MENSAGEM DE ANO NOVO


Destino: o futuro... Mas de olhar no passado!

Uma lembrança perpetuada nos jovens que ingressaram na Escola Preparatória de Cadetes do Ar e na Escola de Aeronáutica, preservada como obra-prima e inserida no Corpo de Cadetes da Aeronáutica é o poema "SE" de Rudyard Kipling. Um de seus mais belos trechos nos conta:

"SE PUDERES SONHAR, SEM TE DEIXARES VENCER PELOS TEUS SONHOS;
SE PUDERES PENSAR, SEM RESUMIRES NO TEU PENSAMENTO O TEU ÚNICO OBJETIVO"...

Ao olharmos a trajetória de vida dos companheiros da Turma 57-BQ, verificamos que o Poeta não fugiu à realidade. Começando nosso projeto de carreira militar, ao ingressarmos, quase crianças, em Barbacena ou mais tarde nos Afonsos, sonhávamos, ainda que enfrentando um sem número de obstáculos, transformar um pensamento em realidade. Início de trajetória... Todos nós juntos no mesmo trem que nos levou a "BQ", todos juntos no mesmo alojamento, na formatura, na sala de aula, em todos os lugares, da alvorada ao silêncio... Do silêncio à alvorada. Dominávamos os nossos medos e inseguranças, transformando-os em coragem e autoconfiança. Nos momentos de alegria e nos momentos de tristeza, estávamos juntos, rindo, chorando, pensando e sonhando, sempre buscando um ideal – "voar". Entretanto, com o passar dos anos, os nossos planos, por razões diversas, foram transformando-se. Outros sonhos, outros pensamentos, outras realizações nasceram e cresceram em nossos corações e mentes, além do ideal de "voar", ensejando, igualmente, uma seqüência de sucessos na trajetória de vida de cada um. "A TURMA QUASE PERFEITA" se orgulha de testemunhar que os novos sonhos também se tornaram realidade. Seus integrantes sabem que um HOMEM formado dentro de ideais e de sonhos iniciais como os nossos, quando ainda crianças e jovens, sempre será um VENCEDOR.

Nossa Turma consolidou-se na idade adulta, constituída de militares e de profissionais dos diversos segmentos de nossa sociedade, continuando a construir e a sonhar juntos, há quarenta e quatro anos. Em nossas reuniões, estamos sempre reencontrando aquele jovem de outrora, o amigo, o irmão, trocando empatia. Já não se encontram fisicamente entre nós alguns componentes da Turma – "decolaram para um vôo mais alto e duradouro". Onde estiverem, independentemente de nossas fés e crenças religiosas, eles estarão conosco e com seus queridos familiares, partes integrantes de nossa Turma. Sempre são recordados com saudade, afeto e alegria. Estão todos vivos entre nós!...

A Turma 57-BQ e seus familiares estão hoje voando a mesma aeronave, todos irmanados como tripulantes, no ideal inicial de Barbacena e dos Afonsos, tendo o privilégio de, na era supersônica e na era espacial, romper as barreiras do século e do milênio, orando sempre a DEUS por sua proteção. Todos juntos estamos!... Parabenizemos e brindemos a criança e o jovem que existem dentro de nós, pilotando com confiança os nossos novos sonhos, numa decolagem rumo ao século XXI – 3º milênio, de acordo com a inspiração transmitida pelos versos de Rudyard Kipling.

FELIZ VÔO 2.000/2.001!

A Representação da Turma


ENCONTRO ANUAL DA TURMA


O Seixas: "Aí eu fiz uma reversão para um lado e ele entrou em parafuso para o outro""

O encontro da Turma 57-BQ / Aspirantes 62, ao final de cada ano, já se tornou uma tradição. No dia 8 de dezembro do último ano do século e do milênio, no Rio de Janeiro, reuniram-se 76 integrantes da Turma e seus familiares. Após algumas tentativas de se inovar na programação, afigurou-se, como mais viável, novamente, um coquetel dançante no Clube da Aeronáutica. Mas a festa teve muitas novidades. Foi instalado um "comitê de recepção" à entrada do salão, onde se visualizava o seguinte aviso, bem característico da sutileza lusitana: PAGAMENTO AQUI E AGORA - R$ 35,00 EA.


A mesa do Thedim em foco

O Seixas abriu os trabalhos dando boas-vindas aos companheiros e agradeceu aos companheiros sua participação no encontro anual. Delegou ao João Carlos a tarefa de discorrer sobre a programação da noite. Surpreendentemente, este "atacou": "A programação é a seguinte – não há programação; a gente se junta e as coisas vão acontecendo". A seguir, citou nominalmente os amigos que vieram de outras cidades acompanhados de suas esposas: Magrinelli (57-59), de Porto Alegre; Sucupira (57-71) e Dárcio (59-338), de São Paulo e Ranulfo Porto (57-101), de São Pedro da Aldeia (Região dos Lagos).


O Zé Nelson conversa com os músicos e amigos Tom da Bahia e Erasmo Costa

O José Nelson interveio, lembrando, ainda, que o Padrão (57-42) viajou de Santa Cruz, para o grande evento. Depois, apresentou os músicos cuja foto está acima: o Tom da Bahia (violonista, compositor e seu amigo e parceiro musical) e o Erasmo Costa (tecladista). Registrou ainda a presença do Presidente da Associação dos Ex-Alunos da EPCAR, Adilson Laranja (59-63), que se fez acompanhar de sua esposa, a grande cantora Tetê, que nos brindou, ao fim do coquetel, com inesquecíveis interpretações.


O Porto veio de visual novo

E as coisas foram acontecendo, como disse o João. Papo animado, as pessoas circulando, alguns sentavam-se aqui e ali, às mesas dos companheiros; outros visitavam o excelente bufê, regado a uísque (oferecido pelo Sucupira, lembram-se, "em um raro momento de generosa privação dos sentidos"), vinho, cerveja, sucos , "perfumarias", refrigerantes (dietéticos e não dietéticos), água mineral (com gás e sem bolinha); os casais dançavam músicas dos anos 60 e de todos os tempos... O Ivan expressava a sua preocupação com o pequeno número de casais na pista, quando o Chefe Drummond tranqüilizou: "Calma Ivan, para encher o salão, basta tocar New York, New York!".


Brito e Mossri conversam animadamente

A saudação à Turma ficou a cargo do Gasparello, (57-138), o hoje professor Gasparello. Iniciou dizendo que escreveu algumas palavras numa folha de papel, mas não pôde continuar a desenvolver sua mensagem aos queridos companheiros, porque a emoção de ter sido distinguido para tão maravilhosa missão quase o fez chorar (e iria chorar mesmo!). Preferiu, então, falar de improviso, descontraidamente, ao estilo da turma 57-BQ. Destacou a importância dessas confraternizações, a reviver nossa juventude e fortalecer nossa amizade. Ele próprio declarou que, enquanto viver, jamais levará falta em tais eventos, "nem que venha de cadeiras de rodas ou de fraldão". Foi muito aplaudido.


O Sucupira, com o tradicional visual

Então, o João Carlos retomou a palavra e disse: "Gasparello, agora você vai chorar mesmo!". Começaram por ele as homenagens da Turma aos companheiros que se destacaram nos últimos anos, por seu exemplo de participação e de amor à Força Aérea, ainda que tenham seguido outras carreiras. O João convidou o Cel.-Av. Antônio Maurício Ferreira, no passado aluno 57-103 e Tenente Maurício, experiente Instrutor de Vôo da Academia da Força Aérea, para entregar-lhe uma miniatura de espadim com a inscrição "Cad. Gasparello". O carioca Waldemyr Fajardo Gasparello desligou-se da EPCAR no segundo ano. Retornou à Marinha, onde aos 13 anos ingressara no Curso Técnico. Formou-se Oficial de Marinha Mercante, tendo, por mais de oito anos, navegado pelo mundo, em navios do Lloyd. Decidiu ser Contador, especializando-se em contabilidade de custos e, após algumas palestras sobre o assunto, foi convidado a ministrar aulas em alguns cursos, interessando-se pelas funções do magistério. Assim, prestou concurso para a Universidade Federal Fluminense e, após bem sucedida progressão na carreira, ocupa hoje função relevante naquela instituição – Superintendente Acadêmico do Interior.


Nas nossas reuniões adolescemos: O Montero resgatou habilidades há muito perdidas!

O segundo homenageado da noite foi o 57-68, Silva Campos. Seu padrinho, o Cel.-Int. Edson Campos dos Reis, ao tempo de EPCAR, aluno 57-24, mais adiante, Cap. Reis, Instrutor de cadeiras especializadas do Curso de Intendência da Academia da Força Aérea e professor de Economia e Finanças do Corpo de Cadetes. Ao anunciar o "Dr. Silva Campos", como era chamado em Barbacena, o "40" (João Carlos) disse que a Turma apostara que ele seguiria a carreira de advogado, após desligar-se da Escola, o que ocorreu no 2º ano (completou o ano letivo). Foi exaltado o seu empenho em comparecer ao encontro dos 40 anos, antecipando o regresso do exterior, onde se encontrava a negócios. Hoje, o paulista autêntico Antônio Carlos da Silva Campos é engenheiro mecânico, economista e empresário da área de equipamentos hospitalares. Mas continua com a verve de um tribuno. Após receber o seu espadim das mãos do "Cap. Reis", que lhe dirigiu belíssimas palavras, o "Cad. Silva Campos" fez um discurso político por um Brasil socialmente mais justo...


O Duncan em breve pausa para descanso

O terceiro homenageado seria o 57-18, Brasil, mas, quando foi anunciado, não estava mais presente. O João Carlos chamou-o repetidamente e até brincou para tentar consertar a situação desconcertante: "Brasil, zil, zil..." (e, por certo, deve ter pensado, mas não disse: "Esse Brasil não tem jeito!..."). Mais tarde, veio a saber que o companheiro se ausentara do coquetel, onde estivera até minutos antes, para atender a necessidade do seu trabalho - telecomunicações, contratos internacionais, atividades "full time" etc. Seu padrinho, o Major-Brigadeiro-do-Ar Antônio dos Santos Seixas (aluno 57-54) - dentre as funções relevantes, ligadas ao ensino que exerceu, destacam-se a de Instrutor e Comandante da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica, nos postos de tenente-coronel e brigadeiro, respectivamente e Instrutor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, como tenente-coronel - ficou impossibilitado de prestar-lhe a homenagem naquele dia (este é o ônus da surpresa pretendida).

Como todos sabem, o gaúcho Antonio Carlos de Assis Brasil é Oficial do Exército, formado na Arma de Comunicação. Desligou-se da EPCAR, no terceiro ano, após completar o período letivo, por motivo alheio a sua vontade. Conforme confidenciou a alguns colegas mais próximos, seu coração permaneceu na Força Aérea. Tanto assim que, ainda na Academia Militar das Agulhas Negras, instituiu, para sua arma, a nossa marcha, na cadência de 80 passos por minuto, com elevação dos braços até a altura do ombro do cadete à frente. No posto de primeiro-tenente, ingressou no Instituto Militar de Engenharia, onde se destacou como aluno, permanecendo, após formado, naquele centro de excelência, como professor, mesmo depois de retornar às atividades técnico-operacionais, para ter, sob sua responsabilidade o Serviço de Telecomunicações do Exército. Deixou o serviço ativo do EB com o tempo mínimo necessário, no posto de tenente-coronel. Mas continua em grande atividade, hoje como consultor e empresário na área de Telecomunicações, viajando constantemente ao exterior e cumprindo um expediente de 24 horas. Daí, termos justificado sua "falta".


Em fim foi feita homenagem ao Brasil (à direita), em reunião informal e aconchegante
(Observem que ele usa a camiseta da Turma!)

Coube ao Cel.-Av. Luís Mauro Ferreira Gomes (aluno 57-04), também na qualidade de Instrutor da ECEMAR (quando tenente-coronel), entregar ao "Cad. Brasil" o seu tão almejado espadim da Aeronáutica, em uma reunião especialmente convocada para isso. A reunião foi dois dias depois, domingo, dia 10 de dezembro, às 19 horas, em um simpático bar, no Mercado de São José, em Laranjeiras, próximo à residência do Assis Brasil. Estiveram presentes, além do homenageado, Brasil, e de seu padrinho, Luís Mauro, o João Carlos e o Reis. Naquele dia, conversando sobre a vida, pudemos avaliar a real dimensão humana deste companheiro, que já conhecíamos, mas tivemos o privilégio de poder admirá-lo ainda mais. Que riqueza de experiências! Que compreensão sobre o difícil relacionamento entre as pessoas! Que humildade!...


A alegria musical do Padrão e do nosso amigo Erasmo Costa contagiou a todos nós

Voltando à reportagem sobre a festa de fim de ano, após as homenagens, mais declarações, abraços, aplausos. O Tom da Bahia deu o tom para os artistas da Turma. Apresentaram-se para cantar o Cardoso, o Zé Nelson, o Padrão. A cantora Tetê, esposa do Laranja, "deu aquela canja". Ao final, mais música romântica fluía do teclado mágico do Erasmo. Grande festa! Num certo horário, (uma hora após o previsto), o pessoal do Clube começou a desativar o apoio logístico aos retardatários contumazes: uísque, cerveja, até as xícaras de café e chá e as garrafas de licor foram recolhidas. O Sucupira protestou. Seus companheiros o tranqüilizaram: "Calma, Sucupa, sempre teremos outras festas".


Ao fim do encontro café, chá, licores e conhaques

Cumpre ressaltar que os colegas convidados, a cada ano, para serem os padrinhos dos homenageados, ao longo de suas carreiras militares, deixaram um legado importante para as novas gerações de Oficiais da Força Aérea, com seu exemplo dignificante, como dedicados Instrutores de nossas Escolas de formação e aperfeiçoamento.

Até breve companheiros!

A Representação da Turma


UMA ROSA PARA A ZUZUCA

Em um domingo, 11 de fevereiro, a Sra. MARIA JOSÉ DE MELO completa mais um aniversário... Lá em BQ, certamente, não haverá festa, talvez um bolo simples, um sussurrado parabéns das irmãs e das sobrinhas... Ela transformou-se num dos símbolos mais citados da Turma Quase Perfeita que, em agradecimento, fez dela uma personalidade destacada na história da Turma, da EPCAr e da cidade de Barbacena... Pelo enorme carinho que ela tem por todos nós, pelo respeito e pela admiração que ela sinceramente nos devota, pela imagem principesca que, na sua alma simples, ainda guarda de cada um e de todos os Alunos, com quem conviveu, ela merece a nossa homenagem... Ainda que seja virtual, eu quero, de público oferecer - UMA ROSA PARA ZUZUCA!

57-15, Neves

Que bom você estar de volta às nossas páginas, Neves. E, como sempre, com palavras tão bonitas e reveladoras de enorme sensibilidade e senso estético. Temos certeza de que a Zuzuca receberá vários buquês de rosas virtuais, quando os nossos companheiros lerem o seu poético texto. Feliz aniversário, Zuzuca!

A REDAÇÃO


VOLTANDO AO PASSADO

Após o grande encontro dos quarenta anos, em Barbacena, que proporcionou a todos que lá foram a oportunidade de rever a maioria dos colegas, a Turma 57-BQ, motivada, passou a realizar vários passeios, sempre com muito sucesso. Assim foram os de São Paulo, Porto Alegra e outros lugares, onde sempre fomos muito bem recebidos por nossos colegas anfitriões. Mas sinto que não estamos indo a lugar nenhum; estamos, realmente, voltando ao passado.

57-78, Horta

É, Horta, estamos voltando ao passado. Mas quem sabe, voltar ao passado seja ir a algum lugar, principalmente, quando se tem um passado tão rico para revisitar. Seja como for, como é bom voltar ao passado!

A REDAÇÃO


CORRESPONDÊNCIAS

Querido Luís Mauro.

Fiquei emocionado com a cobertura e a matéria que o Clarindo escreveu e vocês publicaram sobre nossa festa em Campos do Jordão. Não mereço tanto! O propósito da festa foi o de homenagear meus pais, filhos e amigos. O patrocínio de alguns amigos e a poupança feita nos últimos dois anos tornou possível a presença dos 60 convidados recebidos com fidalguia, coisa que caiu em desuso, quando muitos não se lembram mais daqueles que os ajudaram a crescer. O espaço e a grana não permitiram que trouxesse todos os que ficam na lembrança. Embora alguns pudessem entender o encontro como ostentação de riqueza, a verdade foi a descrita por vocês: o amor aos amigos que não se perde com o passar do tempo; a grande amizade fica marcada a fogo nos corações e mentes e permanece mesmo após a morte. Meu castelo de amigos continua uma fortaleza além dos sonhos; continuo jovem quando muitos já aceitaram o cansaço como justificativa para o ócio do prelúdio da morte; que Deus permita que eu morra trabalhando ou amando... Teremos um novo milênio, um novo século, uma nova década, um novo ano... para nos revermos e abraçarmos com toda a exultação possível.
Deus abençoe a todos vocês!!
Do sempre

Ney (57-141)

Meu querido amigo Ney.

A sua mensagem muito emocionou a mim, ao Clarindo e a todos na Redação. Temos certeza de que também emocionará a tantos quantos a lerem. Mas você nada tem a agradecer. Com a festa, você nos brindou com momentos inesquecíveis. Por isso, nós é que somos agradecidos. As matérias publicadas em O Con*dor, simplesmente, registram os fatos e traduzem as nossas emoções e os nossos sentimentos. Quanto a ostentação, nem um observador muito desatento e insensível imaginaria isso. Todos aqueles com quem conversamos entenderam perfeitamente o espírito das comemorações do seu aniversário. Continue a ser o amigo sincero, leal e autêntico que sempre foi, sem se preocupar com o que poucos possam pensar e o seu castelo de amigos continuará cada vez mais forte. Um abraço dos amigos da Turma.

Luís Mauro (57-04)


Companheiros da Quase Perfeita.

Hoje, recebi o exemplar de O CON*DOR de set-out/2000. Logo na primeira página fomos contemplados com uma matéria dedicada ao Sucupira (57-71), cujo título, sozinho, "Sessenta Anos de Intensa Vibração", seria o suficiente para justificar esta edição do Boletim. Na "Carta Aberta ao Gaúcho Luiz Ribeiro", o companheiro de várias jornadas Zilson (60-110) tirou, do fundo do baú, recordações que só quem teve a oportunidade de conviver com ele naqueles períodos pôde sentir com que emoção ele escreveu o artigo que nos fez esquecer o quanto ele anda afastado e o quanto sentimos sua falta. Em seguida o Padrão (57-42), no "Aeronáutica, Eu Te Amo! (Um Artigo Modular)", ratificou, com rara felicidade, como é importante o nosso convívio que deu a ele a oportunidade de contar, com muita propriedade e de maneira sincera, parte da sua vida. Na matéria seguinte, "FIAT VOLUNTAS TUA", o Luís Mauro (57-04) nos comoveu com uma obra-prima, onde colocou toda sua sensibilidade, competência e, acima de tudo, sinceridade. Em seguida o mesmo Luís Mauro continuou brilhante no "COMANDANTE MELCHI - Seu Último Vôo". Ao virar a última página, depois de passar por tantas emoções, imaginei que só restariam os aniversariantes dos meses Jan/Fev e alguns avisos da redação. Puro engano. Ainda estavam reservados os "GUARDADOS" do Zé Nelson (56-86). Como sempre, ele foi brilhante e ao final do artigo os meus olhos lacrimejaram. Só falta agora agradecer ao Luís Mauro pela brilhante edição deste CON*DOR.

58-276, Ivan Pereira

É a nossa opinião, também, amigo Ivan Pereira. Belíssimo o seu comentário cheio de emoções.

57-18, Brasil (Webmaster)

Querido Ivan.

Esta é a opinião da Redação e de todos os nossos leitores também. Mas, por imperativo de Justiça, não podemos deixar de suprir uma omissão no seu e-mail. A omissão foi intencional, sabemos. Por modéstia, traço marcante da sua personalidade, você não citou, entre as matéria da edição Set-Out/2000 de O Con*dor, o belíssimo texto: DOMINGO DE FESTA (no Destacamento Precursor da Escola de Aeronáutica). Quem viveu experiências dessa natureza, reviveu-as com um intenso e nostálgico prazer. Quem não teve essa felicidade, pôde, sem dúvida, imaginá-las, e, com isso, de certa forma, vivê-las também! Obrigado, Ivan. Continue a nos proporcionar momentos de puro deleite com os seus escritos. Quem sabe, isso estimulará outros colegas a trazerem experiências, fatos, opiniões, "causos" e o que mais queiram para as páginas do nosso Boletim. Por fim, Ivan, o Luís Mauro se emocionou, mas não se sente merecedor dos agradecimentos a que você generosamente se referiu. Segundo ele, articulistas, integrantes da Representação da Turma, do Conselho Editorial, da Redação, e, principalmente, os nossos leitores, sem os quais nada seria feito, são os verdadeiros credores dos sucessos de O Con*dor. Devemos, sim, agradecer a Deus pelo extraordinário privilégio de pertencermos a essa Turma maravilhosa em que se transformou a nossa 57-BQ, A Turma Quase Perfeita.

A REDAÇÃO


Prezado Brasil.

Com prazer que volto as páginas da Turma Quase Perfeita. Desta vez para desejar um Feliz Natal, que Papai Noel consiga realizar todos, neste próximo milênio, nossos sonhos e desejos. Se puder começar ainda neste, juro que não vamos reclamar !!!!!!! Um triplo e fraternal abraço em todos. Um abraço,

Pamplona (70-143)

Obrigado, amigo Pamplona. Muito sucesso para você e o seu "BuscAérea"!

57-18, Brasil (Webmaster)

Estimado Pamplona. Todos os integrantes da Turma 57-BQ agradecem mais essa demonstração de apreço e também desejam um feliz milênio novo a você e a todos os ex-alunos da EPCAR que você tão bem vem aglutinando. O banco de dados com o cadastro de todos aqueles que cursaram e estão cursando a nossa escola, que você elaborou e vem atualizando, é de valor inestimável.

A REDAÇÃO


Prezados amigos.

Recebi hoje, com muita alegria o exemplar do "CONDOR" referente aos meses Set-Out/2000, após ter até perdido as esperanças de revê-lo. Fiquei chocado com a "viagem do Amado", pois, lá na Escola, ele sempre foi uma peça alegre, sorridente, companheiro e muito singular na sua presença... Resta-nos pedir ao grande Cosmos que o tenha recebido com todas as nuanças merecidas. Com relação a mim, caros ex-colegas, após aposentar-me na Eng. rodo-ferroviária, resolvi morar aqui em Bal. Camboriú (SC), local onde vivo com minha esposa, pois minhas 3 filhas, já diplomadas nas Faculdades, estão batalhando seu próprio vôo solo em locais diversos. Envio-lhes meu e-mail para, caso vocês desejem, estar disponível para quaisquer serventias por estas plagas, que por sinal são bastante lindas. Levo-lhes um forte abraço estendido a todos os nossos e estarei aqui sempre às ordens.

Eliseu (57-105)

Estimadíssimo Eliseu.

Você escolheu um ótimo lugar para morar. Vamos incluí-lo no plano de visitas da Turma. Sem dúvida, a viagem do Amado foi um choque para todos nós. Essas ocorrências nos indicam que não devemos desperdiçar nenhuma possibilidade de convívio com os nossos companheiros. Quanto ao atraso na distribuição de O Con*dor, desculpe-nos. Infelizmente, apesar do esforço de todos que se dedicam à sua produção, ainda não conseguimos entregá-lo em dia. Esperamos que, apesar do atraso, você tenha gostado. Mas, Eliseu, que história é essa de "ex-colegas"? Mais do que nunca, nós nos sentimos colegas, companheiros, amigos, irmãos! Ontem, hoje e sempre. Aguardamos novos contatos. Um forte abraço de seus companheiros de Turma.

A REDAÇÃO


Prezado Luís Mauro

Excelente a última edição de O Con*dor (Set-Out/2000). Está do jeito que eu gosto, com artigos que tratam de assuntos diretamente ligados a nós. Emocionei-me muito com a reportagem sobre o Melchi. Também gostei muito do seu "Fiat Voluntas Tua". Você colocou a alma nele. Mas faltou você dizer que Deus lhe deu uma extraordinária capacidade de fazer amigos. Amigos que te adoram. Também me deliciei com "Domingo de Festa", o artigo do Ivan. Quantas boas lembranças nos trousse! E a reportagem sobre o Sucupira e o Pensamento do Campão? Estão, simplesmente, ótimos. Também gostei muito de ver que O Con*dor passou a incluir propaganda em suas páginas. Muito bom o "comercial" de uma certa marca de carro... Deixando a brincadeira de lado, o que eu apreciei em todas as palavras e com todo o sentimento que ele colocou foi "Aeronáutica, eu te Amo", o artigo genial do nosso querido Padrão. Maravilhoso!
Um abraço do

Zé Nelson (56-86)

Meu querido Zé Nelson. A fidalguia das suas palavras apenas revelam o enorme coração que bate em seu peito. Concordo em que o artigo do Padrão é realmente maravilhoso, como também o são o artigo do Ivan e o Pensamento do Campão. Devo, ainda, reconhecer que, sem dúvida, fui omisso no texto citado. O que faltou, porém, foi agradecer a Deus os excelentes amigos que me deu. Amigos a quem também adoro. Por outro lado, você também foi omisso. Por modéstia, é verdade (isso já está virando rotina), você não mencionou o seu excelente artigo "Guardados". Que obra-prima! E como é verdadeiro! Todos nós estamos soterrados pelos nossos "guardados". Graças a Deus.
Um fortíssimo abraço,

Luís Mauro (57-04)


Caro Amigo Amorim.

Agradeço e retribuo sua mensagem natalina, enviada em nome dos Companheiros da Turma 57-BQ, desejando aos componentes da Turma que, também em felicidade e saúde, ela seja: "Uma Turma Quase Perfeita!".

Brival (59-334)

Estimadíssimo Brival,

Agradecemos por você ter tido a sensibilidade de responder à mensagem coletiva de seus companheiros. São coisas assim que fortalecem cada vez mais os nossos laços.

Amorim (57-55)


Prezado Luís Mauro

O editorial "Nosso Jornalzinho" retrata a dinâmica que, de certa forma, mantém o equilíbrio de todo e qualquer grupo pu comunidade: a diversidade de opiniões que, todavia, não pode prescindir de alguma forma de regulação que assegure a coexistência sadia e fraterna de seus membros. Dentro desse espírito, envio o texto abaixo extraído de uma toalha de mesa do McDonald's:

Pequenas coisas que podem melhorar a vida de todo o mundo:

Não custa nada... acreditar que violência gera mais violência;
Não custa nada... ensinar alguma coisa a quem não sabe;
Não custa nada... respeitar as diferenças de religião das outras pessoas;
Não custa nada... conversar ao invés de discutir;
Não custa nada... doar sangue pelo menos uma vez pôr ano;
Não custa nada... respeitar pessoas que crêem em coisas diferentes;
Não custa nada... não tentar levar vantagem em tudo;
Não custa nada... ser mais otimista e acreditar que dá para levar vantagem em tudo;
Não custa nada... acreditar que podemos ser felizes com coisas simples;
Não custa nada... acreditar que o que você faz influi no resto da comunidade.

A série é bem extensa. Se for interessante, continuamos em outra oportunidade. Um grande abraço,

Elson (57-129)


Rio, 13 de maio de 2000

Prezados Amorim e companheiros.

Foi com imensa alegria que recebi o convite para participar das reuniões que vocês fazem todo mês. Fiquei honrado em saber que meus companheiros lembraram de mim, e, podem estar certos, foi como um bálsamo para minha alma, e certamente, na presença dos colegas será como um colírio para os meus olhos. Jamais esqueci meus companheiros. Saudoso, muitas noites sonhei com vocês, pensando na luta árdua que travávamos para conseguir alcançar nosso ideal (muitos não conseguiram). No próximo dia 16 do corrente, é o aniversário do meu querido neto, por isso não poderei estar junto a vocês, porém, na próxima não deixarei de estar de corpo presente. Estou ansioso para saber das novidades desde a época de meu afastamento, na década de sessenta. Agradeço também os exemplares do boletim "O Condor" e a fotografia da nossa despedida de BQ. Ansioso para reencontrá-los, despeço-me com um afetuoso abraço. Bequeanamente,

Camposo (57-92)

Prezado Camposo.

Parabéns pelo aniversário do netinho, ainda que muito atrasado. Desculpe-nos por não a havermos publicado a sua carta antes. Sentimos muito a nossa falha. Não pretendemos justificá-la, apenas explicá-la: o nosso digitador, o Luís Mauro, por lamentável engano, arquivou-a entre as matérias publicadas e, somente agora, percebeu o equívoco. Seja muito bem vindo de volta à sua Turma. Apareça sempre nas nossas reuniões. Um forte abraço.

A Redação


AGRADECIMENTO ESPECIAL

Estimadíssimo Noleto,

Muito nos sensibilizou o seu gesto de cooperação, solidariedade e companheirismo. A generosa contribuição que você fez, espontaneamente, neste final de ano, foi muito oportuna, já que os custos de impressão do nosso boletim excedem a contribuição anual que fazemos. São atitudes como essa que permitem que ele continue a circular bimestralmente, ainda que com algum atraso, o que estamos procurando superar. Em nome dos nossos leitores e de todos aqueles que escrevem em O Con*dor: Muito obrigado!

A REPRESENTAÇÃO


Aos nossos colaboradores

O número das correspondências que recebemos tem aumentado a cada edição, o que indica que os nossos companheiros estão interessados naquilo que os seus colegas têm a dizer. Mandem seus escritos! Há uma legião de amigos ansiosos para lê-los!

A REDAÇÃO


O CASAMENTO DO MILÊNIO


A Família Sucupira:
Em pé, Pedro Henrique, Paulo Roberto, Maria Cláudia, Maria Cecília (filhos), Bianca e João Paulo.
Sentados, Maria Thereza (esposa) e o nosso muito querido George William.

No dia 23 de dezembro, São Paulo esteve em festa. Naquele dia, casaram-se os jovens André Luiz e Maria Cláudia, a noiva, filha do nosso querido colega George William César de Araripe Sucupira. A cerimônia, integrando as formalidades civis e religiosas, com irretocável harmonia, foi na Igreja de São José, na Rua Dinamarca, 32, no Jardim Europa. Muito bonita a Igreja! Bem iluminada e florida, com uma decoração nova e reluzente, inspirada em motivos religiosos tradicionais, sem, no entanto, cair na tentação de envelhecer artificialmente as imagens, os afrescos, as pinturas e o mobiliário, fazendo surgir uma agradável sensação de coisa nova, mas de inspiração eterna.


O Sucupira fez quastão de levar os noivos para uma fotografia com os integrantes de sua Turma.

A seleção das músicas foi primorosa. Dela destacam-se: "Jesus, Alegria dos Homens", de J. S. Bach - entrada do noivo; "Valsa do Imperador", de J. Stauss, - entrada das damas; "Marcha Nupcial, de Um Sonho de uma Noite de Verão", de Mendelssohn - entrada da noiva; "Over the Rainbow", de Arlen e Harburg; "Eu Sei Que Vou Te Amar", de Tom Jobin e Vinícius de Morais - entrega das alianças; "Fascination", de Manning e Marchetti; "1° Movimento, Primavera, de As Quatro Estações", de Antônio Vivaldi - assinatura do Livro; "4° Movimento, Ode à Alegria, da 9 a Sinfonia, Coral", de Ludwig Van Beethoven; e "Canon e Giga em Ré Maior", de J. Pachelbel - saída dos noivos.


Os recém casados, Maria Cláudia e André Luiz, com o orgulhoso casal Maria Thereza e Sucupira.

Após a cerimônia na Igreja, os convidados foram recepcionados no Buffet Serra, na Rua Qualá, 804, Salão Antônio Oliveira, na Vila Olímpia. Inicialmente houve um coquetel regado a muito uísque (a reportagem de O Con*dor, mais uma vez, fez o sacrifício e participou ativamente), depois foi servido um maravilhoso jantar, sempre ao som da excelente orquestra. A Turma 57-BQ / Aspirantes 62 ocupou duas mesas. Estiveram presentes: Drummond, Wilson, Oldack e Fullmann, com as esposas e, ainda, o João Carlos, o Luís Mauro e (se não disséssemos, ninguém adivinharia!), o Sucupa.


PENSAMENTO DE O CON*DOR

"Como são inteligentes esses japoneses! Até parece que estudaram em BQ!"

O nosso companheiro Neves (57-15) referindo-se a um certo japonesinho sabido, de uma piada da Internet.


O CON*DOR

O Con*dor é uma publicação sem fins lucrativos, destinada à divulgação de assuntos de interesse da Turma 57-BQ/Aspirantes 62, a Turma Quase Perfeita. Está, porém, aberto a companheiros de outras turmas que, com ele, queiram colaborar. É editado, bimestralmente, sob a responsabilidade da Representação da Turma.

Coordenação Geral:

Al. 57-40, João Carlos
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Al. 58-276, Ivan
Editores:
Al. 57-04, Luís Mauro
Al. 57-15, Neves
Jornalista Responsável:
Carlos Rogério C. Baptista
Nº 17.997/94
Produção:
Editora Luzes:
(21) 447-4336
Redação:
(21) 247-4336
E-mail:
o.con-dor@uol.com.br
57-BQ@USA.com
Homepage:
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Al. 57-18, Brasil



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