O CON*DOR ANO II - NÚMERO 6 - MAI/97
BOLETIM INFORMATIVO DA TURMA 57-BQ / ASPIRANTES 62.
CARAVANA DE BQ -ESCLARECIMENTO.
Afinal, quantos integrantes da Turma 57-BQ compareceram à Festa dos 40 anos? Foram 106, conforme anunciado no coquetel de abertura ou os 101 relacionados no CON*DOR? Na verdade a caravana foi de exatamente 160 pessoas. Cento e um alunos e cinqüenta e nove acompanhantes, nestes incluídos o Coronel Dário e sua esposa, D. Air. A Comissão de Festa chegou a esse resultado com base nas relações de adesão, que incluíam passageiros e hóspedes. Após alguns pequenos ajustes nas diversas relações: para cobrar, para transportar e para hospedar o pessoal, foi fácil... chegar aos números finais. Prestem (bastante) atenção...
QUANTO AO TRANSPORTE:
J Pagaram a cota -parte do ônibus, porém foram de automóvel = 2 ALUNOS;
J Pagou ônibus mas só utilizou no regresso ao Rio ( veio do Nordeste, hospedou-se em Brasília e foi para BQ de avião da FAB) = 1 ALUNO.
J Combinaram a viagem por meios próprios; mas utilizaram o ônibus fretado: um na ida e na volta e o outro somente na volta = 2 ALUNOS.
J Vieram dois companheiros do exterior. Um se incorporou ao grupo do ônibus fretado (ida e volta); o outro estava em algum lugar do mundo a serviço; veio de avião comercial até o Rio ou BH (?), "encarou um galego" até BQ e apareceu na EPCAR de taxi, a tempo de assistir a Turma saindo do cinema, tendo utilizado o ônibus de regresso ao Rio, via Cabangu, saltando em Juiz de Fora; para visitar a mamãe. Tudo isso = 2 ALUNOS.
J Apareceram em BQ e regressaram de avião da FAB até São José dos Campos, sendo que não foram conclusivas as diligências para identificar os meios de transporte na ida: um foi de avião comercial de Porto Alegre até o Rio, onde pegou o ônibus fretado; o outro pegou um ônibus do interior de São Paulo até BQ e chegou à Escola de taxi; o terceiro (foi aquele...), digo, o terceiro, simplesmente, apareceu na Escola; não sabemos se foi a pé, talvez correndo, como gostava de fazer antigamente. Somando e subtraindo distâncias e velocidades dos diversos meios de transporte = 3 ALUNOS.
ENTENDERAM? Agora, pergunta-se: quem sabe a cor do ônibus que aquele tresloucado companheiro pegou, no interior de São Paulo? Se você tivesse prestado atenção...
NOTA: Ocorreram os seguintes imprevistos: no sábado um ônibus fretado enguiçou na saída do hotel para a Escola, entrando em operação um ônibus da FAB, de reserva. Na saída do cinema, constatou-se que o único ônibus fretado estava sem motorista, que retornara ao Hotel para ajudar o motorista a desenguiçar o outro ônibus; um motorista de uma kombi da FAB, devidamente autorizado, "seqüestrou" o ônibus da 1001 para, juntamente com o ônibus da FAB, levar aquele povo todo ao local da missa. No retorno ao Hotel, o ônibus da FAB enguiçou e alguns alunos mais apressados em vestir a camiseta vibradora e colocar outros paramentos para o churrasco ousaram subir algumas ladeiras, mas foram "resgatados", ainda vivos, pelo ônibus da 1001, que havia enguiçado, mas que naquele momento encontrava-se em perfeitas condições operacionais.
QUANTO À HOSPEDAGEM:
J Pagaram integralmente e não compareceram = 4 ALUNOS.
J Deram o sinal mas desistiram = 2 ALUNOS.
J Manifestaram o desejo de comparecer, pagando tudo em Barbacena, mas não apareceram = 3 ALUNOS.
J Pagaram para o casal e apareceram sozinhos = 2 ALUNOS.
J Chegou ao Hotel um dia antes, com a esposa, juntamente com o escalão avançado da Comissão , e solicitou troca de apartamento =. 1 ALUNO.
J Levaram crianças, além das esposas, mas avisaram antes = 2 ALUNOS.
NOTA: Além dos necessários arranjos, previsíveis, ocorreram os seguintes (desarranjos) imprevistos: na sexta-feira, um aluno confirmou, na última hora, que iria sozinho, mas apareceu com a esposa, vindo a ocupar o apartamento destinado aos motoristas da 1001; que foram dormir em lugar incerto e não sabido. Um dos alunos levou a esposa e uma acompanhante adulta, que não pode ficar no apartamento do amistoso casal; e também não quis incomodar os "solteiros", ocupando uma das vagas nos apartamentos deles. Certamente achou que seria imensamente monótono; embora um daqueles estivesse bastante interessado em colaborar. O coordenador Ivan e o Gerente Ivan resolveram o problema, só da acomodação, é óbvio. Um Aluno mineiro (só poderia ser mineiro) apareceu por lá de surpresa, acompanhado da esposa e, como bom pára-quedista e repe, se virou sozinho, atendendo à orientação segura e prestimosa dos repre-sentantes da Turma, responsáveis pela organização da hospedagem.
CONCLUSÕES:
1ª) Após estes "breves" escla-recimentos foi ou não foi fácil concluir que a caravana foi composta de 160 pessoas, sendo 101 os alunos da Turma 57-BQ?
2ª) E assim se demonstrou como é fácil organizar uma festa daquela envergadura, sem terminar gritando pelas ruas: AH! EU TÔ MALUCO! AH! EU TÔ MALUCO! AH! EU TÔ MALUCO! AH! ...
57-40 João Carlos
FELICIDADE NÃO TEM PREÇO
mas dá pra fazer um balanço...
São impagáveis os momentos de felicidade, como aqueles vividos e revividos em Barbacena, na confraternização dos 40 anos da Turma 57-BQ. Entretanto a Comissão de Festas insiste em prestar contas dos recursos movimentados:
RECEITAS: R$ 23.460,00
DESPESAS: R$ 22.139,00
SALDO: R$ 1.321,00
NOTAS EXPLICATIVAS:
1) As receitas são provenientes das adesões, das contribuições para brindes e das vendas de brindes excedentes. Não estão aí incluídas as mensalidades de manutenção.
2) As despesas referem-se a frete de ônibus, hospedagem, coquetel, churrasco, placa comemorativa, presentes, brindes e gratificações.
3) O saldo disponível foi incorporado ao
Fundo da Amizade - Turma 57-BQ.57-40 João Carlos.
VELOCIDADE CRUZEIRO
Eu, o Almir BL e o falecido Batista, o PI, éramos alunos, na fase do vôo avançado, do Tenente Aviador Ribeiro, o Ribeirinho da Fumaça, da Esquadrilha, claro. Saíamos nós para receber instrução e ao término, como sempre, havia um briffing, aquela avaliação do vôo. O grande Ribeirinho dizia, então, com sarcasmo, que estávamos progredindo e que depositava grande esperança nas nossas carreiras de super aviadores... Dizia ele, "animando-nos", que tinha certeza de que nós sabíamos bem qual era a velocidade precisa do vôo de cruzeiro de um T-6, porque em curto espaço de tempo variávamos a velocidade passando de 100 nós para 130 e chegando, a 160 nós. Ele nos achava geniais. O correto é que a velocidade de cruzeiro do T-6 seja de 130 nós devendo ser mantida inalterada. Eu virei Intendente, o BL Engenheiro...
57-159, Bernardini.
CADASTRO GERAL
A Turma está cadastrada em disquete, peça o seu ao Amorim. Pode pedir...
TRÊS EM UM
58-258, Cubas.
Logo depois do carnaval que passou, o meu porteiro, comemorando a vitória da Escola de Samba Campeã, encarnou em mim: Sabe qual é a diferença, doutor? A minha Escola tem o Joãozinho Trinta. Respondi, saudoso: A minha tem o Joãozinho Quarenta. Desde então ele só me olha de longe e de esguelha...
Q Q Q
Para ir a BQ eu tive que desmarcar várias consultas. A uma cliente japonesa dei detalhada explicação sobre a importância da reunião da minha turma da Força Aérea. A cliente compreendeu e lamentou: Meu marido também adoraria fazer uma reunião dessas com a turma dele. Por que não faz, perguntei. Eles eram kamikases...
Q Q Q
Esse encontro com a Turma Quase Perfeita foi determinante para mim. Observando o estado geral da tropa, que não é mau, (não obstante o desgaste imposto pelo tempo), resolvi mudar de especialidade médica. Para tornar-me mais útil aos queridos companheiros vou passar a ser PROTOLOGISTA; e mais, vou abrir uma clínica de exames que vai se chamar - TOQUE E ARREMETIDA.
Q Q Q
NOTA DO REVISOR:
"Sugerimos GERIATRIA. É mais simpático e útil."
57-04, Luis Mauro.
ANIVERSARIANTES DE JUNHO:
Parabéns da Turma inteira para:
Dia 5
Bhering, 57-64.Dia 7
Amado, 57-161.Dia 24
João Ribeiro, 57-25.Dia 25
Noleto, 56-148.Dia 27
Moraes Rego, 57-51.Dia 29
Fulman, 57-141.Dia 29
Real, 57-60.FUNDO DA AMIZADE
O Guedes e o Zé Nelson continuam Tesoureiros... e aguardam as mensalidades de 97. Lembram? São apenas R$ 30,00 por semestre. Banco
Real Agência 0838-9 c/c 9719054-5, ENY DA SILVA GUEDES e/ou JOSÉ NELSON MONTEIRO VIEIRA.
Este José, "colado" do Drummond de Andrade, poderia ser o nosso José Nelson ou o José Maria Mikimba ou qualquer de nós, os componentes desta poderosa Turma 57-BQ, a Turma Quase Perfeita.
"E AGORA JOSÉ?" E agora Turma?
A festa acabou,
todo mundo voltou,
um e outro sumiu.
E agora José?
E agora, você?
Você que faltou,
que se esqueceu de nós;
que lê o CON*DOR,
que reclama e protesta.
E agora?
Esperar mais dez anos;
reunir todo dia;
ficar só relembrando,
vendo fotografia?
E agora?
Vestido com a camiseta,
o boné na cabeça, o caneco na mão.
Você quer tomar cerveja;
mas cerveja engorda.
E agora?
Encolha a barriga,
trabalhe a família,
seja idealista.
Lembre-se dos conselhos
do bom Capitão.
Que belo trabalho fez a Comissão!
E agora João? E agora Amorim?
E agora Ivan? E agora Luis Mauro?
Zé Nelson, e agora?
Já viu São João;
já viu Cabangu;
bebeu da água boa
de Santos Dumont.
E agora?
Sem cinema Apolo,
sem Casa Amarela.
Só a praça do Globo
está no mesmo lugar.
E agora?
Se a gente cantasse
a canção da Escola,
se a gente marchasse,
no pátio da Bandeira,
se a gente voltasse
no tempo e no espaço.
O que você faria, José?
Começava de novo?
Mudava seu rumo?
Trocava de vida?
Subia as ladeiras de pé de moleque?
As ladeira não são mais
de pé de moleque, José.
E AGORA?
57-15, Neves.
Você está lendo o CON*DOR de maio de 1997