ANO II - NÚMERO 9 - OUT/97
BOLETIM INFORMATIVO DA TURMA 57-BQ/ASPIRANTES 62.
ENTRE UMAS E OUTRAS
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EX-PAULISTAO Bené apareceu com uma linda camisa verde; disse que era presente do Sucupira, e uma homenagem ao Parmera. Depois de várias tentativas o Bené não conseguiu "virar paulista", mesmo assim pedia para a garçonete do deck, a "nosso bem", como se pede nos bares da Av. São João: Ô meu bem, traz um choppes e dois pastel!
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PAGADOR DE PROMESSASO Sucupira mandou dizer pelo Bené que aquela fotos e a fita dos anos 60 que ele prometeu, faz tempo, vão chegar. Talvez pra festa dos 50 anos.
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MENS SANA.Só quem ouviu pode dizer como foi interessante o dialogo entre o Almir BL e o Zuzuca, o nosso querido ex-vice diretor de futebol do Vasco da Gama. O assunto era: como levar a renda do jogo para casa. O BL parece que vai fundar um clube de futebol e deseja saber detalhes do negócio...
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ADMIRATIONSobre as notícias de que o 57-04, na reunião de julho teria monopolizado o poeta Clarindo, 56-137, o querido Luis Mauro declarou na reunião de agosto: "Até eu posso ter o meu dia de fã". Foi o bastante para o poeta se empolgar e brindar os 31 companheiros presentes com mais um poema.
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EXCESSO DE BAGAGEMO 57-22, agora denominado Sua Excelência o Brigadeiro Raposo, fez um esforço para estar no Rio na terceira terça de agosto. Pegou um avião em Brasília e veio, mas como sabemos avião de Brasília está sempre contaminado e o excelentíssimo pegou um vírus de "alto nível", que o deixou com febre na cama. Assim a reunião da Turma dividiu-se entre o deck e o quarto do Raposão. Era cerveja de um lado e vitamina C do outro.
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O SILÊNCIO DO INOCENTEO Furtado, 57-23 vai escrever uma página memorável para o Con*dor. Nesse ensaio vai revelar com suportou calado, durante 40 anos, ser chamando de Camofo, tendo nascido no Rio. O querido ex-camofo tem comparecido às reuniões da Turma com o seu famoso e eloqüente silêncio.
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FESTA É FESTAFoi ótimo, como sempre, o churrasco de agosto na Ilha do Governador. O lugar é muito aprazível e rolou a maior confraternização. Para variar o Cardoso fez sucessso com o seu violão. Pena que não tivessem levado o cabo de conecção com o amplificador. Bem que o Cubas sugeriu: se não tem cabo usa o sargento! Sempre original ...
Nos Afonsos, um dos nossos veteranos, o Antônio Moreira Netto, tinha uma maneira diferente de dar trote. Ele não dava "suga", simplesmente livrava os alunos do trote, levando-os para a varanda da frente do segundo ano e aplicava testes que ele chamava de "psico-bobóticos". Na realidade se falava muita imbecilidade, mas que serviam para rirmos um bocado, dar o golpe nos veteranos mais brabos e desopilar. Havia de tudo, desde o Teorema da Chapinha de Coca-Cola até às Influências Aero-dinâmicas de um Mosquito na Ponta da Asa do B-29. Nós tínhamos que responder aos testes que nos eram dados. Além de divertido era incrível a capacidade de criação de inutilidades que a nossa mente pode fazer. As vezes éramos corrigidos nas elucubrações pelo nosso "mestre" que também era extremamente criativo nas besteiras. Nunca mais me esqueci daqueles dias. Quando vejo uma estatística boba ou cultura inútil (tipo "você sabia...", da Rádio Relógio), me lembro dos testes psico-bobóticos. As vezes o Jô Soares faz algo muito semelhante com o seu AAA (Assessor de Assuntos Aleatórios) pensando que está sendo original...
Muito bem, após receber o último CON*DOR, fiquei observando alista com o nome dos 318 componentes da turma e me "baixou" uma "boboquice" (para não usar outro nome). Decidi alimentar o meu super computador com o nome do pessoal (trabalho feito nas raras horas vagas) e cheguei às seguintes conclusões completamente inúteis:
1ª) O "nome padrão" que define os componentes da turma é JOSÉ CARLOS PEREIRA. A maior ocorrência de primeiro nome é JOSÉ. Existem 26 membros com o primeiro nome JOSÉ, 15 membros com a ocorrência do segundo nome CARLOS e 10 membros com a ocorrência do terceiro nome PEREIRA. Por coincidência o José Carlos Pereira existe e é o 58-268. Como as estatísticas não falham, o "nome padrão" da "TURMA quase PERFEITA" já é Major Brigadeiro!
2ª) Existem 14 FILHOS...
3ª) Existem 11 NETOS ...
4ª) O menor nome é o do 57-144 , BRUNO BUI (somente 8 letras).
5ª) O maior nome, como não podia deixar de ser é do 57-71...GEORGE WILLIAM CESAR DE ARARIPE SUCUPIRA (com 35 letras).
6ª) A quantidade de "nobres" é muito grande, pois temos 75 membros cujos nomes contém "DE", "DA" e "DOS" o que significa "VON" ... (inclusive o do Marées).
7ª) A famosa Família "SILVA" tem 17 representantes. Às vezes aparecem no segundo, no terceiro ou no quarto sobrenome (daí não terem atingido as quantidades suficientes para constar do "nome Padrão").
Não tive outras idéias, talvez ainda existam mais coisas escondidas na listagem! Como se vê, eu sempre fui um bom aluno!
57-83, Duncan.
A PESSOA QUASE PERFEITA
Teria que ter o humor do CARDOSO, saber tocar violão e cantar como ele; o jeito simples e cativante do RAPOSO. Programar, produzir e fazer bem feito como o LUIZ MAURO. Ter a educação e o bem querer do MANOEL CARLOS. A categoria européia dos NEVES ( o plural é exigência da "Santa"). A maravilha nordestina brasileiríssima do MOSSRY. Teria que ter a capacidade de guardar toda a saudade do LYRIO e não explodir. A voz do NICOLAU seria imprescindível. A pessoa teria que ter a honestidade de princípios e o saber do certo do EDISON REIS. A magreza do REAL, sem precisar fazer regime. A abrangência amiga do SUCUPIRA, meu querido GEORGE e o ar professoral do HORTA. Teria que saber ser grande e continuar a mesma grande pessoa como ALMIR BRANDÃO. Teria que ser sério como o JOÃO CARLOS e não ser sério como o JOÃO CARLOS. Ser caxias como o SEIXAS e ser amigo como o TONINHO SEIXAS. Nossa, ser como o AMORIM já seria demais; inclusive com aquela barriga altamente simpática. Teria que ter a paixão unânime da turma como tem o LUIZ RIBEIRO. O mau gênio do RANULFO PÔRTO e todo mundo achar engraçado e gostar. Ser em tudo como foi o RENATO AZUAGA AYRES DA SILVA, meu irmão de coração e meu ídolo. Ter a simpatia do MEIRA. De saber falar com as "massas" e principalmente "comê-las" como o meu irmão BERNARDINI. Teria que fotografar como o JOSÉ MARIA, mais em preto do que em branco. Fazer e ser uma poesia como my brother CLARINDO. Teria que saber de medicina o que o CUBAS sabe de gente. Teria que poder um dia ajudar aos outros como o ROTHCHILD me ajudou. Se pudesse ser um pouco como o FELICÍSSIMO teria um lugar certo no céu. A alegria e a felicidade que o THEDIN espalha. Ter a presença amiga do GUIDO BARRETO; Teria de ter a coragem e vontade de não ter raiva de quem lhe fez mal, como o meu irmão ENY GUEDES. Tocar um violão e saber todas as "modas" antigas como o ZILSON. Ir a todos os lugares e em todos ser bem recebido como o IVAN. Na realidade teria que ter um pouquinho das coisas boas de cada um integrante da Turma BQ-57. Tudo isso e mais um pedaço de ZÉ NELSON e ai teríamos, como a Turma, a PESSOA QUASE PERFEITA!
56-86, José Nelson.
CINE APOLO
Toda a terceira terça-feira de cada mês, ao anoitecer, fico com o pensamento voltado para o deck e, como se fora um filme, vão passando em minha mente imagens inesquecíveis de nossas reuniões. Vejo a jugular estufada do João Carlos, a preocupação do Nicolau em transmitir os recados e a correspondência da Turma, quase sempre interrompido pelo Zé Nelson e pelo Tedin. Vejo também o Zé Maria com as últimas fotos; o Ivan com o seu último fax; o Cubas com as suas "últimas" anedotas de 58; o Meira com as suas histórias marítimas; o Neves colhendo material para a próxima edição do Con*dor; o Marinho Pontes com seu ar misterioso; o Schubnell com seu suspensório e aquela barriga, a la empresário bem sucedido; o Amorim distribuindo a papelada; o Cardoso com suas piadas e suas paródias; o Guedes cobrando os devedores; o Brito com seu celular; o Pena com seu terno impecável; o França, o Nunes, o Luís Mauro, o Amado, o Clarindo, o Almir BL, o Danilo, o Duncan, o Lencastre, o Edimir, o Horta, o Maurício, o Gasparelo, o Elson - enfim, todos numa confraternização eivada de alegria, de amizade sincera e de cerveja sempre bem gelada, servida pelo "Nosso Bem". Esse filme eu já vi, mas não me canso de vê-lo.
57-54, Seixas.
OS 40 ANOS, AINDA...
Essa coisa dos 40 anos não sai da minha cabeça. E como todos sabem o tamanho da cabeça de um nortista podem imaginar como é enorme a importância que a festa dos 40 teve e continua tendo. Na rotina de militar na reserva, vira e mexe lá vem uma imagem daqueles bons momentos. Estávamos no pátio da Bandeira, nós dessa Turma Quase Perfeita, que pra ser perfeita falta um nadica de nada no dia 8 de março, marchando como meninos recém recrutados. A vibração geral mascarava a falta de sincronia dos passos de alguns de nós, que logo foi corrigido pela voz corretiva/impositiva do Capitão Dário, como sempre, atento a todos os detalhes. A lembrança viajou no tempo rememorei tudo o que representou e representa a EPCAR. Os fatos transcorridos, os amigos, a luta diária em busca do ideal, os valores apreendidos. Esses valores que só na vida militar e em uma escola como a EPCAR, certamente, são ensinados e assimilados. Sem dúvida, são esses valores cultivados pela nossa Turma que permitiram, mercê do admirável trabalho da Comissão, a entusiasmada participação de mais de 100 integrantes, deixando patente que "a Esquadrilha é um punhado de amigos!' E nesse momento eu olho pro meu filho de cinco anos, raspa de tacho deste paraense acariocado, e peço Deus, sinceramente, que ele tenha também um punhado de amigos, como os meus.
57-16, Mossry.
CARTAS - CARTAS - CARTAS
De Recife:
Aproveito para mandar um abraço aos companheiros que vão às reuniões no Clube de Aeronáutica. Diga ao Bené que já estou achando que aquela "estória"da "missiva maladeta" foi uma realidade; mas o protagionista principal - "o comedor da missiva"- foi ELE... mas para disfarçar para a Mamma me jogou no fogo!
57-86, Luzardo
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De Manaus.
Nesses seis meses que estou em Manaus, fui duas vezes ao Rio de Janeiro, a serviço, e por infelicidade não houve a coincidência se ser na semana da Reunião das Turma.... Caso algum integrante da Turma estiver programando uma vinda a Manaus, peço que faça contato comigo, pois terei imensa satisfação em recebê-lo...
57-54, Seixas.
CARTA ABERTA
Meu bom migo Amilcar.
No início de setembro de 1959 nós estávamos nos Afonsos, lembra? O trote já havia amainado e a instrução aérea corria a todo vapor. Após o jantar (aquela invariável sopa de ervilhas, que tanto mal me fazia ao estômago, mas que mesmo assim eu tomava para certificar-me que era ela a culpada), armados com a apostilha de padronização do T-21 e uma lanterna, os alunos mais afoitos, assaltavam o hangar à procura de um avião que estivesse aberto, para familiarizar-se com o painel do FOKKER. Quando aqueles "desesperados" voltavam dessa instrução extra e secreta, invariavelmente se transformavam em "pilotos de alojamento" e tínhamos então que aturar vôos mirabolantes e peripécias aéreas arrojadíssimas... Indiferentes a tudo isso, eu e você, meu bom amigo 72, que então carinhosamente chamávamos de "nariz de ferro", fazíamos o quilo, naqueles passeios na frente do Corpo de Cadetes. E assim íamos trocando idéias; lamentando coisas; comentando o dia que estava acabando, ou falando mal de alguém - não necessa-riamente nessa ordem. O nosso passeio virou rotina e me marcou muito, embora tenha durado pouco, porque você não teve a sorte (?) de prosseguir na Aeronáutica. O tempo passou e só voltamos a nos encontrar em BQ, na reunião dos 20 anos, tão bem organizada pelo querido Conde. Naquela época eu possuía um Corcel e tive o prazer de dar uma carona Rio-BQ para você, para o Alves da Silva, o 66 e para o Neves, o 15. Pelas muitas curvas da estrada conseguimos colocar o papo em dia. As brincadeiras e gozações eram as mesmas de 57, mostrando que o tempo não transforma as verdadeiras amizades. Mais tempo passou e estivemos juntos no encontro dos 30 anos, no Campo dos Afonsos, eu porém estava envolvido na organização do churrasco e mal tivemos tempo para conversar. Uma das tarefas mais difíceis que executei foi você que me confiou: comunicar aos companheiros o trágico e até hoje não esclarecido falecimento do 66. Neste ano de 97 a Turma Quase Perfeita, como você sabe, completou 40 anos e todos sentimos a sua falta em BQ. Sua presença em nossas reuniões é muito importante. A par de qualquer dissensão que tenha mexido com a sua sensibilidade queremos que você a supere. Sublime todos os dissabores, se são eles que lhe impedem de estar conosco. Esse é o seu feitio, eu sei bem . Goze um dia por mês do convívio da sua Turma, O espírito de camaradagem é contagiante e a tudo supera. E mais, se você vier, a Turma vais ficar um pouco mais "quase perfeita". Abraços do
57-55, Amorim.
Você está lendo O CON*DOR de outubro de 1997
