SAÚDE E PAZ
"Quem tem bom humor tem paz"
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O nosso Camofo apresenta, em nome da Turma 57-BQ, votos de boas festas.
O subtítulo deste artigo, "Quem tem bom humor tem paz", é a receita de sucesso para 2002 da atriz Fernanda Torres. Fernandinha que nos perdoe, mas esta receita já vem sendo "praticada" pela Turma Quase Perfeita há muito tempo. Descontração e alegria estão sempre presentes nos papos das reuniões mensais, nos passeios e festas, na produção do CD contendo paródias de nosso tempo de EPCAR. Já fomos até chamados de "biriteiros", pois, nas reportagens sobre esses eventos, são comuns expressões como: "descontar uma ampola" (de uísque), "sua inseparável tulipa bem geladinha" (de chope), "eu não sobrevivo sem uísque", "conversa de bêbado"...
Podemos afirmar, contudo, que respeitamos os abstêmios e defendemos a moderação no uso de bebidas alcoólicas. Nesta época de Natal, sempre se roga a boa vontade dos homens para viverem em paz. Fala-se em paz, faz-se a guerra, e assim caminha a humanidade. Enquanto as sociedades se mobilizam na busca da PAZ mundial, vamos cuidar da SAÚDE. E vamos demonstrar que beber faz bem à saúde. Mas cuidado! A palavra álcool origina-se do árabe al-kuhul, que significa líquido. O principal agente do álcool é o etanol (álcool etílico). As bebidas alcoólicas são elaboradas a partir da fermentação de produtos naturais: vinho (fermentação da uva); cerveja (fermentação de grãos de cereais); outras (fermentação do mel, cana de açúcar, beterraba, mandioca, milho, pimenta, arroz, etc.). Bebidas alcoólicas destiladas como a cachaça, o rum, o uísque ou o gim são obtidas através da destilação de bebidas fermentadas.
As bebidas alcoólicas representam as drogas mais antigas das quais se tem conhecimento, por seu simples processo de produção. Obtidas pela fermentação de diversos vegetais, segundo procedimentos no início primitivos e depois cada vez mais sofisticados, elas já estavam presentes nas grandes culturas do Oriente Médio e são utilizadas em quase todos grupos culturais, geralmente relacionadas a momentos festivos.
Os mais antigos documentos da civilização egípcia descrevem o uso do vinho e da cerveja. A medicina egípcia, respeitada em toda a região mediterrânea, usava essências alcoólicas para uma série de moléstias, enquanto meio embriagador, contra dores e como abortivo. O vinho, entre os egípcios, era bebido em honra à deusa Isis. Na Babilônia, 500 A.C., a cerveja era ofertada aos deuses. Nas culturas da Mesopotâmia, as bebidas alcoólicas existiram no final do segundo milênio A.C.; aos poucos, a cerveja, à base de cereais, foi substituída por fermentados à base de tâmaras. A fermentação da uva também é regularmente mencionada. O uso medicinal de produtos alcoólicos é comum. O consumo de álcool nas civilizações gregas e romanas é bem conhecido. Ele era utilizado tanto pelo seu valor alimentício, quanto para festividades sociais. Henk F. J. Hendrinks apresentou, em Cannes (EBC 1999), o resultado de importante pesquisa.
Introdução: Os efeitos do álcool sobre a saúde dependem fortemente da quantidade consumida e de outros fatores como sexo, peso corporal, alimentação e predisposição genética. O abuso do álcool aumenta a mortalidade por causar doenças no fígado, câncer e doenças cardiovasculares. A literatura mais recente, entretanto, indica que o consumo moderado de álcool está associado a uma redução drástica do risco de mortalidade. Beber moderadamente diminui o risco de doenças cardiovasculares, independente do tipo de bebida, e ainda reduz o risco de outras doenças. Recentemente, dados foram publicados sobre os potenciais efeitos protetores dos antioxidantes do vinho. Foi também descoberto que a cerveja, o vinho e os destilados diferem muito no seu conteúdo antioxidante, mas o consumo destas bebidas não leva a diferentes capacidades antioxidantes. Os dados colhidos mostram que o consumo moderado de cada tipo dessas bebidas alcoólicas aumenta, semelhantemente, a capacidade antioxidativa no soro humano. Estas descobertas elucidam a contribuição do consumo moderado de álcool para um estilo de vida saudável.
A pesquisa: Onze homens de meia-idade (de 44 a 59 anos), saudáveis, não fumantes, participaram de uma pesquisa aleatória de doze semanas. Eles consumiram quatro copos (40g de álcool) de vinho tinto, cerveja, gim e água mineral (controle), em um jantar diário no centro de pesquisa. Cada bebida foi consumida durante três semanas. A fim de evitar distorções na dieta, todas as refeições foram feitas e controladas pelo instituto. Amostras de sangue foram coletadas pela manhã depois de cada período de tratamento.
Resultados: Todas as bebidas mostraram o mesmo efeito quanto ao aumento da atividade da enzima responsável pela diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares. O aumento da atividade foi de 7 a 9 %.
Conclusão: O consumo diário de 40g de álcool em vinho, cerveja ou destilados aumenta a atividade antioxidante da paraoxonase no homem. Isto significa reduzir o risco de possuir doenças cardiovasculares."
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O nosso Camofo depois de ler a pesquisa de Henk F. J. Hendrinks.O consumo de bebidas alcoólicas é amplamente difundido no Brasil, onde se consome mais álcool "per capita" do que leite. Difícil é identificar como é feita tal distribuição (é a mesma situação da renda "per capita"). Moderação é a palavra de ordem.
Sobre as conseqüências do consumo excessivo de bebidas alcoólicas, recomendamos a leitura da artigo extraído de informações divulgadas pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), na Página 2 . Oferecemos, assim, aos nossos leitores algumas informações que, esperamos, possam ser úteis à reflexão e ao debate em família. Sobre este apaixonante tema, manifestaram-se grandes estadistas:
Napoleão Bonaparte, sobre o champanha:
Nas vitórias é merecido, nas derrotas é necessário.Abraham Lincoln:
Eu sou muito crente nas pessoas. Se houver verdade, poderemos superar todas as crises nacionais. O principal são os fatos reais e a cervejaCharles De Gaulle:
A perfeição não pode ser concebida sem uma forte dose de egoísmo, orgulho, tenacidade e de cervejaHá também os ditos populares:
Dito escocês:
Nunca confie num homem que não bebe13ª Lei da Cidade de Augsburg, na Alemanha:
Vender uma cerveja ruim é um crime contra o amor cristãoDe um bon vivant desconhecido:
Quando bebemos, ficamos bêbados.
Quando estamos bêbados, dormimos.
Quando dormimos não pecamos.
Quando não pecamos, vamos para o céu.
Então, vamos beber para ir pro céu.Muitos poetas enaltecem a bebida na beleza dos seus versos. Selecionamos estes, de Luís Fernando Veríssimo:
Beba vinho para o espírito.
Beba vinho para a boa digestão.
Beba vinho na festa.
Beba vinho na solidão.
Beba vinho por cultura.
Beba vinho por educação.
Beba vinho porque ...
Enfim, encontrarás uma razão.Companheiros, ao término de mais um ano de fraterna convivência, desejamos que as alegrias das festas natalinas se reproduzam durante todo o ano que se inicia. Ergamos nossa taça de vinho, nosso pensamento a Deus, e façamos um brinde à NOSSA AMIZADE.
Saúde e Paz!
A Representação da Turma
EMBAIXADORES DE BARBACENA
A presença da Escola Preparatória de Cadetes do Ar, em Barbacena, representa um momento muito importante da história da cidade. E nós, como estudiosos da nossa história local, podemos afirmar que, até do ponto de vista sociológico, houve uma transformação da cidade. A partir do momento em que essa Barbacena provinciana, ainda muito interiorana, que vinha dos anos trinta e quarenta, se transforma a partir do momento em que vem para cá o contingente da Força Aérea Brasileira, com seus oficiais, seus professores e seus alunos, dando uma dimensão mais cosmopolita à nossa cidade. Afinal de contas, a partir dos anos quarenta nós passamos a receber, anualmente, levas de estudantes vindos de todas as partes do Brasil, estudantes que vinham do Sul, do Nordeste, do Norte, do Rio de Janeiro. Isso de alguma forma ajudou a transformar a mentalidade da nossa cidade. Num primeiro momento houve um choque natural, depois houve uma integração que a gente reputa como um dos dados mais importantes do século XX. Hoje nós temos milhares de embaixadores de Barbacena pelo Brasil todo, que são ex-alunos que devotam um carinho imenso por nossa cidade e que estão a falar de Barbacena por todo o Brasil, sempre lembrando com muito carinho da nossa cidade e não há, talvez, divulgação melhor para a Cidade das Rosas que não seja a palavra amiga e a lembrança sempre simpática dos nossos ex-cadetes da EPCAr. Então, para Barbacena, é sempre uma honra a cada ano receber cada Turma que vem aqui, numa verdadeira romaria de nostalgia, de encantamento, rever a sua Barbacena. Ali relembrar os tempos em que eles estavam talvez vivendo o primeiro momento da vida sozinhos, ali, sem a presença dos pais, e ali se formando e se preparando para se transformarem no que hoje podemos dizer a elite da Força Aérea Brasileira, que orgulhosamente Barbacena ajuda a construir anualmente. Então para todos os ex-alunos da EPCAr que vêm à cidade nós podemos dizer que eles são sempre bem vindos, eles e suas famílias, e que eles significam muito para nós. O mesmo carinho que eles devotam a Barbacena, Barbacena devota a eles.
Depoimento do Professor Edson Carlos Brandão Silva, Presidente da Fundação Municipal de Cultura de Barbacena, colhido pelo 57-15, Neves.
FESTAS DE FIM DE ANO
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O Ten.-Brig. Lencastre, que veio ao Rio para uma solenidade militar, encontrou tempo para esta foto com seus companheiros de Turma, durante o jantar.A Representação da Turma 57-BQ / Aspirantes 62 programou os seguintes eventos para este fim de ano:
30 de novembro – Jantar dançante, na Sede social do clube da aeronáutica;16 de dezembro – Churrasco de Confraternização, na sede aerodesportiva do Clube da Aeronáutica, na Barra da Tijuca.
O jantar dançante foi um sucesso. Além do ótimo serviço de bufê (Sabor & Festa), tivemos a arte musical de Tom da Bahia e do Erasmo Costa na animação da festa. Deu tudo certo: o conte (57-142) e sua esposa abriram o baile com passos de dança de salão; o José Nelson e sua equipe de arteiros fizeram o pré-lançamento do CD da Turma; o Amorim anunciou o lançamento do livro do Nunes (57-13), com direito a crítica literária do Brasil (57-18).
O churrasco de confraternização vai acontecer nos próximos dias. Além da alegria do encontro de velhos companheiros, faremos a alegria de seus netinhos, particularmente das festividades do Clube da Aeronáutica, com chegada de Papai Noel, passeio de trenzinho, refrigerante e pipoca grátis, teatro de fantoches e muitas outras brincadeiras.
Aguardem a reportagem desses eventos na próxima edição.
A Representação
CONSULTA
Como é do conhecimento de todos, a Representação da Turma procura "representar" os companheiros da melhor maneira possível. Desta forma, tenta programar aquelas atividades que sejam de interesse de expressivo número de companheiros, de preferência, da maioria. Mas isso, nem sempre é fácil. As sugestões são muito variadas e, quase sempre desagradam a alguns.
Para o próximo ano, recebemos várias propostas, entre as quais, as seguintes:
Visita aos companheiros de BrasíliaA prática mostra que o interesse de vinte integrantes é suficiente para viabilizar uma atividade. Ajudem-nos a servi-los melhor. Manifestem-se sobre estes eventos ou proponham outros.
Outra visita aos companheiros do Sul
Passeio a Maceió
Fim de semana em hotel-fazenda
Oktoberfest
Outro passeio a Conservatória
Viagem aos Estados Unidos, com hospedagem no Queen's Gate Resort, do nosso colega Rothschild
Festa de Nossa Senhora Achiropita, que se tornou evento permanente no calendário da Turma e da Festa dos 45 Anos, já confirmada e em pleno desenvolvimento.
A Representação da Turma
CONCURSO DE O CON*DOR
Os dois pimpolhos do concurso anterior eram o 57-10, Márcio da Cunha Gomes Carneiro e o 58-279, Paulo César da Fonseca Thedim Costa. Desta vez ninguém acertou. Vamos tentar o concurso abaixo?
OS PARANAENSES DA TURMA: Qual o colega paranaense que ingressou na EPCAR, em 1957? Foram quatro os paranaenses que ingressaram na Turma 57-BQ / Aspirantes 62, ao longo dos Cursos da EPCAR e da EAER. Todos nasceram em Curitiba. Um único companheiro ingressou diretamente na EPCAR, em 1957. Em 1959, matriculou-se no 3º ano, nos Afonsos, o Aluno 59-357 Manoel Victor Schubnell de Rezende Lima (hoje Coronel-Aviador). Em 1960, matricularam-se, como Cadetes-do-Ar, os paranaenses 60-123, Oscar José Valporto de Almeida e 60-127, Fleury Ferreira Coutinho; o primeiro, Valporto, solou o T-21 Fokker e pediu desligamento em seguida. Por problemas de saúde, o Fleury foi reformado no 2º Ano Aviador, no posto de 1º Tenente. Fica faltando a identificação do curitibano do 1º ano da EPCAR. Muita gente vai-se surpreender (solução no próximo número).
CORESPONDÊNCIAS
Meu prezado Luís Mauro.
Sexta-feira (26/10), após assistir ao programa "OS NORMAIS", acomodei-me placidamente para deleitar-me com a esperada leitura de O Con*dor. Já na página 3, concluí que NÓS e ELES, felizmente, também somos normais. Faço minhas as palavras do Horta, mas, fiquei frustrado por não poder acrescentar uma vírgula se quer no texto do Brasil, e tampouco qualquer palavra mais na "rabugice" do João Carlos. Para minha alegria, o Ivan Pereira nos trouxe o caso do anúncio de Olavo Bilac, que me remeteu a seguinte história que havia lido pela manhã:
A ÁRVORE DOS PROBLEMAS
Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda. O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu de seu carro furou; a serra elétrica quebrou; cortou o dedo, e, ao final do dia, o carro não funcionou. O homem que contratou o carpinteiro ofereceu-lhe uma carona para casa. Durante o caminho, o carpinteiro não falou nada. Ao chegarem à sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer sua família. Quando os dois se estavam encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos. Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se. Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso e ele abraçou os seus filhos e beijou sua esposa. Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro. Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou: "Por que você tocou na planta antes de entrar em casa"? "Ah! Esta é a minha Árvore dos Problemas. Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa. Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta Árvore, quando chego em casa, e os pego no dia seguinte. E você quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem a metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior". Que tal plantarmos também, mesmo que imaginariamente, uma árvore na entrada do Clube, onde cada um de nós poderá deixar tudo que lhe aprouver, ao chegar, à cada terceira terça-feira do mês, recolhendo ao sair? Bem, já é tarde, vou dormir; não sem antes meditar na oração que o Padrão apresentou. Boa noite à todos, NÓS e ELES, e que Deus, em sua infinita bondade, nos abençoe e nos mantenha "Quase Perfeitos".
57-139 ELSON
Prezado Elson.
Agradecemos a sua colaboração, que, como sempre, nos traz assuntos muito interessantes. Também, nós nada temos a acrescentar ao seu texto. Vamos plantar essa árvore já! Um forte abraço,
A REDAÇÃO
Caros e saudosos amigos.
É sempre com aquela alegria misturada com saudades de um tempo ido que ao ler "o condor" meus olhos lacrimejam com uma gostosa volta aos anos 57/58/59 e parte de 60, época em que minha participação com a turma era também física. Sinto um imensurável orgulho de ter pertencido a tão singular e destacada Turma da FAB e acredito, foi esta mesma Turma que responsabilizou em tudo que hoje somos, cada um na sua trajetória que o cosmos já lhe destinou. Obrigado, mesmo caros colegas por tudo que vocês são e neste conjunto, assim somos todos. Estou muito ansioso para que o nosso novo encontro chegue logo (creio que tem mais força do que, nos nossos tempos, a ansiedade do encontro com a nova namorada). Levo-lhes um grande abraço, ensejando ainda um "alegríssimo" Natal e o 2002 revitalizado com muitas esperanças, realizações, concretizações de sonhos, aliado a muita saúde.
57-105 ELISEU
Estimado Eliseu.
A nossa Turma é fora de série, por causa de companheiros como você. Aí está a sua belíssima mensagem de Natal.
A REDAÇÃO
À Turma 57-BQ.
Apenas hoje pude ter aceso à matéria publicada na edição de nº 2 do ano V, Mar-Abr/2000 relativa a meu irmão Antonio Freire Bloise. Desta forma, quero expressar os mais sinceros agradecimentos da Família Bloise.
Roberto Freire Bloise
Estimado Roberto Bloise.
O seu irmão, Antonio, por nós conhecido como Bloise, sempre foi um excelente companheiro e, por isso, muito querido por todos. Isso faz com que as suas palavras nos emocionem ainda mais. Para que você possa acompanhar o que acontece com a Turma do seu irmão, vamos providenciar para que você receba regularmente as edições de O Con*dor. Considere-se, também, convidado para todas as nossas atividades. Que você e sua família sejam muito felizes são os nossos votos.
Os Integrantes da Turma 57-BQ
Prezado Brasil.
Achei ótimo pedir ao Olavo Bilac para redigir um anúncio, enumerando as maravilhas de pertencermos à Turma Quase Perfeita. Assim, evitar-se-ia que a exposição pública e repetida dos nossos desencontros transformem-na numa Turma Quase Imperfeita - o que seria uma pena. Aquele que primeiro encontrar o Olavo, peça-lho.
57-15 NEVES
Prezado amigo Neves.
Você tem toda a razão, Neves. Acreditamos, porém, que o nosso irmão Sérgio Ivan Pereira, com a infinita inteligência e sensibilidade que sempre o caracterizaram, já teve a felicidade de encontrar o Olavo e trazer o seu anúncio para a nossa página. Não precisamos pedir ao Olavo outra mensagem. Ela foi escrita para nós e cabe-nos proceder agora como o vendedor da história: não nos desfaçamos da Turma pois ela é muito legal. Valorizemos mais as qualidades do grupo. Voltemos à nossa harmonia, pois gostamos muito uns dos outros. Aproveitemos o espírito natalino de fraternidade para pedirmos perdão uns aos outros. A nossa união é a nossa fortaleza. Eu peço desculpas, de coração, aos irmãos que tenha ofendido e me comprometo a ser o mais amistoso e fraterno possível com todos. Que Deus nos abençoe sempre. Obrigado, Neves, por trazer o assunto para o conhecimento de todos.
57-18 BRASIL
Nota da Redação:
Inspirada nas correspondências acima e, também, comovida pelo espírito de Natal, A Redação de O Con*dor se une ao Brasil, que também é o nosso Webmaster, e pede perdão a todos os companheiros a quem tenha ofendido ou magoado, ainda que sem intenção. Um Feliz Natal para todos, e que 2002 seja um ano excepcionalmente bom para os Integrantes da Turma Quase Perfeita e suas famílias.
Prezados companheiros.
É sempre uma satisfação muito grande quando recebo um novo número de O Con*dor. Obrigado e meu abraço.
Telmo Cerejo, 58-273
Caro Cerejo
Este é o estímulo de precisamos. Enquanto os nossos companheiros esperem O Con*dor com ansiedade e o leiam com prazer, nós encontraremos força para continuar a editá-lo. E o continuaremos a fazer com o máximo de nossa capacidade. Muito obrigado, querido companheiro. Esperamos continuar a contar com a sua aprovação.
A REDAÇÃO
VENDER? JAMAIS! Numa das reuniões da representação da Turma no mês de junho, por motivos diversos, alguns companheiros ficaram aborrecidos o que deixou, inclusive, um mal estar generalizado no ar. No dia seguinte, pela manhã, por volta das 10 h 30 min, ouvi numa das emissoras de rádio aqui no Rio uma das historinhas que são sempre contada nesse horário pelo psicólogo Luiz Ainbinder. Como na minha visão ela se enquadrava com perfeição com o que ocorrera na noite anterior, procurei saber o seu endereço eletrônico, o que não foi difícil, e lhe mandei um e-mail. A mensagem foi longa, mas no final, eu escrevi o seguinte:
Prezado Dr. Luiz Ainbinder.
Todos os dias fico atento às histórias que o senhor conta no programa Haroldo de Andrade, por volta das 10h30min. A cada dia se referem a um determinado tema e são apresentadas com muita propriedade. Hoje pela manhã foi contada uma delas. Eu gostaria que gostaria, se possível, ela me fosse remetida por sua assessoria. Tratava de uma pessoa que, pretendendo vender uma casa e não se achando em condições de formular um anúncio que facilitasse a venda, pediu ao amigo e grande poeta Olavo Bilac que o ajudasse no teor do referido anúncio. O texto do Olavo Bilac, Dr. Ainbinder, seria de muita importância para que eu o apresentasse a um grupo de amigos que há mais de quarenta anos que se reúnem mensalmente e do qual faço parte. Infelizmente, não sei por que motivo, nós nos estamos desentendendo freqüentemente. Desde já agradeço a gentileza.
Transcrevo a seguir a resposta que recebi do Dr. Ainbinder:
Sérgio.
Segue a história pedida com os meus agradecimentos por sua audiência. Abraços.
Luiz Ainbinder.
O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua:
- Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, aquele que o senhor tão bem conhece. Poderá redigir o anúncio para o jornal?
Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu:
"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda".
Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio. "Nem penso mais nisso", disse o homem. "Quando li o anúncio é que eu percebi a maravilha que eu tinha!".
Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás da miragem de falsos tesouros. Valoriza o que tens, as pessoas, os momentos...
Nota da Redação:
Esta é a matéria do 58-276, Ivan Pereira, que deu origem às correspondências acima.
TENENTE-BRIGADEIRO PAULO VICTOR VISITA A SEDE DA TURMA
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Luís Mauro, Brig. Paulo Victor, Clarindo, Reis e João CarlosO Tenente-Brigadeiro-do-Ar Paulo Victor da Silva, um dos pioneiros da aviação militar brasileira e, também, um dos grandes incentivadores da nossa indústria aeroespacial, aceitou o convite do nosso companheiro 56-137, Clarindo e visitou a Representação da Turma 57-BQ / Aspirantes 62.
A presença de Sua Excelência representou uma verdadeira aula de História da Força Aérea, que os integrantes da Turma presentes, muito bem, souberam aproveitar. Com a gentileza e a simpatia de sempre, o Brigadeiro Paulo Victor respondeu a todas as perguntas e esclareceu todas as dúvidas sobre diversos assuntos do nosso passado.
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Brig. Paulo Victor lê o nosso O Con*dorApós muita conversa, e depois de ver os nossos álbuns de fotografias e ler alguns exemplares de O Con*dor, o nosso ilustre visitante aceitou o convite para almoçar no Restaurante do Clube Militar.
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Um brinde durante o almoço no Clube MilitarApós o almoço, Brigadeiro despediu-se, prometendo voltar outras vezes, pois gostou muito de ver o esforço de seus companheiros mais jovens, no sentido de preservar a identidade da Turma, também um patrimônio da Instituição. Esperamos ansiosamente por essas novas oportunidades, quando, esperamos, um maior número de companheiros possa participar dessa experiência enriquecedora.
QUEEN'S GATE RESORT
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Brasão do Queen's Gate ResortSuas férias na Ilha de Ana Maria (Anna Maria Island), na Flórida, prometem ser o início de um romance com esse paraíso tropical. Nade nas águas cristalinas azuis do Golfo do México ou passeie pelos dez quilômetros de praias quase privativas de areias brancas como açúcar. Mais tarde, assista ao pôr-do-sol da varando de seu quarto, um espetáculo que você jamais esquecerá.
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Vista geral do Queen'sA poucos passos, sobre areia, do Queen's Gate Resort, está a mais magnífica praia do Gofo do México. Dê, também, um mergulho na espaçosa piscina, cercada de planta tropicais e coqueiros. Sente-se e recoste-se, confortavelmente, para churrasquear, no nosso pátio privativo, a sua safra de peixe fresco de um dos barcos ou dos ancoradouros da Ilha.
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As suítes são muito bonitas e confortáveisNo Queen's Gate Resort, há acomodações para um indivíduo, para duas pessoas, ou para a família inteira. O queen's Gate tem apartamentos ricamente decorados sem similares. Alguns têm quitenete, mas todos possuem sua própria varanda com belíssima vista para o Golfo. Também estão disponíveis bangalôs com um ou dois quartos , cozinha completa e sala de estar, que podem acomodar confortavelmente até seis pessoas.
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A piscina é muito agradávelTodas as acomodações possuem entrada privativa, telefone, cafeteira, torradeira, televisor colorido a cabo e condicionamento de ar para refrescá-lo, após um dia inteiro de calor ao sol. Para sua comodidade, existem, ainda, serviço de lavanderia, área para churrascos e sala de jogos. A única coisa que você precisará fazer é reabastecer as suas memória no Queen's Gate Resort.
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O por do sol no paraísoQueen's Gate Resort
1101 Gulf Drive
Bradenton Beach, FL 34217, USA
Telefone: +1(941) 778-7153
Homepage: http://www.beachdirectory.com/queensgate
E-mail: islands58@aol.com
Nota da Redação
Esta é a reportagem sobre a pousada do Rothschild, em Tampa, na Flórida. Não foi o Olavo Bilac quem a redigiu, mas dá para perceber como é bom o Queen's Gate. Vamos visitar o nosso companheiro em 2002?
PARAHIBINHA
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Os sonhos e a realidade dos migrantesParece mentira; depois de tantas promessas - nem cria mais! - Vão inaugurar a caixa d'água aqui do Morro. Os políticos terão, agora, um argumento a menos para suas plataformas eleitoreiras. Seu Manéu, o português do armazém, está prestes a perder uma considerável freguesia de latas de gorduras vazias. Pra minha tristeza, acabará o momento poético, fonte de inspiração dos nossos menestréis, panorama visto da Praça do Cotovelo, onde se focalizam as mulatas com rodilha e lata d'água na cabeça, empinando a bunda, prá não perder o centro de gravidade; ginástica rítmica das fêmeas da nossa tribo.
Para a maior parte da comunidade substantiva da favela, aquele representava o dia da revolta; expressivo número de moradores, do qual eu fazia parte, chegou, em reunião a sugerir que o consagrássemos ao Santo Padre Cícero Romão Batista. Resta-nos fazer uma fria e isenta análise. Sentemo-nos. Existia, entre nós, um cidadão procedente do Estado da Parahiba, cujo nome era José Aroeira. Tratava-se de um respeitabilíssimo chefe de família, trabalhador, prestativo, querido por todos e que migrara do Nordeste brasileiro, no final da década de quarenta, fugindo dos rigores da seca que assolara a Região naquele período. Trazendo mulher e dois filhos - um ainda no cueiro - a exemplo de um sem número de Josés, radicou-se em Duque de Caxias, cidade ponto terminal das "Marinetes" e dos caminhões "paus-de-arara", até porque, por determinação do Ministério da Saúde, não poderiam entrar na Capital Federal antes de terem sido vacinados, ocasião em que recebiam um "Atestado" - cartão de comprovação de imunidade - uma espécie de passaporte que lhes dava direito a adentrar na "Cidade Maravilhosa".
Para atender aos justos protestos por tais discriminações, transferiram o desembarque para uma área devoluta nas proximidades do cais-do-porto, que passou a se chamar Campo de São Cristóvão, onde, até hoje, nos fins-de-semana, reúnem-se em festa, por seus hábitos alimentares e folclóricos. O local - nem sei se, por depreciativismo regionalístico - é conhecido como: "Feira dos Paraíbas". Quase sempre sem profissões definidas, apesar de "doutores" em agropecuária do Agreste, engrossavam o contingente dos serventes e ajudantes de pedreiros, atividades exploradas por Construtoras alastradas pelas Cidades que, galopantemente, se desenvolviam, como o Rio de Janeiro, estimuladas pela "panacéia" chamada BNH.
Agora, no final dos anos sessenta e com cinco filhos, três fluminenses, o Seu Zé, já era um conceituado profissional da implementada indústria de construção civil, famoso em forma e acabamento. Quando a empresa encarregada de construir o reservatório implantou seu canteiro de obras, arregimentou, como seria natural, na comunidade, os operários braçais. Em conseqüência, lá foi Seu Zé que, embora pedreiro "de mão cheia", devido às circunstâncias momentâneas, aceitou ser fichado como servente auxiliar. Por seus próprios méritos, ao cabo da empreitada, foi nomeado, pela construtora, e referendado por nós, o "Gerente da Caixa d'água". A obra ainda estava revestida do "tapume", quando, atraídos por sua magnitude, dois meninos do "asfalto", resolveram, por aventura, subir pela encosta e ver de perto aquele troiano monumento para as suas vistas de curiosos. E, já que lá estavam, valendo-se do madeirame, foram até o seu cimo. Com um comportamento peculiar às idades, onze ou doze anos talvez, para consagrarem o feito, mijaram lá de cima. Ao serem vistos, foram denunciados por alguns moradores que correram à casa do "XERIFE" da caixa d'água e gritaram: "Corre seu Zé!.. Acuda! Tem dois meninos de fora, mijando na caixa d'água".
Imediatamente, e imbuído de sua função, o Seu Zé, saiu em disparada naquela direção. Quando se aproximou, ainda viu os garotos, precipitadamente, descendo do reservatório, aos trancos e barrancos. Já em terra firme, desditosamente, eles procuraram o pior lugar para a fuga barreira a baixo. Um deles perdeu o equilíbrio, despencando de uma altura de mais de trinta metros, tendo morte instantânea, ao bater com a cabeça numa pedra. Pobre criança! Ao passar, na manhã seguinte, pela banca de jornais instalada na descida do Morro - recuo à esquerda da ruela do acesso principal - observei que o número dos leitores de manchetes que se aglomeravam nos varais instalados em suas laterais era muito expressivo. Parei e li, na primeira página do principal jornal da Cidade, a seguinte manchete: "PARAIBINHA EMPURRA, NO PRECIPÍCIO, MENOR DE DOZE ANOS". Continuava: "Teve morte horrível o menor M.S.G., filho do famoso causídico Dr. da Matta, amigo do Delegado Camargo, depois de ser, covardemente, jogado na ribanceira, pelo perigoso marginal "Zé Paraibinha", conhecido como o Xerife do Morro.
Imaginei estar lendo notícias de outro fato, mas, como o Flamengo havia perdido o jogo disputado no Maracanã, na tarde-noite anterior, conclui que: pauteiro, editor, redator, repórter e demais componentes da equipe jornalística encarregada de fechar a edição tivessem parido uma matéria sensacionalista, visando à venda de exemplares, ao lume, de informações colhidas de chofre, em entrevista, no local do acidente, fornecidas pelo companheirinho de travessuras do desditoso, transformando-as naquela inconseqüente reportagem. O endêmico monotematismo da nossa imprensa escrita era impressionante: uma mentira tomava corpo de redação em redação e conseguia confundir a "Opinião Pública", ignorando ser ela a célula mater de um sistema democrático. Houve um verdadeiro "pandemônio" na favela. Tentando chamar a atenção das autoridades - impulso coletivo que se nos apresenta nestas ocasiões - pensou-se em erguer barricada na rua principal de acesso ao bairro, porém alguém, de cabeça fria, nos demoveu da idéia.
Antes do meio dia, um forte aparato policial invadiu a casa do honrado Seu Zé e, mesmo sem "mandado judicial", o levou preso. Ninguém entendeu nada, mas acho que favelados - à luz da ótica de certos segmentos sociais - não têm muito que entender não!!! Uma semana depois, chegou-nos a pior notícia: o "pacato" Seu Zé, havia sido morto numa dessas chamadas "troca de tiros", pela polícia, em caçada de uma destas "tentativas de fuga", na Delegacia, onde ainda estava preso. O Zezinho, filho mais novo do finado Seu Zé, premido pelo momento e revoltado com a tragédia que se abatera sobre a sua família, findou transformando-se em presa fácil da corrente marginal da favela e fez carreira rápida no tráfico de drogas, passando de "fogueteiro" a "mula transportadora", depois a "guardião" e, finalmente, a "traficante", visando, desta forma, a ganhar o dinheiro suficiente para fazer o que fez: tirar sua mãe e seus irmãos daquele inferno.
Um ano após, o Dr. da Matta -- que, segundo constava, também era corno - morreu de câncer. O Delegado Camargo, pouco tempo depois, foi encontrado, com a boca cheia de formigas, ao lado de sua concubina, num matagal, nas proximidades de um Motel, na estrada Rio-Petrópolis. Da equipe de jornalistas não tive mais notícias. Imagino, porém, que ela deve estar vagando de jornal em jornal, de redação em redação, de bar em bar, em busca da cirrose hepática a que faz jus. E, ainda, há quem ache que o "Pade Ciço Rumão Batista" precise ser canonizado. Faço minha a pergunta do Poeta maior: "...E agora, José!!!?".
Clarindo
FELIZ ANIVERSÁRIO! Finalmente, chegaram à Redação de O Con*dor as fotografias, há dois anos prometidas, da festa de aniversário do Brito. Chegaram em boa hora, já que, no dia 29 de dezembro, o nosso companheiro completa mais uma risonha primavera e vamos aproveitar a oportunidade para publicá-las como parte das comemorações do memorável evento.
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Brito e Angela, juntos ao amigo pianista, apreciando a boa música.![]()
A Turma compareceu em massaAos nossos leitores, um "flash" dos momentos de alegria da "mais proveitosa reunião" de que participamos nos últimos tempos. No ensejo, reiteramos ao casal, Mauro e Ângela Brito, os nossos votos de saúde e continuado sucesso. Muita Felicidade!
PENSAMENTO DEO CON*DOR
"Por mais que eu tente, eu não consigo imaginar nada para melhorar esta festa!"
O nosso companheiro Gasparello, Al. 57-138, filosofando, na barca Niteroi-Rio, enquanto se dirigia para almoço com integrantes da Turma.