O CON*DOR

Boletim Informativo da Turma 57-BQ/Aspirantes 62

Ano IV - Nº 2 - MAR/ABR 1999


CONVERSA DE BÊBADO

Terceira 3ª feira do mês, grande dia - reunião da Turma 57-BQ. Há cerca de um ano, o evento ficou prejudicado pelas fortes chuvas que caíam sobre a Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Em conseqüência, os serviços do Clube de Aeronáutica funcionaram precariamente, encerrando-se o "expediente" mais cedo. As chuvas cessaram e o "papo" continuou no escuro, sem cerveja. Então sugeri: vamos para outro bar, aqui no Centro mesmo. A adesão não foi maciça, mas colocaram o nome, na "rela", os retardatários de sempre. Em nome da liberdade, não poderíamos retornar ao lar sóbrios e tão cedo. Afinal, este é o melhor dia de nossa vida, a cada mês. Encontramos "O Amigão" aberto, não sei se feliz ou infelizmente, pelo que passarei a relatar. O José Nelson apressou-se em ocupar uma mesa disponível logo na entrada, contrariando minha indicação de que lá no fundo seria melhor, onde atendia um garçom amigo. A primeira dificuldade foi acomodar a todos ( éramos seis). A segunda foi quando o garçom não quis anotar o pedido de seis garrafas de Bavária num balde de gelo, alegando que só servia chope. Protestei com veemência, informando que sempre tomei a preciosa cervejinha naquela casa, e que ele estava sonegando mercadoria, ficando o estabelecimento passível de autuação e pondo em risco o seu próprio emprego. Falei no Código Comercial, no Código de Defesa do Consumidor, etc. Sugeri mudar de mesa, mas os companheiros "não deram a mínima". Então saí dizendo: vou tomar minha Bavária no lugar de sempre. Lá estava o meu garçom preferido, que logo providenciou uma mesa, e, ato contínuo, um belíssimo balde de gelo com meia dúzia da cervejinha dos AMIGOS (a propaganda é gratuita). Faltou dizer o que todo cervejeiro sabe: em bar onde se servem chope e cerveja, vá de cerveja; o chope geralmente não é "bem trabalhado". Pedi para convidar os meus amigos na outra mesa, aos quais pretendia dar uma "demonstração de prestígio". Aceitaram o convite, mas vieram com um copo de chope na mão. Fiquei muito irritado e disse que eles estavam "dando muita colher de chá" para um péssimo garçom, que assim eu ficaria desmoralizado, e outros impropérios mais... Em certo momento, o José Nelson falou alto: - Chega! Eu vou embora. E saiu... Fiquei "desbundado" e resolvi ir embora também. Chamei o garçom, paguei as garrafas que foram abertas e mandei recolher as restantes. Do lado de fora, estava o José Nelson, segundo soube mais tarde, sendo demovido da pretensão de ir embora por um amigo comum, que foi nosso "bicho" em BQ. Passei bem junto aos dois e comentei: - Vocês estão falando de mim? Eu é que deveria sair primeiro!... Fiquei a uma distância razoável, esperando um táxi. Caía uma chuva fina. Vi o José Nelson pegar o seu carro e ainda olhar na minha direção, não sei se com dó ou com raiva, mas certamente, pensava: - Babaca!... (a entonação é que revelaria o sentimento). A chuva continuava a cair e nada de táxi. Resolvi voltar ao bar para pedir ao garçom que me chamasse um por telefone. Os outros companheiros estavam "chateados", mas senti que gostaram do meu regresso. Eles providenciaram as cervejinhas e o táxi ficou para depois, muito depois... No dia seguinte, liguei para o José Nelson para pedir desculpas, começando a conversa dizendo: - Eu fui um babaca! Foi isso exatamente que pensei, respondeu. Disse-me que me enviara uma carta naquela manhã mesmo. Adiantou que comentara com aquele colega à saída do bar: - Não se preocupe, amanhã eu e o João estaremos de beijos e abraços. Disse ainda, que após alguns minutos ao volante, teve vontade de retornar para me levar à Ilha do Governador, lembrando da chuva que caía e de mim ao desabrigo (coitadinho). Ao chegar em casa riu muito da "cena infantil entre duas crianças". A carta do José Nelson eu nunca recebi, mas, naquela semana, quando almoçamos juntos, mostrou-me a cópia, contendo o seguinte PS: "Nem é preciso dizer que esta carta deverá ser de conhecimento restrito às nossas insignes pessoas". Assim, não posso divulgar seu teor. Posso afirmar, contudo, que do episódio e das palavras amigas do José Nelson recolhi o ensinamento mais importante para nosso equilíbrio emocional, sem o que a felicidade não é possível: "Apesar de tudo, a vida é maravilhosa; não brigue com ela". Aproveito esta oportunidade para desculpar-me dos companheiros da Turma com os quais tenha sido rude em algum momento. Se disse alguma "babacada", relevem, façam de conta que foi "conversa de bêbado". A todos, o meu fraterno abraço. E um muito especial para o José Nelson.

57-40, João Carlos.


REENCONTRO COM DOLORES

O CON*DOR de junho de 96 ecoou em minh'alma qual clarinada. A sucessão dos dias me vetorava aos meândricos caminhos do passado. Os encontros mensais no "deck" do Clube da Aeronáutica eram ansiosamente aguardados. A equipe organizadora do evento trabalhava intensamente; as festividades comemorativas dos 40 anos do desembarque dos que receberam o crachá ( 57- n ) Turma "Quase-Perfeita", precisavam ser perfeitas. Finalmente o grande dia. 0 embarque. A viagem. A chegada. A recepção no hotel e o coquetel no seu salão nobre. A apresentação de aberturas do Evento. 0 discurso do Neves. A homenagem aos professores. 0 retorno do Mestre Fernando Vitor ao "púlpito". A descontração e a entrega total de todos. 0 violão do Cardoso. A performance artística de Zé Nelson, Amado e do "Excelência-Pagodeiro". As presenças maciças das santas mulheres. 0 surdo toque de recolher. 0 silêncio. Foi assim: Saí - a exemplo de como procedia na época, circulando de grupinho em grupinho, ouvindo papos, piadas e confidências. A tônica era a mesma: a nossa imorredoira vida em Barbacena. "Afinszeiro", o neologismo que arriscaria chamar - se me fosse dado o direito do batizar aquele Templo da sabedoria, na minha ótica, uma estufa de afins. Nas andanças da primeira noite do evento, revi e matei saudades dos muitos companheiros e me preparei para, no dia seguinte, usar os intervalos da programação oficial, a amiúde, para bater mais papo. Para nosso regalo, a alvorada no hotel teve prefixo, corneteiro e aplausos. Prenúncio do grande porvir. Durante o primeiro rancho - ainda no hotel - o papear rolava a chão; as mulheres, mesmo familiarizadas, limitavam-se a sorrir. Barrigas dilatadas, cabelos de paina, peso avantajado, a calvície acentuada era o panorama visto da ponte. Ninguém consegue impunemente passar dos cinqüenta, vivendo intensamente como vivemos, e sair ileso. 0 fardo pesa. Os que já passaram para o "andar de cima" deveriam estar divertindo-se, pois para eles a relação espaço-tempo não deve existir. Rever os companheiros da Sessão era a minha grande meta, até porque , "cum - legeris", salvo erro de memória, é a forma latina etimológica de "colegas" (Cum: com, juntos ; legeris: lêem- aqueles que leem juntos ) Aí, do 101 ao 129 era uma só festa. 0 Porto eu já havia revisto, o Português também; o 104, por ser paulista, dele só tinha notícias. Encontrei o Elesbão e corri para abraçá-lo. Do 112 a minha terna lembrança era quase paternal; sentava-se atrás da minha carteira, na sala de aula e era muito "peruado" por certos veteranos para trote. Sempre que podia, eu interferia junto aos mais gonôs, em seu favor, alagando tê-lo a meu serviço. Contudo, lá pelas tantas, ele me segredou: "Clarindo, eu me lembro de você, depois do discurso, sendo preso". Não me lembrava mais daquele discurso, respondi-lhe. Memória é memória. Trinta dias após ter lançado o livro Memórias de um BQano, depois de selecionar a correspondência alusiva aos comentários sobre o livro, curei uma úlcera no estômago, cuja operação já estava de data marcada. Justifiquei. Sempre que revejo o Brito, associo-o a um dos mais poéticos momentos que desfrutei na minha juventude, senão vejamos: ...Era um daqueles esperados licenciamentos e tive a honra de ser, por ele, convidado para participar dos festejos de aniversário da filha da Nora Ney, festa esta que ocorreria em um luxuoso apartamento em Copacabana, na Av. Atlântica. Lá fui eu. Na realidade, como suburbano arraigado, naquele luxuoso bairro da época, eu só tinha ido, algumas vezes, à boate Bolero. Ao chegar à festa, a exemplo do que ocorria com quase todos nós, fiquei timidamente posicionado. Lá pelas tantas, observei que em uma das extremidades da menor poltrona ali colocada, uma Dama, cuja fisionomia me era familiar, permanecia sentada e calada. 0 seu comportamento destoava do das demais pessoas ali presentes. Com um esforço de memória, ao reconhecê-la tive um choque. Era ela. Coloquei-me numa posição em que pudesse fixar sua imagem definitivamente e, como catalisador do fixador, usei um poema do Becquer que tem, como título, "Rima" e faz menção ao abandono de uma velha HARPA. Era assim:

RIMA

Do salão em um ângulo escuro,
De seu dono talvez esquecida,
Silenciosa e coberta de pó
Via-se a HARPA.

Quantas notas dormiam em suas cordas,
Como o pássaro dorme nas ramas,
.........................................
.........................................

Ai! - pensei - quantas vezes um gênio
Assim dorme no fundo d'alma,
E uma voz, como Lázaro, espera
Que lhe diga levanta-te e anda!

Meses depois, ela viajou para a eternidade. Seu nome: Dolores Duran. Nos festivos encontros da Turma, ao ver o Brito, ouço a "barcarola" e, com a minha gôndola arcaica, navego pelos sagrados canais da adolescência, sem temer acidentes de percurso. No nosso último encontro comemorativo do final deste ano, voltei a comentar, com terceiros, o encontro com Dolores e, mais uma vez, convoquei o testemunho do Brito, que, já saturado, comentou: Você sempre relembra aquela festa! Pois é: resolvi escrever este despretensioso texto para que todos da turma tomem conhecimento dos porquês do meu ar feliz: além do privilégio de ter ficado repe na nossa Turma, fiquei repe também na turma das boas lembranças.

56-137, Clarindo


CINQÜENTENÁRIO DA EPCAr

A programação do evento estará a cargo da Associação dos Ex-Alunos da Escola preparatória de Cadetes do Ar. A Associação fica na Rua da Quitanda, 30 - Sala 513 - Rio de Janeiro - RJ. Tel (021) 232-7499 aepcar@zaz.com.br

Dia 21 de maio de 1999 (sexta-feira)

09:30 - Missa em Ação de Graças.
11:00 - Solenidade Cívico-Militar.
12:00 - Coquetel.
22:00 - Baile do Cinqüentenário.

Dia 22 de maio de 1999 (Sábado)

12:00 - Churrasco dos Ex-Alunos.

Hospedagem: BESTOUR: (032) 9983-2195

Transporte: A AEPCAR colocará ônibus à disposição (R$ 35,00 Rio/BQ/Rio).

Baile: Contribuição de R$ 23,00 por pessoa.

Outros produtos e serviços: Estarão sendo ofertados: bonés, camisetas, medalhões.

Observações: A coordenação das comemorações será feita pela AEPCAr. A Representação da Turma 57-BQ libera seus integrantes para fazerem as adesões individualmente. Como a rede hoteleira de Barbacena ficará saturada, tem-se notícia de que alguns companheiros farão transporte solidário e se hospedarão em cidades próximas, como Juiz de Fora, Santos Dumont Tiradentes.

Trajes e uniformes:

Evento

Uniforme

Traje

Missa, Solenidade, Coquetel

7° A RUMAER

Esporte fino

Baile do Cinqüentenário

3° B RUMAER

Passeio completo

Churrasco dos Ex-Alunos

-

Esporte



REPRESENTAÇÃO DA TURMA 57-BQ

Tentamos reduzir o número de representantes da Turma, mas não conseguimos. Graças a Deus, há muitos voluntários para a gratificante missão. Atualmente, a Turma 57-BQ / Aspirantes 62 é representada pelos seguintes integrantes:

* Coordenadores

Rio de Janeiro:
57-40, João Carlos - Tel. (021) 393-5726
Brasília:
57-22, Raposo - Tel. (061) 364-1715

São Paulo:
57-71, Sucupira - Tel. (011) 7806-1045

Região Norte:
57-54 Seixas - Tel. (092) 238-1563

Região Nordeste:
57-170, Pessoa de Mello - Tel. (081) 441-5394

Região Sul:
57-171, Schneider - Tel. (051) 330-8530

* Secretário-Executivo

57-55, Amorim (021) 771-7522

* Tesoureiros

56-86, José Nelson - Tel. (021) 220-8112
59-354, Guedes - Tel. (021) 393-5947

* Editores de O CON*DOR

57-04, Luís Mauro - Tel. (021) 225-1965
57-15, Neves - Tel. (021) 552-4601

* Webmaster

57-18, Brasil - Tel. (021) 544-0344

* Organizadores de Eventos

57-09, Pontes - Tel. (021) 512-6499
57-24, Reis - Tel. (021) 236-6867
58-276, Ivan Pereira - Tel. (021) 294-9200

Na realização de eventos, apresentam-se outros colaboradores, destacando-se: 57-19, Nicolau (Locutor Oficial), 56-39, José Maria (Fotógrafo) e (Assessores Especiais) 57-78, Horta, 57-129, Meira, 57-139, Elson e 58-255, Valmir. Já íamos esquecendo - sempre presentes, o 57-75, Granha, 57-158, Martins França e o 57-161, Amado, que são "Chefes de Torcida". Em resumo, a Representação de Turma é uma grande "curriola". Mas..., bem diferente: todo mundo pode entrar nela.


QUINZINHO, A MOEDA DE RATEIO

Nas reuniões mensais, no deck do Clube de Aeronáutica, há uma certa dificuldade em ratear a conta. Por isto, cobramos R$ 15,00 de cada participante. À certa altura do "papo" descontraído, o Guedes e o José Nelson anunciam que o processo de cobrança se iniciou. A palavra chave é "quinzinho" (quinze pratas, quinze reais). Esta forma simpática (às vezes questionada) foi a única forma que os Tesoureiros encontraram para facilitar a vida de todo mundo. Explica-se: Há os que chegam às 17:00 h e os que chegam às 21:00 h. Alguns chegam cedo e permanecem pouco tempo (deixam R$ 15,00). Uns poucos só tomam refrigerante ou água mineral e pagam R$ 10,00, à exceção do Furtado que toma um guaraná e faz questão de pagar quinzinho. Quando alguém, discretamente, se declara "duro" não vai, .por isso, deixar de participar. Quem toma whisky ou pede um jantar paga sua conta em separado. Num certo momento, o Clube dispensa seus garçons por problemas de carga horária de trabalho e temos de antecipar pedidos (mais cervejas, é claro). Em certa época, o rateio era R$ 10,00. Mas isto foi no início de 1996, quando, inclusive, os petiscos do Clube deixavam a desejar. Ao longo do tempo, algumas vezes, os representantes da Turma tiveram de completar a conta de seu próprio bolso, o que não nos parece justo. A forma de cobrar é simples e original. E funciona. Outras turmas deveriam imitar-nos, para tentar tornar suas reuniões menos tensas, dada a preocupação com a conta elevada, ou "injusta", ou, o que é pior, com a preocupação de que alguém poderia "estar dando-se bem" às custas dos colegas. Não podemos estimar se quinzinho vai sustentar as despesas por muito tempo. Tudo vai depender do impacto da desvalorização do real (ou valorização do dólar) nos custos de produção e comercialização da cerveja, do filezinho aperitivo, da carne-seca com aipim, do frango à Passarinho, dos rissoles, dos quibes e das empadas. Ah! E também do guaraná e da água mineral com bolinha. Esperamos que a nova moeda de rateio - o vintinho - ainda não precise entrar em circulação por muito tempo.


FUNDO DA AMIZADE

Periodicamente, os nossos Tesoureiros, Guedes e José Nelson, prestam contas do Fundo da Amizade. Os gastos de rotina são feitos pelo Secretário-Executivo, 57-55, Amorim, que recebe suprimento de fundos e, por iniciativa própria, presta contas de cada centavo. Em seu balancete, comprova gastos com material de expediente, xerocópias, serviços postais e ligações interurbanas. No final de 1998, tivemos gastos extraordinários com a compra de uma impressora para O CONDOR e brindes para a festa de fim-de-ano (botons com o logotipo da Turma). Agora o Fundo da Amizade está precisando de reforço. Chegamos à conclusão de que a forma mais fácil de contribuir é fazer um depósito por ano. Faça seu depósito:

Anuidade: R$ 40,00 (quarenta reais).
Conta bancária: ENY DA SILVA GUEDES E/OU JOSÉ NELSON MONTEIRO VIEIRA.
Banco Real nº 275 - Agência 0838-9 C/C 9719054-5

Nota 1: Quem já depositou R$ 30,00 referentes a 1999 não precisa complementar a anuidade.
Nota 2: Aceitam-se contribuições em valores superiores a R$ 40,00.


LUCIDEZ

O nosso companheiro, 57-161, Amado abriu as porteiras de seu sítio para os amigos, na última semana de fevereiro. Foi um final de semana maravilhoso. Cobrindo o evento estava o 57-04, Luís Mauro, que ficou impressionado com a lucidez do anfitrião, que a todos encantou com a agudeza de sua mente privilegiada e com o controle absoluto que mantinha sobre a situação. Para ilustrar, fez questão de examinar o interior do forno antes de colocar as pizzas com que, em seguida, brindaria os convidados. Esperamos que, em breve, a Turma Quase Perfeita possa usufruir da tranqüilidade do lugar. Para tanto, o incansável João Carlos, 57-40, já realizou uma precursora ao local. Agora é só esperar.


AUTORIDADES I

O Maj.-Brig.-do-Ar Reginaldo dos Santos, Aluno 58-254, que tão bem nos recebeu em nossa visita a São José dos Campos, está deixando a Direção do Centro Técnico Aeroespacial, pa-ra assumir a Vice-Direção do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento, em substituição ao Maj.-Brig.-do-Ar Aluísio Weber, o também nosso colega, Cad. 60- 118, que o substituirá na direção do C.T.A. Em resumo, a Turma Quase Perfeita continuará excelentemente representada nas duas importante Unidades do Ministério da Aeronáutica. A passagem de Direção do C.T.A. será no dia 09 Abr 99 às 10 h, no C.T.A., em São José dos Campos. A da Vice-Direção do DEPED ocorrerá às 17 h do dia 12 Abr 99, no Salão Nobre do DEPED, em Brasília. O uniforme será o 5? RUMAER e o traje, o de passeio, completo. A Turma, naturalmente, está convidada.


AUTORIDADES II

Também está deixando o Comando do Sétimo Comando Aéreo Regional o nosso colega Maj.-Brig.-do-Ar Antônio dos Santos Seixas, Aluno 57-54. Ele assumirá a Chefia do Estado-Maior do Comando Geral de Apoio. A passagem da Chefia do EM do COMGAP será às 16 h do dia 05 Abr 99, no Salão Nobre do Estado-Maior da Aeronáutica, em Brasília, e a do Comando do 7º COMAR, no dia 12 Abr 99, às 10 h, em Manaus. O uniforme será o 5? RUMAER, para o DEPED e o 7? RUMAER, para o COMAR. O traje será o de passeio, completo, nos dois casos. O Seixas espera o nosso comparecimento .


AUTORIDADES III

Foi muito bonita a solenidade em que o nosso companheiro, o Maj. Brig. Do Ar Manoel Carlos Pereira assumiu o Comando do IV COMAR. Cerca de vinte integrantes compareceram. Inesquecível o almoço íntimo com o nosso querido Manel. Na próxima edição, reportagem completa, com foto.


REMI - FLASH - ÊNCIAS II

Continuando o colóquio com os meus velhos LP's, ouço Elizeth cantando: "... saudade, torrente de paixão, emoção diferente..." E a saudade retoma; a emoção aflora; as imagens descongelam novamente, e o filme recomeça: leite com groselha, no regresso à Escola, aos domingos; roupas para lavadeira, com seu indispensável rol; os gritos frenéticos de "água quente caldeireiro"; cerveja enterrada na areia, em Congonhas do Campo (isso é com o pessoal da JEC, que acompanhava o Capelão); Cross-Country pelas ladeiras intermináveis; Clodoaldo, Erbert, Pôssas, Fernando Vítor, Nusca e outros mais (quantas feras enfrentamos...). E salve o nosso bom Paolucci (será que é assim que se escreve?); e lá vem o Ten. Miranda, no seu rasante, quase arrancando o mastro da bandeira. De repente uma epidemia de gripe e a Escola se transforma num imenso hospital. Madrugada fria; chove, e no plantão me assusto com o Vidal que fala, dormindo. Alvorada, educação física; hoje é o Sergio Macaco, haja preparo. É noite, nós fugimos no Hillman do Brito e vamos ao Teatro Zaquia Jorge, em Madureira, assistir a mais um espetáculo de Teatro Rebolado - todo mundo na fila do gargarejo. Estamos no Social Ramos Clube, para mais uma partida de futebol de salão. Neves, com fratura nas costelas, é devidamente massageado e levado à uma festa, para recuperação (como sofreu, no retorno a BQ, o nosso redator). Dia 23 de dezembro de 1960, caminho pelas ruas de Higienópolis e vejo o povo olhando para o céu. Olho também e percebo alguém descendo de paraquedas atrás do morro. Só mais tarde, vim a saber do acidente com Silva Pereira. Azevedo voava próximo, retornou à Escola e evaporou-se (por onde andará o nosso Magrão?). Dezembro de 1960; faço meu último vôo. 0 velho FOKER 0589 é testemunha de que eu tentei. Não haverá mais decolagens, nem pousos, nem panes e nem arremetidas. A águia pousou definitivamente, recolhendo-se ao hangar da TURMA QUASE PERFEITA - que sorte que ela existe! Hoje, tudo é história, lembranças, saudades e a feliz convivência com velhos (ou será antigos?) companheiros. Neste momento ouço Paulinho da Viola e canto com ele: ".Foi um rio que passou em minha vida, e o meu coração se deixou levar". Eu continuo querendo saber quem desligou as luzes da Casa Amarela - que o Bill Clinton pintou de branco - no auge de uma intensa reunião?

57-139, Elson.


ANIVERSARIANTES:

MAIO

Dia 03 - 57-152 GANDELMAN e 57-153 FRANCALACCI.
Dia 05 - 57-138 GASPARELLO.
Dia 06 - 57-35 EDSON.
Dia 08 - 57-03 BLANCO, 59-354 GUEDES e Cad 60-120 HUFNAGEL.
Dia 09 - 59-332 PACHECO.
Dia 16 - 57-105 ELIZEU.
Dia 18 - 57-150 HERBERT.
Dia 19 - 57-112 ELESBÃO e 57-171 SCHNEIDER.
Dia 20 - 57-94 GONÇALVES e 57-151 LUIZ RIBEIRO
Dia 21 - 57-63 SASSE e Cad 60-110 ZILSON.
Dia 23 - 57-113 CALVINO.
Dia 24 - 58-288 ARI MARTINS.
Dia 25 - 57-23 FURTADO e 57-96 CLEVER.
Dia 27 - 57-87 ALMIR e 57-101 PORTO
Dia 28 - 57-36 VASQUES.
Dia 31 - 57-89 RISPOLI


JUNHO

Dia 05 - 57-64 BHERING.
Dia 07 - 57-08 GONDIN, 57-160 MATTOS e 57-161 AMADO.
Dia 08 - 57-154 PASSOS.
Dia 12 - 58-289 NASCIMENTO.
Dia 13 - 56-50 CERVINO.
Dia 23 - 57-82 FRAZÃO.
Dia 24 - 57-25 RIBEIRO DE SOUZA.
Dia 25 - 56-148 NOLETO e Cad 60-113 PINTO.
Dia 26 - Cad 59-113 SIQUEIRA e 59-345 ARAÚJO RIBEIRO.
Dia 27 - 57-51 MORAES REGO.
Dia 29 - 57-141 FULLMANN e Cad 60-119 XAVIER


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