A MAGIA DO NATAL


Papai Noel Camofo, com suas renas,
trazendo muita felicidade para todos nós.

Quando se aproxima o final de cada ano, manifesta-se a "magia do Natal" que, de alguma forma, contagia a todos nós. Neste momento especial em que o calendário gregoriano anuncia o advento do ano 2000, a Representação da Turma 57-BQ participa dessa manifestação, levando sua mensagem a todos os companheiros e pessoas, conhecidas e desconhecidas, que nos conduziram e ainda conduzem pelos caminhos da vida terrena. Fica a indagação: - Para onde vamos? À busca do transcendental? Sem pretendermos discutir temas filosóficos e religiosos, selecionamos trechos de mensagens que serão sempre atuais. Para reflexão, adiante transcrevemos palavras de cristãos alusivas ao nascimento de Cristo.


O Impulso do Transcendente

É dentro do nosso ser, no psiquismo humano, que encontramos o impulso do transcendente, responsável pela nostalgia do Eterno e do Amor. Misteriosamente, a humanidade sabe que só o Amor pode realizá-la e torná-la feliz. Entretanto, ela sabe, ainda, que os caminhos do Amor são percorridos com indecisões e falhas. E, quando permitimos que o desamor se instale no nosso coração, o sofrimento se apodera de nós e um vago sentimento de infelicidade nos invade e nos pressiona. O orgulho e o egoísmo são os dois grandes obstáculos que encontramos nessa caminhada singular do nosso espírito. O orgulho é uma situação anômala onde a criatura pretende transformar-se em centro do Universo e tomar o lugar do Criador. Foi essa atitude que precipitou, no começo da criação, seres inteligentes e felizes nas trevas eternas, para sempre! O egoísmo é outra situação anômala, onde o homem, dobrando-se sobre si mesmo, fecha todas as frinchas de sua alma e não permite que a Luz o ilumine. É assim que o homem se torna um ser perturbado, tanto em sua relação com o Universo e com o outro homem, como em relação a si mesmo. É amando o seu Criador que o homem se sente realizado e feliz, colocado na sua posição correta diante do seu Deus. Só assim é que ele percebe a fisionomia divina na face do seu irmão e no poema da natureza! E, se o Amor invade o coração do homem, ele se sente de posse da Paz, que é a ordem na tranqüilidade, Paz que os homens não a podem dar, mas que vem do Alto, para instalar-se no nosso coração.

Feliz Natal para todos!

(Mensagem de Natal do Major Euvaldo de Mendonça Andrade - 3o COMAR, 1978)


A Superação da Passagem do Tempo

O Natal marca especialmente o tempo que passa. Quanto mais idade se tem, mais se sente esta passagem... Recordemos os Natais de nossa infância! Um aperto de saudade reanima a lembrança de pessoas queridas que passaram. Nós vivemos num instante que passa! Se pararmos, ficamos para trás... Deus nos concedeu o dom de sermos mais ágeis, mais dinâmicos que o tempo. Não importa ao cristão que o tempo passe, que mais um ano termine e um outro comece, pois o Natal inseriu sua existência no definitivo: esse Amor Divino, encontrado no Menino e acolhido carinhosamente, no presépio de nossos corações! Que o ano de 1999 seja para nós, de muita paz, muito amor, muita oração, muita esperança e, acima de tudo, nos coloque em grande comunhão com o Pai, que nos conclama a viver nossa experiência de fé, para chegarmos ao Ano 2000, mais confiantes, mais caridosos... e a fraternidade possa reinar entre todos os homens.

(Transcrito do noticiário Comunidade, da Paróquia de N. S. da Conceição da Tijuca, Rio de Janeiro)


Amizade e Fraternidade

Amizade e fraternidade são os sentimentos cultivados por nossa Turma. Para mexer com nossos corações, reproduzimos palavras de pensadores antigos e modernos:

Cícero dizia:

* A amizade partilhada torna as pessoas felizes. É impossível viver a vida sem amizade.

No Calendário da Amizade de 1998, das Edições Paulinas, fomos buscar:

* A distância jamais apaga a verdadeira amizade.
* A amizade compreende as coisas que as palavras não podem expressar.
* A amizade é um modo especial de querer bem.

Amigos irmãos, Feliz Natal!


CONSELHO EDITORIAL D O CON*DOR

A Representação da Turma 57-BQ cresceu mais um pouquinho, em benefício de todos os seus integrantes. Em recente reunião, foram "empossados" os membros do Conselho Editorial d'O Condor: 57-09 Pontes, 57-78 Horta, 57-129 Meira, 57-139 Elson, 57-161 Amado e 58-276 Ivan. São companheiros que participam de todos os eventos da Turma, aos quais são atribuídos encargos especiais para realizá-los. Agora passam a ter, também, funções específicas na Representação. Este Conselho foi instituído para fazer a seleção das matérias, colaborar na produção do periódico e, principalmente, "proteger" os Editores de certas críticas e reclamações do respeitável público-alvo. Na reunião, os Conselheiros preferiram não se pronunciar, ficando atentos às discussões dos assuntos apresentados, destacando-se as divergências de opinião quanto ao estilo, ao conteúdo e à formatação do "jornalzinho". Os presentes "chegaram a um consenso", estabelecendo o seguinte:

1º) O CONDOR continuará sendo editado bimestralmente, sendo inadmissível qualquer proposta de mudança de sua denominação e do logotipo (emblema) da Turma;

2º) As críticas e as reclamações continuarão livres; as sugestões para melhoria da publicação serão acolhidas; e as matérias "publicáveis" serão muito bem recebidas;

3º) As divergências de opinião, sobre tudo, no que diz respeito aos eventos programados e ao "jornalzinho", reconhecidas como necessárias, serão atenuadas até o encontro dos 50 anos da Turma;

4º) Os Editores terão a liberdade de produzir o periódico do jeito que quiserem - folha(s) solta(s), tablóide com 4 ou 8 páginas (com ou sem encarte), revista..., colorido ou em preto e branco, letras grandes e/ou pequenas, com ou sem fotos e desenhos, com ou sem o espaço chamado "expediente", as cartas transcritas em inteiro teor ou em parte etc. etc. e etc.;

5º) A prioridade para publicação é de matéria humorística; não serão publicados artigos de natureza político-partidária, ou de pregação religiosa (pode-se e deve-se falar em Deus, permitindo-se citar as palavras "cristãos" e "irmãos"); evitar-se-ão autores estranhos à Turma; poemas e "versinhos" terão seu espaço, se classificados em seleção especial (recitados pelos autores); não serão publicadas expressões chulas (palavrões somente se forem gíria de nosso tempo de Escola, devidamente codificados - exemplos: "mífu...", "fila...", "...solenemente".

6º) O Conselho Editorial, não se prestando a censurar matérias ou autores, dará o respaldo da Turma ao dedicado trabalho dos Editores; em situações de "grave perturbação da ordem", que justifiquem intervenção mais vigorosa, terá poderes (será?) para apreender o microcomputador, a impressora e os suprimentos utilizados na produção do "jornalzinho", bem como os selos para sua remessa postal. E depois?!

Com essa liberdade de expressão, respeitados alguns pequenos e necessários limites (censura nunca mais!), concitamos a todos os companheiros a enviarem matérias para publicação, diretamente aos Editores, ou através de um Representante. Em futuro próximo, esperamos que não digam: - Sempre os mesmos?

CONTRIBUA PARA A CONTINUIDADE DE O CON*DOR, ENVIANDO SEU ARTIGO. SUA REVITALIZAÇÃO DEPENDE DA DIVERSIDADE DE IDÉIAS E DE ESTILOS.

A Representação da Turma


NOMES

Desde os tempos remotos, o nome se tornou indispensável. Entre os gregos, era único e individual (Sócrates, Platão, Aristóteles). Cada pessoa tinha o próprio nome e não o transmitia aos descendentes. Entre os hebreus, era igualmente único, mas com o tempo as tribos se multiplicaram, passaram a se individualizar pelo seu nome ligado ao do genitor, como se fosse uma propriedade ou, simplesmente, sua marca. (Bartolomeu, filho de Tolomeu - Barrabás, filho de Abás). Entre os árabes (Ali Bem Mustafá - Ali filho de Mustafá); entre os russos a partícula vitch ou vicz para homens, e ovna, para as mulheres (Alexandre Markovick - Alexandre, filho de Marco; Nádia Petrovna); os romenos usavam a partícula esco (Lupesco, Popesco); os ingleses a partícula son (Stevenson); os austríacos a partícula von (VON MARÉES) e os brasileiros as palavras filho e neto (MATTA FILHO, DUARTE NETO). Em Portugal o sobrenome teve a sua designação relacionada com o local onde se nascia: TORRES, PORTO, GUIMARÃES; com o nome de árvores frondosas, com a intenção de designar grandes famílias, PEREIRA, árvores lenhosas, CARVALHO, SUCUPIRA e as mais tenras, SILVEIRA, AMOREIRA e daí para os frutos, SILVA, AMORIM, LIMA. Surgiram as famílias com títulos nobiliárquicos, REIs, CONDE, DUQUE, com nome de SANTOs, NAZARETH; ASSIS; nome de animais, LEÃO, RAPOSO, COELHO, CARNEIRO, KATO; nome de aves, PATO, PINTO, GAVIÃO, nome de objetos, MACHADO, CUNHA, nome de acidentes geográficos, REGO, CAMPOS, VALE, ROCHA, SEIXAS, nome de países, BRASIL, CUBAs; nome de profissão, MONTEIRO, nome indígena, AZUAGA e finalmente os nomes sobre o que os pais gostariam que os filhos fossem: forte que nem SANSÃO, VALENTE, AMADO e FELICÍSSIMO... SOBRENOMEs era o que tínhamos a dizer.

57-55, Amorim


CORRESPONDÊNCIA

Porto Alegre, 2 de Outubro de 1999.

Ao Cel. Amorim
MD Editor do Condor

Sugestão para artigo na próxima edição ou quando vocês resolverem que gaúcho separatista também tem o direito de se manifestar. É gozação cara!

UNHA ENCRAVADA E CONVITE

Recebi hoje, com a costumeira satisfação, mais um número do Con*dor e o convite para o encontro em São Paulo. Acho que vocês, paulistas e cariocas estão formando um grupinho de festinhas à parte. As reuniões são sempre aí. Proponho que a próxima seja na Europa, mais precisamente em Canela, Gramado, aqui no RS. Tempos atrás o Scheneider, que foi o nosso coordenador daqui, me falou nessa idéia e achei ótima, mas, como ele só se movimenta para encontrar a sardinha (com justiça uma grande paixão), resolvi tomar a iniciativa agora mesmo, cinco minutos após a leitura do Con*dor. Em primeiro lugar explico que gostaria de ir a reunião em São Paulo, mas estou impossibilitado por um prosaico motivo, que passo expor: pois não é que ia passando em frente ao Instituto de Cardiologia, aqui em Palegre, e dei um "trupicão", tropeção em gauchês , numa pedra, com isso, estourando uma unha encravada de estimação. Como estava na frente do hospital, resolvi apelar para a emergência do mesmo. Só 2 dias depois com a mesma unha encravada e mais 3 pontes safenas e 1 mamaria, com recomendação de mais noventa dias de repouso e perto do médico, por via das dúvidas. Assim, danou-se a possibilidade de comparecer à reunião de outubro em Sampa. De qualquer forma, acho que ninguém ou quase ninguém vai dar pela minha falta. Mas eu vou ficar sentindo a falta de vocês, falta essa que me acompanha há mais de 40 anos e mesmo após 4 pontes. Assim proponho que vocês proporcionem as suas queridas esposas - especialmente aquelas que ainda não conhecem o Sul Maravilha, um presente de NATAL, possivelmente no meio de dezembro, quando, se eu estiver vivo, estarei fora da "noventena". Proponho organizar toda a bagunça, se possível, com a colaboração do Scheneider (isso, se a Sardinha deixar). O que vocês acham? Afinal, com tantas altas estrelas na Turma, acho possível conseguir um Bandeirante qualquer da vida para trazer e levar a patota no percurso Rio/Poa/Rio. O deslocamento Poa/Canela/Gramado/Poa nós organizamos aqui, contando com o Hotel Laje de Pedra ou outro mais econômico ao gosto da maioria. Posso levantar os custos e informar rapidamente, desde que haja receptividade à idéia e eu tenha um número aproximado de aderentes. Que tal, tchê? Europa em IRREAIS, só aqui mesmo.

57-59, MAGRINELLI

Rio de Janeiro, 7 de outubro de 1999.

Prezado Magrinelli.

O convite, partindo de você, podemos afirmar que é garantia de sucesso, ainda mais que essa Terra possui uma "plêiade" de companheiros: Marées, Clever, Scheneider, Ungaretti, Travassos e baianinho, que, certamente, lhe dariam o suporte necessário para um evento de tal envergadura.

Garantimos que a idéia foi assimilada, mas dois pontos importantes pesam nessa programação:

1)A distância é inimiga do tempo. São mais de 1.400 Km para chegar aí, de ônibus, que seria o transporte mais viável. Um fim de semana é muito pouco para aproveitar essa Europa brasileira.
2)A Força Aérea Brasileira não está com essa bola toda que você mencionou e é absolutamente inviável o um avião para turismo.

Mas naquilo que nos diz respeito, a sua saúde é o que mais importa. Chegamos a um tempo em que não se pode brincar. Temos de nos precaver de todas as possibilidades de ataque: de uma simples topada a um assalto mal engendrado. Aguardamos mais notícias sobre o seu restabelecimento. Sabemos que, hoje em dia, essa operação está ficando banal e com grande índice de eficácia, embora a partir daí, certos excessos tenham de que ser banidos do nosso cotidiano e você saberá encontrar o seu ponto de equilíbrio. É isso aí bicho !

57-55, Amorim

Querido companheiro Magrinelli.

Todos nós ficamos muito felizes com a rapidez da sua recuperação. Isso só costuma acontecer com os jovens. Realmente foi uma pena você não ter ido a São Paulo. O encontro foi maravilhoso, como sempre. A magia desses momentos embala as nossas fantasias, rejuvenesce-nos à adolescência e nos torna imortais. Como não temos espaço para mil palavras, escolhemos essa imagem para ilustrar o clima da reunião. O restante você poderá ver nas reportagens publicadas nesta edição.

Mas não fique triste. Podemos garantir que não faltarão novas oportunidades. Quanto ao presente de Natal das esposas que você sugeriu, infelizmente não foi possível neste fim-de-ano. Mas, apesar das dificuldades que o Amorim bem identificou, a Representação da Turma fará todo o possível para que tenhamos, brevemente, um encontro em Porto Alegre, terra boa, de gente simpática , que muitos de nós gostaríamos de rever. Aliás, recebemos também sugestão do Schneider nesse sentido. Que as pressões daí e as pressões daqui acelerem a visita à Pampa querida. No Natal, um grande abraço dos seus companheiros de Turma.

A Redação


Porto Alegre, 17 de outubro de 1999

Caros amigos.

Lamento muito não estar aí com vocês, dando mais um pouco de calor (se é que isso é possível) à recepção que lhes fazem aí na GONOLÂNDIA. Espero que gostem da Terra e que a confraternização esteja ocorrendo de acordo com o previsto. Não comam demais: olhem o colesterol, a glicemia e os triglicerídeos. Sugiro que discutam a possibilidade de, finalmente, nos reunirmos aqui no Sul. Acredito que uma época boa seja abril ou maio próximos; ainda não é muito frio, e o calor está mais ameno. Creio que não será muito difícil conseguir um bom desconto em alguma companhia aérea, pois estaremos fora da temporada e, normalmente, com antecedência, sempre se consegue um bom desconto para grupos. Caso positivo, poderei ajudar na montagem e na coordenação do programa, que poderá incluir uma estada na serra gaúcha: Caxias, Canela e Gramado, além de passeios aqui, em Porto Alegre. Conheço proprietários de hotéis, que talvez possam conceder algum desconto. Insisto em que venham. Esta terra e um paraíso e vocês terão um programa bem diferente.

57-171, Schneider

Você fez muita falta em São Paulo, Schneider. Esperamos que você tenha guardado todo o seu calor para a nossa visita a Porto Alegre. Um abraço.

A Redação


PÁTRIA AMADA

OLÁ TURMA! VAMOS ENTRAR NESSA?
MOVIMENTO PELO RESGATE DA ÉTICA E DA MORAL DO POVO BRASILEIRO!

O momento que nós, brasileiros, estamos atravessando é propício a reflexões e busca de soluções. Os efeitos da atual decadência dos valores éticos e morais já se fazem sentir no seio da nossa sociedade, pois essas distorções ofendem a família, a estabilidade social e democrática, a ordem e o progresso de uma nação. A distorcida "liberdade de expressão" entra há anos nos nossos lares, através dos meios de comunicação, bombardeando-nos com distorções de valores como a moral, a ética e a família, propagando a violência, a corrupção, o uso das drogas e o sexo indiscriminado, minando as cabeças dos nossos jovens. Como resultado, hoje vivenciamos um "apocalipse" social, onde existe total descrédito no governo representado pelos seus três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, pois ali, a espelho da nossa sociedade, campeia a corrupção, a impunidade, a falta de moral e de ética. É vergonhoso... Como brasileiros de bem, sabemos que algo tem de ser feito em prol do ressurgimento dos valores perdidos, sob pena de nossos filhos e netos sofrerem as tremendas conseqüências dessa atual total apatia, aparentando concordância com esses fatos... Somente com muita vontade e determinação. poderemos mudar e restaurar esses valores.

Vamos pensar e buscar soluções, sem medirmos esforços, agindo no sentido de legarmos aos nossos descendentes um Brasil de que se possam orgulhar... É este o desafio proposto a todos os brasileiros que amam o seu país e o seu povo... Não podemos aceitar, impassíveis, a proliferação do caos social e das injustiças, já que estamos assistindo a essa proliferação, "sentados", como meros espectadores... O que você está fazendo para mudar isso? Mova-se, fale, reclame, grite, faça você, também, alguma coisa para mudar essa situação. Seja "Patriota" (expressão em desuso na nossa Pátria Amada) e ajude nessa Campanha!!! Vamos em busca da dignidade que se está perdendo... Se houver concordância com esse Movimento, "divulgue" esta mensagem ao maior número possível de pessoas de bem que você conheca e vamos em busca de um Brasil melhor, nem que seja para os nossos filhos e netos...
Obrigado!

57-86, Luzardo


DE CARA NOVA

Há, exatamente, um ano, com esse título, foi publicado um pequeno editorial na edição Nov-Dez/1998, para saudar alterações significativas na forma do nosso Boletim, que ganhava cores e, definitivamente, quatro páginas, com direito a eventuais encartes. Mas como tem evoluído O Con*dor ao longo dos tempos? Vejamos: Conforme já publicado na página 2, o início se deu em Dez/95, com uma edição-piloto com o nome Boletim da Turma BQ-57. A segunda edição recebeu o número 1 e circulou com o nome de URUBU, o que não agradou à maioria dos companheiros que, democraticamente, alteraram-lhe a denominação para a atual, O Con*dor, graças a uma feliz sugestão do Tujal, que lembrou que todos nós estávamos com dor com dor aqui e com dor ali. O boletim Ano I, número 2, Fev/96 trazia, em seu cabeçalho, a personalidade da Turma - Turma 57-BQ. O número 3, Mar/96, apresentou estampado, pela primeira vez, o camofo voador. O número 7, Jul/96, introduziu, no brasão da Turma, o lema "UMA TURMA QUASE PERFEITA". O número 11, Nov/96, saiu como Edição Especial de Natal, com quatro páginas. O boletim Ano II, número 3, Mar/97, foi editado como edição especial de quatro páginas, para comemorar os 40 anos do ingresso na EPCAr. Com o número 7, Jun-Jul/97, passou a ser bimestral. O boletim do Ano III, número 6, Nov-Dez/1998, Edição Especial de Natal, com quatro páginas, saiu pela primeira vez em cores e com encarte, o que elevou o número de páginas para seis. O número total de boletins editados até hoje atinge a marca de 36 edições. É, portanto, de toda justiça reconhecer o incansável esforço do nosso editor 57-15, Neves, que, nos três primeiros anos tocou O Con*dor com muito pouca ajuda e com abnegação franciscana. Para aqueles que gostam de estatísticas, vejamos alguns dados interessantes: A nossa tiragem é de 200 exemplares por edição. Uma edição como esta, com 8 páginas, e muitas fotografias, consome 3 cartuchos de tinta colorida e 5 de preta, a um custo de R$ 458,00 (cartucho colorido: R$ 61,00; cartucho preto: R$ 55,00). Cada exemplar utiliza duas folhas de papel A3 e o total dos 200 exemplares, 400 folhas. As perdas são elevadas - cerca de 20% (papel encravado ou impresso fora do alinhamento, mais de uma folha admitidas por vez, falhas na impressão ao terminar a tinta dos cartuchos Etc.). Como 500 folhas de papel A3 custam R$ 25,00, uma edição consome cerca de R$ 483,00 em insumos. A impressão de um exemplar dura aproximadamente 16 minutos. Os 200, cerca de 53 horas e 20 minutos (!) de funcionamento contínuo da impressora, com assistência humana constante. Dobrar todos os exemplares leva em torno de 1 hora e 6 minutos. Assim, dedicamos cerca de 54 horas e 26 minutos de trabalho ininterrupto para produzir cada edição, sem contar o tempo necessário para digitar, selecionar e formatar os textos e as fotografias, e endereçar, envelopar e enviar os exemplares. Mas nem tudo são dificuldades. Estamos novamente de cara nova. Desta vez o campo da cabeçalho ganhou um céu nublado e o nosso brasão incorporou o nome da Turma: 57-BQ / ASPIRANTES 62. Não obstante, o mais importante não é a forma, mas, sim, o conteúdo do Boletim, isto é, os artigos que os companheiros escrevem e que são a nossa principal razão de ser. Mais uma vez, enfaticamente, pedimos: mandem suas colaborações. Nessa pluralidade é que O Con*dor encontra o oxigênio que respira. Muito obrigado a todos.

A REDAÇÃO


O SEGUNDO ENCONTRO EM SÃO PAULO


A VIAGEM

Os Paulistas convidaram. Para isso veio, ao Rio de Janeiro, ilustre comitiva constituída dos companheiros 57-12, Manoel Carlos Pereira, hoje Maj.-Brig.-do-Ar, Comandante do IV COMAR e 57-71, George William César de Araripe Sucupira, hoje respeitado advogado (e, ainda, aviador), com banca na Capital Paulista. Os Cariocas responderam com presença maciça Foi o Segundo Encontro da Turma em São Paulo. Alguns preferiram ir de avião, outros da carro. mas a maioria foi no ônibus fretado pela Representação da Turma, com direito a ar-condicionado, refrigerantes e salgadinhos , durante todo o percurso. A viagem transcorreu sem transtornos, até as proximidades de São Paulo, quando o Pontes, 57-09, em um momento de mau-humor, arremessou-se, de cabeça, contra uma das colunas internas do ônibus. O socorro do S.O.S. Dutra foi imediato, e, após darem três pontos na coluna do ônibus, a viagem prosseguiu normalmente. Apesar da gravidade do acidente, o único inconveniente foi o atraso de duas horas na chegada a São Paulo. O Pontes estava ótimo. Compareceu ao evento noturno, pronto para dar novas cabeçadas. E por falar em evento noturno: que evento!


A FESTA PAGÃ

Próximo das nove horas, o ônibus chegou à casa do Manoel Carlos. Fomos recebidos, carinhosamente, pelo nosso colega e por sua querida esposa Sônia. O casal não poupou esforços para nos proporcionar uma noite inesquecível. Inicialmente foi-nos servido um coquetel, onde não faltou uísque (era Whisky, isto é, scotch mesmo), vinho e cerveja.


Em primeiro plano o nosso anfitrião Manoel Carlos e,
ao fundo, à esquerda, o também anfitrião Sucupira.

Na seqüência, fomos brindados com maravilhosos e inesperados números de dança do ventre, com lindas e jovens bailarinas. Foi um espetáculo maravilhoso. Mas quem mais aproveitou foi o netinho que o nosso querido companheiro, 57-135, Edson Nunes dos Santos levou para conhecer os colegas paulistas. Seus olhinhos brilhantes, que não perdiam um movimento sequer das bailarinas, contrastavam com o olhar pálido e desinteressado dos demais, como se pode ver na foto abaixo.


O 57-18, Brasil, parece desinteressado, mas está muito
emocionado com o espetáculo a que assiste nas fotos abaixo


... fazendo pirraça, torcendo o pescoço da gente...


Momentos de felicidade total...

Depois veio o jantar. Coerentemente com os festejos pagãos, foram servidas as mais variadas e deliciosas comidas árabes. O melhor, porém, ainda estava por vir e ficou por conta das palavras sinceras e emocionadas do 57-18, Brasil que, em nome da Turma, agradeceu ao anfitrião Manoel Carlos e deste, que , em nome dos paulistas, agradeceu a nossa presença nossa presença. As esposas do Manoel e do Sucupira ganharam flores da Turma.


Nossa gente no jantar

Mas a noite ainda não havia acabado. Simplesmente, não a deixamos dormir. A alegria era geral, quando começou o karaokê. Foi quando o netinho do Edson Nunes não se fez de conrado, queremos dizer, de rogado, pegou o microfone e começou a cantar todas as músicas do tempo dos muitos vovôs presentes. É isso aí, Conrado! Não basta ser filho. Tem de participar!


Dr. Cubas, o nosso médico preferido, estreiando seu novo visual

Voltamos todos a nos emocionar quando o 56-86, José Nelson Monteiro, cantou a música , que fez para homenagear o saudoso e insubstituível companheiro 59-354, Eny da Silva Guedes. Foaram momentos de encantamento que não queríamos que terminassem jamais.


ALMOÇO NO JÓQUEI

No segundo dia do nosso Encontro em São Paulo, outra surpresa. Como os companheiros da ativa tinham de participar de cerimônia cívica em homenagem à Força Aérea Brasileira, que emprestaria seu nome a um dos páreos, o Sucupira organizou um excelente almoço no belíssimo Jóquei Clube dos Jardins.


A Turma no Jóquei

Depois das atividades oficiais, os colegas da ativa se incorporaram aos demais para vivermos outros momentos de emocionante confraternização. Enquanto almoçávamos, pudemos fazer nossa apostas. Ganhamos muita experiência, com a orientação e as barbadas do Sucupa.


Foto de outra mesa, com todos já mais
pobres depois dos bons conselhos do Sucupira


NOITE LIVRE

De noite, alguns saíram para comer uma pasta regada por bom vinho, no Restaurante Avenida, cantina típica da capital paulista. Outros preferiram ficar descansando no Hotel, já que as atividades do dia tinham sido muito pesada para esses jovens senhores. Aqueles que saíram, tiveram a lembrança de trazer pizza para os que ficaram. Foi uma festa extraordinária no final da noite. Todos estavam felizes e realizados, tendo a convicção de que a vida é feita desses momentos, fugazes, mas muito concretos. Cabe-nos valorizá-los e fazê-los mais freqüentes em nossas vidas.

FESTA CRISTÃ


Felizes integrantes da Turma 57-BQ buscam a proteção de N.S. Achirupita,
preparando-se, alguns meses antes , para o 2º Encontro da Turma em S.Paulo

Nem só de festas pagãs vivem os integrantes da Turma Quase Perfeita. Na fotografia acim vemos a felicidade contagiante de alguns companheiros ao participarem da festa de Nossa Senhora Achirupita, também em São Paulo. Trata-se de uma festa religiosa muito importante para os paulistas, que a aproveitam para confraternizações em ambiente sadio, alegre e seguro. É uma festa muito bonita que comove a todos e desperta o sentimento de solidariedade, mesmo o daqueles que o têm bastante adormecido. A atmosfera é de cantina italiana, com música, comida e alegria típicas. Quem vai uma vez, volta sempre. E, talvez por isso, o Sucupira vai reservar uma mesa inteira (as mesas são bem grandes) para a Turma nas festas de Nossa Senhora Achirupita do ano 2000. O planejamento ficará a cargo da Representação da Turma e a edição Jan-Fev/2000, de O Con*dor, trará mais notícias sobre o evento que, quem sabe, passará a constar do nosso calendário de atividades para os próximos anos.

DE VOLTA PARA CASA

Infelizmente, tudo o que é bom dura pouco. E, assim, o nosso encontro em São Paulo chegou ao fim. Mas as nossas alegrias não terminaram em solo paulista. A viagem de volta foi engraçadíssima, com a filosofia do Padrão, as piadas do Cardoso e a participação de todos nós. Temos, também, o consolo das muitas alegrias das nossas reuniões das terceiras quartas-feiras. Mas, se fora das nossas bases, ficamos mais sensíveis, vamos aproveitar e programar outros encontros fora do Rio. Temos o convite dos companheiros do sul. Há ainda os de Brasília, os do norte e os do nordeste. Vamos aproveitar as oportunidades que a vida nos dá.

RESCALDO DE SÃO PAULO

* Vieram duas ambulâncias em socorro ao Marinho - Três pontos e um atendimento "quase perfeito" do SOS Dutra.
* A satisfação do Padrão ao participar do encontro.
* O consumo regrado de "refrigerantes" no percurso RJ/SP/RJ.
* Os comentários em "OFF", quando o Sucupira anunciou a Dança do Ventre (só coisa de "Pau-líííísta", ó meu!...).
* O encanto de alguns senhores pelas dançarinas - não é, Silva Campos?!
* O olhar de "Conquistador de Madureira" do Vieira - O Pernóstico, para as dançarinas. Ficou de costas. Pode?!...
* As dançarinas, no terceiro bis pediram arreglo! As esposas presentes, também.
* O Sucupira, cantando música caipira, no Vídeo Karaokê, não conseguiu formar uma dupla. Como desafina!
* A grande barbada no Jóquei Clube de Jardins foi dada pelo anfitrião - três cavalos indicados - um mancou, outro não largou e o último chegou em último.
* A entrada de um passarinho dourado num dos apartamentos do Hotel, felizmente conseguiu sair sem ser abatido.
* A quentinha de pizza devorada pelos ausentes do Restaurante Avenida.
* Final da noite. Ao entrar no táxi de retorno ao Hotel, eis a pergunta: "Motorista, o senhor conhece a Rua Augusta? "Tolerância Zero".
* Diante do fato anterior, foi dada a seguinte ordem: - Padrão, tem cinco minutos para ficar calado. A resposta veio a seguir: - Motorista daqui até ao Hotel leva mais ou menos cinco minutos, não é?...
* As locuções do Brasil, do Padrão e do José Nelson foram muito emocionantes.
* A grande frase do Manoel Carlos - "Aqui na Turma, ninguém engana ninguém".
* A presença carinhosa do Brival na decolagem SP/RJ - Fez questão de ir ao Hotel.

57-129, Meira


REUNIÃO DE FIM-DE-ANO

A nossa Turma fez a sua reunião de fim-de-ano, no dia 4 de dezembro, no Clube de Aeronáutica. Foi uma reunião muito agradável, à qual compareceram as famílias dos companheiros que já se foram. Muito comovente a saudação que o 58-276, Ivan, fez a todos, em nome da Representação da Turma. No dia seguinte, um domingo, foi feito um passeio à Ilha Fiscal e a outros locais pitorescos da cidade. A próxima edição trará reportagem completa sobre os dois eventos.


O CON*DOR

O Con*dor é uma publicação sem fins lucrativos, destinada à divulgação de assuntos de interesse da Turma 57-BQ/Aspirantes 62, a Turma Quase Perfeita. Está, porém, aberto a companheiros de outras turmas que, com ele, queiram colaborar. É editado, bimestralmente, sob a responsabilidade da Representação da Turma.

Coordenação Geral:

Al. 57-40, João Carlos

Conselho Editorial:

Al. 57-09, Pontes
Al. 57-78, Horta
Al. 57-129, Meira
Al. 57-139, Elson
Al. 57-161, Amado
Al. 58-258, Cubas
Al. 58-276, Ivan

Editores:

Al. 57-04, Luís Mauro
Al. 57-15, Neves

Jornalista Responsável

Carlos Rogério C. Baptista
Nº 17.997/94

Redação:

(21) 247-6385

E-mail:

o.con-dor@uol.com.br

Homepage

57bq.cjb.net



[ VOLTAR ]