol em latinha (minha moderada cota semanal, em casa, com um sócio) e comprei amendoim japonês para acompanhar as bebidinhas, bombons e pés-de-moleque para os demais membros da família. Dormi após o almoço. Maravilha! Acordei meio assustado, achando que estava em falta com alguém, em alguma coisa. E estava: comigo mesmo. Sendo uma terça-feira, preparei-me para mais uma reunião da Representação da Turma, marcada no Vilariño, no Centro da Cidade. Então, lembrei-me de que fiquei a pé, sem o carro oficial e nem o meu próprio, este utilizado pelo garoto durante a semana. Pela manhã, usei o Gol da mulher, mas à noite ela teria um santo compromisso – ensaiar músicas da Igreja na casa de uma amiga, levando seu teclado. Fiz-me seu motorista para levá-la ao ensaio, contatei meu filho para apanhá-la, e segui para a reunião. O Vilariño é um bar antigo, cujas mesas são de pés de ferro fundido e o tampo de mármore, do tipo botequim, hoje em alta como "point" de gente besta. Como sempre, a reunião foi muito proveitosa, destacando-se os seguintes temas: chopinhos bem gelados, salaminhos e queijos deliciosos, muitas piadas, grandes "bolações" para a "Quase Perfeita"... Nesse dia, não ficamos até muito tarde. Ao retornar à Ilha, bem próximo de casa, olhei o relógio e constatei que faltavam 10 minutos para a meia-noite. Estacionei o carro na Praça do Grego, onde está instalado um "trailer" incrementado, e fechei o dia, o meu primeiro dia de aposentado, com uma tulipinha de cerveja Skol na mão. Foi um dia maravilhoso, como o foram todos os outros que o sucederam. No dizer do saudoso Capelão Sebastião, celebrante da missa dos 40 Anos, em Barbacena: "Obrigado, Senhor, pela santa aposentadoria".
João Carlos, 57-40
. CONCURSO DE O CON*DOR
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No nosso tempo de criança, era assim: os alunos do 1º ano primário eram estimulados às leitura de livros com eventos promovidos pelas professoras dos grupos escolares. Era sempre uma festa! Na foto acima, dois integrantes da Turma 57-BQ protagonizavam uma dessas peças teatrais no Instituto Massena Dídia Fortes. Você, caro leitor, seria capaz de identificá-los? Escreva-nos dizendo quem são os dois pimpolhos. Aqueles que acertarem ganharão, inteiramente grátis, uma assinatura anual de O Con*dor.
. AUTORIDADES
O Dr. Herbert Lago, com a esposa Maria da Graça e o filho Marco, na posse da Presidência da FUNDAPE.
O Professor Herbert Brandão Lago, nosso estimado colega 57-150, visitou a Sede da Turma 57-BQ, no dia 15 de outubro próximo passado, o "Dia do Professor". O Dr. Herbert Lago, como é conhecido nos meios acadêmicos, preside a Fundação de Desenvolvimento e Apoio à Pesquisa, Ensino e Extensão do Piauí - FUNDAPE. A Fundação promove e incentiva o desenvolvimento de regiões do Estado, estendendo suas ações a todo o Nordeste, a saber: elaboração de programas e projetos; prestação de serviços especializados; desenvolvimento de programas de bolsas de estudos; desenvolvimento de projetos administrativos; implementação de projetos junto a seus instituidores e instituições; e organização e coordenação de eventos e concursos. O piauiense criado no Rio, após dois anos em Barbacena, reiniciou seus estudos na Fundação Getúlio Vargas, transferindo-se para a Universidade Federal da Bahia, onde se graduou bacharel em Administração Pública. Tendo realizado cursos de especialização e pós-graduação em Políticas Públicas, prestou relevantes serviços à Região, a começar com a reforma administrativa do Estado da Bahia. Prestou também assessoramento aos Governadores do Maranhão, do Ceará, de Sergipe e do Piauí, angariando prestígio político e conquistando a amizade dos Chefes do Executivo daqueles Estados, mercê sua experiência profissional, inclusive na área empresarial. Em seu currículo registram-se: Analista da Price Waterhouse, empresa de auditoria e elaboração de projetos; Assessor do Cônsul da Bélgica na Bahia, Arnaud Wilber; Diretor de Planejamento da SUPLAN - Secretaria de Planejamento da Presidência da República, com passagem pelo IPEA; Coordenador da estruturação da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em 1972. Durante onze anos, foi Pró-Reitor da UFPI, no cargo equivalente a Diretor de Planejamento, tendo assumido interinamente a Reitoria por algumas vezes. Na sua querida Universidade lecionou nos cursos de Proposta Orçamentária e Planejamento Governamental, sendo lançado, pelo Corpo Docente, candidato à Reitoria, em 1991, tendo declinado de tão nobre distinção por se estar aposentando. Mas o Governador Hugo Napoleão foi buscá-lo de volta às lides do ensino e da pesquisa para assumir o importante cargo de Presidente da FUNDAPE, que assumiu em 4 de agosto de 1994. É casado com D. Maria das Graças, tendo três filhos: Larissa, Geórgia e Marco. O Herbert veio ao Rio, com a família, "fazer uma precursora" para sua filha mais nova, que vai fazer mestrado na PUC, aproveitando a oportunidade para "curtir" Copacabana e abraçar os amigos na reunião da terceira terça-feira. E, para não perder o costume, tratar de assuntos de interesse de sua instituição junto ao BNDES. Ao Dr. Herbert e à sua família, os melhores votos de felicidade e sucesso, de seus companheiros da Turma 57-BQ.
PENSAMENTO DE O CON*DOR
Passa o tempo, passam e mudam as pessoas, mas a Turma Quase Perfeita passa pelo tempo, mostrando para os que, pelo tempo, passam: não deixem o tempo passar, sem dele usufruir com o aprendizado de que, um dia, o próprio tempo lhes passou.
Parabéns, Turma 57-BQ!!!O nosso companheiro Gasparello, Al. 57-138, filosofando, na barca Niteroi-Rio, enquanto se dirigia para almoço com integrantes da Turma.