O CON*DOR Boletim Informativo da Turma 57-BQ/Aspirantes 62
Ano IV - Nº 3 - MAI/JUN 1999
![]()
AUTORIDADES
Manoel Carlos e a Turma
![]()
Com o título AUTORIDADES, O CON*DOR vem noticiando os eventos relacionados com os integrantes da Turma Quase Perfeita, que, tendo permanecido na ativa ou ocupando cargos de destaque no meio civil, vêem-se designados para funções relevantes. O nosso JOR*NAL gostaria de cobrir todas esses efemérides de forma mais completa, infelizmente, a grande dispersão dos nossos companheiros pelo País e, até mesmo, pelo exterior, dificulta o comparecimento expressivo às cerimonias de posse, o que geraria os fatos indispensáveis à produção das notícias. Também, as dificuldades da Redação são grandes, e, nem sempre, é possível a presença das nossas equipes de reportagem nos locais das transmissões de cargo. Por uma dessas felizes coincidências, nada disso aconteceu quando o nosso companheiro, Maj.-Brig.-do-Ar, Manoel Carlos Pereira assumiu o Comando do 4º Comando Aéreo Regional. A posição geográfica de São Paulo, próximo do Rio, de Brasília, de Pirirassinunga, de São José os Campos, além da ocorrência de vôos da Força Aérea naquele dia, propiciaram a grande presença de companheiros às festividades. Também a nossa reportagem lá estava. O evento não poderia ter sido mais emocionante. A cerimônia militar foi muito bonita e solene, correspondendo à importância do cargo. As comemorações que se seguiram à assunção da função foram sóbrias, como os tempos requerem. Nem por isso, deixaram de ser aconchegantes. Mas o ponto alto foi o almoço que o bom amigo Manoel e sua esposa, Sônia, ofereceram aos colegas que o foram prestigiar. Depois de despedir-se dos demais convidados, reuniu-nos em um salão onde havia uma grande mesa em "U". À mesa, sentaram-se, apenas, integrantes da Turma e parentes do casal. Durante o almoço, o Manoel não se sentou um instante, sequer. Ficou o tempo todo circulando e conversando um pouco com cada um. Foram momentos muito bonitos e emocionantes. O Manoel estava muito feliz com a nossa presença, e nós, com o seu sucesso. A Redação de O CON*DOR deseja, com todo empenho, que esses momentos de rara felicidade continuem povoando a vida do nosso companheiro Manoel e de sua família. Não somente dele, mas também de todos os integrantes da Turma Quase Perfeita. A Redação aproveita, ainda, esta oportunidade para desculpar-se com aqueles companheiros, cujos eventos marcantes não foram cobertos. Asseguramos que não foi por falta de interesse. Apenas a nossa estrutura, por enquanto, pequena demais e a falta de recursos, como todos sabem, escassos, dificultam o nosso trabalho. Assim, pedimos a quem nos possa ajudar, que envie material, principalmente, fotografias sobre passagens de comando e outros eventos da Turma. Isso nos permitirá diminuir essa deficiência e tornar O CON*DOR cada vez melhor e mais completo.
A REDAÇÃO
AUTORIDADES (mais) O Maj-Brig-do-Ar Marcus Vinicius Pinto Costa, Aluno 57-62, está deixando o Comando do 1º Comando Aéreo Regional. Ele assu-mirá a Chefia do Estado-Maior do Comando Geral de Pessoal. A passagem de Comando do I COMAR foi no dia 30 Abr 99, em Belém. A da Chefia do Estado-Maior do COMGEP será em Brasília, no dia 05 Mai 99. O Vinicius espera o nosso comparecimento e informa o seu novo número de telefone: (061) 223-1568
EM OBRAS Reformar a casa é sempre um transtorno. Tudo fica fora do lugar. O sofá cede espaço a um monte de areia, há cimento por toda a parte e o cheiro de tinta se espalha no ar. De pouco adiantam o planejamento e os prazos, por conta de vazamentos inesperados, serviços malfeitos e outros imprevistos, que aumentam o orçamento e o tempo calculado para a obra terminar. Para evitar aborrecimentos, há quem prefira passar a vida sem qualquer mudança, optando por acomodar-se a falhas e imperfeições. Mas quem se aventura a enfrentar o desafio recebe, como recompensa, mais conforto e mais prazer do que poderia esperar. Nossa vida é como nossa casa. Um lar abstrato que podemos manter como está, ou então reformar, aumentar, redecorar, pôr abaixo se for preciso, para reconstruir de jeito melhor. Colocar a vida em obras é, também, um grande transtorno, com um agravante: você não pode abandoná-la temporariamente, hospedando-se em outro lugar. Tem de aprender a conviver com a areia e o cimento, a dividir seu espaço com o pedreiro e o pintor, a desviar-se de tijolos, a dormir com o cheiro da tinta e a trabalhar, normalmente, ao som do martelo e da serra, com os barulhos do encanador. Como se não bastasse, vai chegar a um ponto em que, ao contemplar tudo isso, você vai ter a nítida sensação de que a desordem não terá fim, e amargará o dia em que decidiu abandonar a comodidade do óbvio para buscar novos horizontes, para fazer valer sua vocação e colocar, em uso digno, os talentos que Deus lhe deu. Mas, aos poucos, tudo vai tomando forma. O que foi projeto ganha contornos de lar novo e resplandecente. Angústias e aborrecimentos ficam no passado e a realidade que o cerca é digna de se admirar. Por maior que seja a dificuldade de perseguir um sonho, maior ainda é a alegria de vê-lo concretizar-se.
(Autor desconhecido)
RETORNO AOS PAGOS
Camofo Gaucho
![]()
A gauchada era mesmo sofredora. Ao contrário dos cariocas e paulistas, que podiam viajar de ônibus em qualquer licenciamento mais prolongado, nós e os "paus-de-arara" só poderíamos voltar às origens, nas férias de meio de ano. Pois elas chegaram, e, com elas, toda a ansiedade de saber como fazer para chegar aos pagos. Todo mundo duro, nem pensar em pagar passagem. Resolvemos viajar ao Rio de janeiro e "peruar" um transporte para o Sul. O Chagas, imediatamente, assumiu o comando, nas condições de "mais velho", "ex-cabo da Aeronáutica", o "preferido do Dário", e por que não dizer, "o mais crioulo". E lá fomos nós. Que eu lembre: o Chagas, o Luiz Ribeiro, o Marées, o Ungaretti, eu e, acho, mas não tenho certeza, o Assis Brasil. Fomos de trem de Barbacena até o Rio. Da Central do Brasil, o Chagas nos conduziu ao Galeão (Aeroporto Militar) e, exercendo a liderança, requisitou alojamento para nós todos. O Oficial de dia foi categórico. Só tinha alojamento para Oficiais ou para Sargentos, e como não éramos nem uma coisa nem outra, nada feito. Nem rancho tinha para nós. Meio desanimados, mas nem tanto, voltamos à pista e fomo-nos informar sobre aviões com destino ao Sul. Andamos que nem infelizes e acabamos encontrando um B-25, refugo de Segunda Guerra, que atendia pelo nome de Amendoim Torradinho. O comandante era um "pau-de-arara" tri de simpático e concordou em nos levar a todos naquela autêntica "naba-voadora". Exultamos. Saída às 05 h 30 min, sem falta, quem não estivesse no avião não viajava. Resolvemos dormir - até porque não tínhamos outro lugar - no gramado da pista, cobertos com nossas briosas "pelerines". De manhã, o comandante Chagas acordou-nos , já na base da ameaça: "Quem não levantar agora, não viaja". Todo mundo viajou. Chegamos ao Amendoim e o comandante nos orientou que jogássemos as bagagens para dentro e segurássemos, juntos, a cauda do avião até que as hélices mantivessem o equilíbrio. Era um triciclo com bequilha dianteira. A traseira éramos nós mesmos. Quando os motores roncaram forte, foi uma gritaria, todo mundo correndo para entrar no avião. Entramos, acho que nem Deus sabe como, e a "naba" começou a rodar pela pista, enquanto nos acomodávamos da melhor maneira possível. Dei sorte e fiquei no nariz dianteiro, pegando todo o sol do Rio na cara, sentado em cima das malas e louco de contente. O Marées, que era pequenino, viajou deitado no corredor, entre o nariz e a cabina de comando. Por incrível que pareça, chegamos todos à Base Aérea de Canoas. Loucos de faceiros, sem nenhum cansaço e com o coração transbordando de agradecimentos ao amável "pau-de-arara comandante". Foi a melhor viagem de minha vida. Melhor do que qualquer uma das que eu fiz nos diversos Boeings que já me andaram levando pelo mundo afora. E, também, a mais tranqüila de todas elas. É ou não é, Luiz Ribeiro? Não me deixe mentir sozinho.
57-59, Magrinelli
FOCAS 1 Preocupado com a perda de leitores para O CON*DOR, o Dr. Roberto Marinho inaugurou, às pressas, em fevereiro, o novo parque gráfico de O GLOBO, tentando seguir os nossos passos, que o havíamos feito em dezembro. De nada adiantou. Desde então, o número dos nossos leitores cresceu acima de qualquer expectativa.
FOCAS 2 Ao retornar de Belém, onde fora representar a Turma na passagem de comando do I COMAR, o nosso companheiro 57-04, Luís Mauro, trouxe a seguinte pérola publicada em O Liberal do dia dois de maio, na coluna Medicina em Revista, sob o título Proteção contra a AIDS: ... O alto nível de lisozima na urina da gestante reflete uma espécie de proteção da natureza contra a transmissão da aids pelo beijo. Muito interessante!
LENÇOS E ADRENALINA ou UM "MALA" E UMA GORDA Cada número de O CON*DOR que recebo é aquela carga de adrenalina e o consumo obrigatório de vários lenços de papel para disfarçar as lágrimas de emoção que sempre me afloram aos olhos. A emoção da lembrança de um passado distante, mas, ao mesmo tempo, tão perto, que nos traz à mente pessoas e situações que, apesar de se terem distanciado de nosso rumo, na estrada desta vida, quando relembradas parecem que foram vistas e vividas ontem! Realmente, os companheiros da Turma Quase Perfeita são mestres em nos levar a viajar pelo tempo, e só no tempo que foi bom, o que é a grande vantagem. A cada número, vão buscar, lá dentro do baú, memórias que se encontravam arquivadas no mais fundo do nosso subconsciente, e, como numa verdadeira sessão de regressão hipnótica, afloram à nossa lembrança de forma agradável e saudosa, fazendo com que tenhamos pena de quem não pode viver essa aventura maravilhosa, que é pertencer à turma de 1957 e adjacências (56, 58, 59 e 60, para a repelândia e os Pqds, respectivamente). Na solenidade de posse do 57-12, Manoel Carlos no IV COMAR, tive o prazer de reencontrar os companheiros 57-01, Machado; 57-04, Luís Mauro; 57-15, Neves; 57-18, Brasil; 57-36, Vasquez; 57-46, Brito; 57-55, Amorim; 57-68, Silva Campos; 57-94, Gonçalves; 57-104, Maurício; 57-115, Bloise; 57-121, Oldack; 57-141, Fullmann; 58-254, Reginaldo; 58-257, Eolo; 59-332, Pacheco; 59-338, Dárcio; 60-121, Lencastre e 60-124, Danilo; formando um grupo profissionalmente heterogêneo, constituído de militares da ativa, militares da reserva, professores, comerciantes, empresários, liberais e outros, porém extremamente homogêneo no seu ideal de jovem, ainda visivelmente alimentado através de nossas reuniões ocasionais, quando obrigatoriamente nos reportamos a querida Escola de Barbacena ou ao lendário e tradicional Campo dos Afonsos. Que coisa fantástica! Ninguém (de fora) consegue entender isso! É impressionante que o grupo fique durante longos períodos sem comunicação, e baste um simples chamado para que se reúna e prestigie o evento para que foi convocado, como se estivesse em permanente convivência. Os momentos que vivemos longe desaparecem quando nos reunimos e voltamos ao último momento vívido juntos, numa demonstração de grande fraternidade e camaradagem.Gostaria de que meus filhos tivessem tido a mesma vivência, entretanto o mundo mudou muito, e hoje as coisas são outras, os interesses mudaram, e a vida dos jovens, muito mais facilitada, não tem o sabor da que vivemos em nossa saudosa juventude. As lembranças das viagens a Juiz de Fora, junto com o Andrade (57-70), na casa de sua namorada, da época, a doce Julimar, que residia em frente ao Colégio Grambery. Às vezes, levávamos, junto, o "mala" do Dias, da turma de 56, que sofria em nossas mãos. No fim de 1957, fomos ao último baile do ano em Juiz de Fora, eu, o Andrade e o Dias. Foi o Baile do Havaí, no Clube da cidade. O Andrade estava acompanhado de sua "partner" e eu e o Dias estávamos à caça, quando avistamos, em uma mesa, duas moças, uma loira simpática e outra também simpática, mas muito gorda, imensa. O Dias, que na escola se intitulava um grande conquistador, na verdade era muito tímido e, quando avistamos as duas garotas, disse-me: - "Bicho" Sucupira, este é o último trote do ano, vamos até aquela mesa, você tira a gordinha para dançar e eu vou dançar com a loira que me está dando a maior bola. Atravessamos o salão, todo mundo nos observava, e, quando chegamos próximo à mesa, dei um passo à frente e tirei a loira para dançar, deixando o Dias, frente a frente, com a gordinha. Ele não teve outra opção senão tirá-la para dançar. O vaidoso Dias ficou roxo de raiva e saiu arrastando o cachalote pelo salão. Quando nos encontramos no meio do pista, olhei para ele e disse-lhe: - Se arrumou, hein! Escusado dizer que, o resto dos dias que faltavam para encerrar o ano letivo de 1957, passei-os escondendo-me do Dias, em Barbacena. Mas quando chegamos aos Afonsos, no segundo semestre de 1959, este simpático veterano, juntamente com o "Corvo", na noite do dia em que tivemos a avaliação física, sob a observação do "amável" Capitão Mafra, tiraram-me do "confortável" beliche de lona, onde me encontrava totalmente extenuado e levaram-me para a piscina onde, enquanto o veteranal tomava Cuba Libre e cantava, ao som do violão tocado pelo (57-151) Luiz Ribeiro, eu participava de tremenda sugatória, em memória da saudosa gordinha! Foram momentos que vivemos e que jamais serão esquecidos.
Na última edição do CON*DOR, observamos duas erratas: a primeira é o número do "periódico", que não está correto, pois deveria ser: ANO IV Nº 1; a segunda é o número de meu telefone que é (011) 285-6645, e não como foi publicado, - informação com fim de cooperação. Ainda nesta última edição, li o comentário que o "Capitão" Dário fez a respeito do artigo do Brasil, incluindo um trecho do Fullmann. Sou de opinião que todos estão certos, em suas devidas proporções. Realmente existe um avanço tecnológico de rapidez incrível. Um equipamento adquirido hoje, em três meses já está quase obsoleto, portanto é muito difícil permanecer totalmente atualizado. E pergunto-me: Até que ponto isto é bom? A vida é só uma e é esta que estamos vivendo. Para que essa pressa danada? Aonde chegaremos? Será que toda essa tecnologia fará o homem melhor? Até o presente temos a impressão de que não, pois, cada vez mais, o ser humano está preocupado consigo mesmo e está fechando-se em torno de si, sem olhar muito em sua volta. Lembro-me de um filme que assisti, há uns dez anos, em especial da cena em que um gênio da computação, por ter ganhado uma viagem ao Taiti, encontrava-se na janela do hotel assistindo a um lindo pôr-do-sol tropical, em companhia de sua não menos linda noiva, quando um nativo, seminu, descalço, cruzou a praia correndo em direção a um grupo de nativas. O gênio comentou com a noiva: - Que desperdício de tempo: um jovem forte e saudável, correndo todo dia pelas praias, apenas vivendo, primitivamente, da pesca. Sem objetivo nenhum... Ao que parece, a noiva retrucou: - Querido, ele faz, diariamente, o que você, para fazer uma vez por ano, precisa trabalhar, enclausurado diante de um computador, sozinho, 14 horas por dia, todos os dias.
As crianças de hoje são verdadeiros gênios da informática. Meus filhos, principalmente o caçula, usam o computador com se fosse um lápis, e também meus netos, de 8 e 10 anos, passam grande parte de seu tempo "fritando" os olhos diante de uma tela de vídeo e, com isto, deixam de ter o contato com as coisas simples e naturais que nos rodeiam e acabam por trocar o valor das coisas. O computador bem como a tecnologia serve para permitir ao homem mais tempo para o que de fato é importante viver! É preciso que se tenha certo conhecimento das coisas modernas que estão sendo desenvolvidas para facilitar a vida do homem, mas com reservas. Da mesma forma, há algum tempo, jurei nunca trocar minha velha IBM/82-C por um computador. Achava que um advogado não deveria ser informatizado, pois o próprio Direito é uma ciência cujo conhecimento deve ser adquirido pelo esforço pessoal do advogado, usando seus próprios recursos intelectuais, através da pesquisa, do estudo etc., etc., etc. Hoje rendo-me ao computador. Só no escritório, tenho três e já são insuficientes. Precisei aprender depois de velho, mas ainda cultivo minhas origens, e não troco, por nada, uma tarde limpando meu velho MAGAFO (Cessna 337-A prefixo PT-MGF), sujando as mãos de graxa. Perfumado com o cheiro da AVGAS, porém, altamente compensado pelo prazer quando alço vôo e, nos céus, tomo contato com nuvens gordinhas, de formas variadas, que ora parecem um dinossauro, para logo, em seguida, se transformarem em um grande coração. Despreocupadamente, toco com a ponta da asa uma e outra, alternadamente, numa agradável sensação de liberdade, que não troco - por um game - por mais sofisticado que seja. Pelo contrario, nas minhas folgas, fujo da informática, e de tudo de moderno que anula nossa capacidade de raciocinar e de agir pela substituição de nossa habilidade pelo conforto e pela automação da tecnologia. Nossa geração assistiu a uma transformação da sociedade em parâmetros imprevisíveis.
Quando éramos crianças, a criança não tinha vez, era a última a falar e a primeira a apanhar. Quando adultos, o mundo passou a ser da criança! Fomos educados sob certos princípios, - a sociedade nos obrigou a crescer sob outros - e tivemos de educar nossos filhos sob princípios totalmente diferentes. Não, não foi fácil. Mas sobrevivemos, e, graças à Deus, a vida ainda nos permite ter grandes alegrias fundamentadas no passado, nos ensinamentos adquiridos de nossas avós, como minha querida e saudosa Vó Mariquinha, responsável por grande parte de minha formação moral, social e intelectual. Cada pedacinho do passado se foi juntando para formar o ser humano que hoje somos. Será que a geração do novo milênio terá esta oportunidade? Ou, no futuro, nada disso mais interessará?
Vale a pena cultivar a velharia que tenho, como o Genésio, meu Jeep Willys 48, que uso nos fins de semana no sítio, e que só falta falar. Eu o conservo há mais de 40 anos, com muito carinho e orgulho. O MAGAFO (já mencionado), meu Cessna bimotor push-pull, ano 66, que, tal como um pássaro, leva-me aos céus, fazendo sentir-me próximo dos Deuses do Olympo; o velho fuzil mosquetão que guardo da revolução de 32, quando foi usado pelo meu saudoso pai; o recorte do jornal "A GAZETA" com a notícia de que havia ingressado na EPCAr, do qual digeri várias cópias; meu primeiro envelope de soldo como aluno de BQ; meu primeiro macacão de vôo, meu "Brevet" de Cadete-do-Ar, que mandei banhar a ouro; meu cavalo manga-larga, KING, companheiro de romarias, que pacientemente me carrega às costas, sem de nada reclamar, levando-me a passeio, em contato com a natureza, sentindo o cheiro do capim, olhando a pujança das matas em redor das trilhas que passamos. Será que isto é perder tempo ou isto é a vida? Acredito em que, graças a essa "velharia" que mantenho, uso, cultuo e respeito, sinto-me um ser humano que convive em harmonia com seu meio, sabendo respeitar o que a natureza propicia, tentando ensinar aos descendentes que, quando se urina na cama em que se dorme, seguramente, na noite seguinte dormir-se-á na cama urinada; quando se destrói o meio em que se vive, tem-se de viver em local inóspito; quando se isola em torno de si mesmo, o futuro será a solidão! É preciso saber viver hoje, sem esquecer ontem e preparado para o amanhã, não temer a velhice, viver cada tempo conforme a idade que se tem, usar a experiência para saber aceitar o que a vida nos apresenta a cada dia, entendendo que só se leva da vida, a vida que se levou.... nada mais ! Valeu !
57-71, Sucupira
Prezado Sucupira,
É um prazer vê-lo de volta às páginas de O CON*DOR, sobretudo, com uma matéria tão eclética e interessante. Mas isso não é suficiente. Você precisa voltar a comparecer aos eventos da Turma. Estamos todos com muita saudade. Já disseram que você está levando muito a sério essa história de voltar a ser criança nos nossos encontros e resolveu brincar de esconde-esconde. A numeração de O CON*DOR foi corrigida, já na edição de Fev/Mar e o artigo sobre a Representação da Turma está sendo republicado neste número, para corrigir o seu telefone. Obrigado pelas erratas.
Redação
VISITE A NOSSA HP Ficou mais fácil visitar a nossa homepage. Não é mais necessário digitar agatetepês, dáblius-dáblius-dáblius, geocities, hangares ou números complicados. Graças à eficiência do nosso Webmaster, Basta digitar:57bq.cjb.net
Mais nada. Agora é só navegar!
TURMA QUASE PERFEITA Teve o Excelso Criador
Uma rara inspiração:
Reunir em nossa turma
Meninos ontem,
Amigos hoje, irmãos.
Quem dera, pudesse o mundo
Um pouco conosco aprender a
Amar, confiar e crer.
Seremos fortes unidos,
Enquanto a gente viver.
Passado, sempre presente,
Esperança no porvir,
Rendemos graças a Deus,
Fé nos trouxe até aqui.
E hoje, sempre reunidos,
Irmanados em comunhão,
Trazemos mensagem ao mundo:
Amor, amizade, perdão. Tentamos reduzir o número de representantes da Turma, mas não conseguimos. Graças a Deus, há muitos voluntários para a gratificante missão. Atualmente, a Turma 57-BQ / Aspirantes 62 é representada pelos seguintes integrantes:
57-137, Elson Epílogo
NOITE DE AGOSTO Muito interessante a narrativa do Horta sobre o VI dos intrépidos 57-77 e 57-78 em uma fria noite de agosto de 1958. Podemos imaginar como se desenvolveram as cenas cinematográficas da aventura dos nossos astros, a partir do momento em que pularam o muro da Escola. Seriam heróis não tivessem sido "capturados" pelo Oficial-de-Dia. Na narrativa dessa aventura, faltou o epílogo, que trazemos à memória dos que lá estavam, mais precisamente na formatura para o café da manhã do dia seguinte. O Tenente Sinópio, após emocionado discurso de que uma desgraça poderia ter ocorrido, se não tivesse agido com prudência e profissionalismo, ..., blá, blá, blá (auto-elogio), apresentou o Horta e o Teixeira no topo da escada de acesso às salas de aula. Estavam de uniforme, com o casaco paisano nas mãos, como foram apanhados na noite anterior. Nesse "filme", nossos amigos não se consagraram como heróis, mas revelaram muita coragem e raro talento para humorismo. A cena final foi muito engraçada. Pena que não pudéssemos rir abertamente, para não irmos todos "em cana", pela falta grave de "mexer em forma".
57-47, João Carlos
REPRESENTAÇÃO DA TURMA (Republicação) * Coordenadores
Rio de Janeiro: 57-40, João Carlos - Tel (021) 393-5726 Brasília: 57-22, Raposo - Tel (061) 364-1715
São Paulo: 57-71, Sucupira - Tel (011) 7806-1045
Região Norte: 57-57, Pöllhuber - Tel (092) 633-1893
Região Sul: 57-171, Schneider - Tel (051) 330-8530 * Secretário-Executivo
57-55, Amorim (021) 771-7522 * Tesoureiros
56-86, José Nelson - Tel (021) 220-8112
59-354, Guedes - Tel (021) 393-5947 * Editores de O CON*DOR
57-04, Luís Mauro - Tel (021) 225-1965
57-15, Neves - Tel (021) 552-4601 * Webmaster
57-18, Brasil - Tel. (021) 544-0344 * Organizadores de Eventos
57-09, Pontes - Tel (021) 512-6499
57-24, Reis - Tel (021) 236-6867
58-276, Ivan - Tel (021) 294-9200 Na realização de eventos, apresentam-se outros colaboradores, destacando-se:
57-19, Nicolau (Locutor Oficial) A Redação de O CON*DOR recebeu da AEPCAR, por e-mail, a correspondência que, a seguir, transcrevemos:
56-39, José Maria (Fotógrafo)
57-78, Horta, 57-129, Meira, 57-139, Elson e 58-255, Valmir (Assessores Especiais) Já íamos esquecendo - os sempre presentes 57-75, Granha ; 57-158, Martins França; e o 57-161, Amado, que são "Chefes de Torcida". Em resumo, a Representação de Turma é uma grande "curriola". Mas..., bem diferente: todo mundo pode entrar nela.
MENSAGENS DA AEPCAR O Verde Luxuriante
O verde luxuriante das árvores perfiladas pela encosta... A derradeira alegria das floradas, despedindo-se com as folhas caídas do outono... Lá em baixo, a fuselagem marcante dos aviões espalhados pelo vale, cumprimentando de um lado, o Auditorium e, do outro, o Artarium. Uma panorâmica deslumbrante e suave se descortina aos olhos do observador sereno, acalentado pelos carinhosos raios de um sol romântico e pelo doce canto dos pássaros... O leito deste misterioso vale acolherá os ex-alunos no sábado, 22 de maio de 1999, por ocasião do Churrasco de Confraternização, onde centenas de vozes se farão ouvir em sintonia com a natureza e o espírito da legendária EPCAR...
AEPCAR - A UNIÃO PERPETUA O PASSADO Cinqüentenário da EPCAr Para que as lembranças não se percam, o Photo Studio Lima (032) 331-5340 fará a cobertura fotográfica do Jubileu de Ouro da EPCAR. As fotos tiradas serão expostas e entregues no mesmo dia, ou no dia seguinte, em locais a serem divulgados. Cada foto colorida, no formato 15 x 21 cm, custará R$ 4,00 (quatro reais). Por sua vez, a filmagem em vídeo-tape será feita pela Josemar Vídeo-Produção. A produção será editada de forma não linear, com efeitos especiais e inserção de imagens e trilha sonora. Os interessados em adquirir a fita de vídeo do Cinqüentenário, ao preço de R$ 25,00 (vinte e cinco reais), poderão fazer as encomendas com o Capitão Josemar, pelo telefone (032) 331-7372.
AEPCAR - UM SONHO FORJADO EM MEIO SÉCULO DE TRADIÇÕES
ANIVERSARIANTES JULHO
Dia 02 - 57-41 MELLO PORTELLA.
Dia 11 - 57-219 PIMENTA.
Dia 15 - 57-93 TRAVASSOS.
Dia 19 - 57-86 LUZARDO.
Dia 20 - 57-24 REIS e 57-37 LEANDRO.
Dia 23 - 57-97 GOMES PINTO.
Dia 25 - 56-86 JOSÉ NELSON
Dia 28 - 57-44 MONTERO e 59-359 CONDE FILHO.
Dia 29 - Cad 60-132 ARIEIS.
![]()