O Arouca Barra Clube é uma associação de portugueses e descendentes, freqüentada por um ilustre representante do segmento lusitano de nossa família bequeana – o Edson Campos dos Reis. Bastou o Reis comentar sobre a Turma 57-BQ com os diretores do Clube, e logo se apressaram em convidar seus integrantes para um almoço dançante, sugerindo o último domingo do mês (29 de abril), quando seriam realizados os sorteios de um automóvel, uma viagem a Portugal, uma TV em cores, um vídeo cassete, além de um leilão de brindes oferecidos pelos sócios. O evento foi incluído na Programação de Passeios e Encontros da Turma, sendo o primeiro, nesse ano de 2001.
DOMINGUEIRA DANÇANTE NO AROUCA BARRA CLUBE
O galhardete do Arouca Barra Clube
"É uma casa portuguesa, com certeza". Compareceram ao evento vinte e quatro companheiros e familiares, recebidos com fidalguia. Em pouco tempo, todos entraram no clima de uma festa portuguesa, muito alegre, com bufê farto e variado, um conjunto sensacional e dois excelentes cantores, animando o salão. Embora o conjunto tivesse o nome de Canoas do Tejo, tocou músicas nacionais e estrangeiras, entre estas, uma ou outra portuguesa. O dia era de música para todos dançarem, e não houve apresentação de grupos de dança tradicionais. Em certo momento, o Diretor Social e Secretário do Clube, Sr. Francisco Coelho de Matos, o "Chiquinho", circulou pelas mesas da 57-BQ, cumprimentou a todos e indagou se estávamos satisfeitos.
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O "garotão" Land exibe a Playboy da Luma.O Land, que deixou para almoçar mais tarde, reclamou de que a salada de bacalhau havia acabado. O anfitrião disse-lhe que o Reis havia "comentado" com ele que a nossa Turma não gosta de bacalhau, mas que, mesmo assim, iria mandar preparar uma bacalhoada especial, para os amigos da Aeronáutica (grande tirada!). Em seguida, o Presidente do Clube, Sr. César Soares, chamou ao palco o Coronel Edson Campos dos Reis e fez uma saudação à Turma 57-BQ / Aspirantes 62, oferecendo ao nosso muito digno colega o galhardete da Entidade, com o tradicional brasão da família Arouca.
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O "Patrício" Reis exibe, orgulhoso, o galhardete do Arouca.Nos agradecimentos, o Reis falou sobre a satisfação dos companheiros, em participar daquela grande festa de confraternização. Foi muito aplaudido, mas acrescentou: permita-me vaticinar que o carro e a viagem a Portugal vão sair para meus colegas de Turma (não foi aplaudido, mas também não foi vaiado). Vieram os sorteios e o leilão. Ninguém do salão foi contemplado, pois a venda de cupons não se limitou aos presentes àquele almoço. Finalmente, foram chamados para perto do palco os aniversariantes do mês, entre os quais a filha do Cardoso, Adriana (com o noivo a tiracolo), tendo direito a parabéns para você e um grande bolo confeitado.
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A "prova" do bom vinho português.Foi muito agradável a primeira atividade da Turma, a Domingueira Dançante do Arouca Barra Clube. E o encontro saiu muito em conta - R$ 15,00 por pessoa, acrescidos de: rateio de cervejas e refrigerantes - R$ 15,00; sobremesa (doces portugueses) - R$ 2,50 a unidade; vinho periquita - R$ 22,00 a garrafa; sorteio de automóveis e demais bens, - R$ 10,00 o cupom. Parabéns, "Patrício" Reis, pelo sucesso na coordenação do evento.
É uma casa portuguesa com certeza, O Arouca Barra Clube também abriu aos componentes da Turma 57-BQ / Aspirantes 62 a sua sede para as festas comemorativas do Clube, para os almoços normais dos domingos (adultos - R$ 10,00, crianças - R$ 5,00, sem bebidas), para a procurada Noite de Fados, acompanhada de bacalhau assado (R$ 30,00) e para o tradicional cozido das quintas-feiras.É, com certeza, uma casa portuguesa.
FELIZ ANIVERSÁRIO!
OS SESSENTA ANOS DO BRITO
Mauro Sergio Pereira de Brito, o nosso companheiro Brito (57-46), nasceu no Rio de Janeiro em 29 de dezembro de 1940. Esteve conosco, na EPCAr, prosseguindo até o 1º Ano Aviador, e nunca se desligou dos companheiros da 57-BQ. É assíduo freqüentador das reuniões da Turma nas terceiras terças-feiras, participando também de outros eventos, quando seus negócios permitem o afastamento. Para comemorar os sessenta anos, o advogado, economista e empresário, Mauro Brito, organizou uma linda festa em sua belíssima residência, na Barra da Tijuca. Os seus convidados foram os parentes e os companheiros da Quase Perfeita. As mesas foram distribuídas no jardim, às margens da piscina. A noite estava linda e a temperatura agradável, favorecendo o clima de confraternização que contagiou a todos os presentes. Depois de um coquetel com bebidas das melhores procedências e finas iguarias, foi servido o jantar no salão nobre da casa. E que jantar! Para abrilhantar a festa, foi convidado um consagrado pianista, Luiz Carlos Vinhas.
Essa maravilhosa reunião de velhos amigos teve ainda o mérito de, com o seu pioneirismo, abrir caminho para que outros companheiros também comemorassem, em alto estilo, os seus sessenta anos. Na época, a Redação de O Con*dor planejou publicar uma reportagem para cobrir o memorável evento, mas as fotos tiradas pelo fotógrafo da Turma nunca chegaram às nossas mãos. Com o passar do tempo, a matéria perdeu a oportunidade, e, desde então, aguardávamos o melhor momento para reparar essa falha, o que, finalmente, veio a acontecer com esta matéria. Esperamos que os nossos leitores apreciem a reportagem, mesmo sem as fotografias.
Parabéns, Brito. Até o próximo aniversário.
O ANIVERSÁRIO PIROTÉCNICO DO FULLMANN
Ampla cobertura jornalística foi dada, pelo O Con*dor, à comemoração de aniversário do Claudiney Fullmann (57-141), ao completar 60 anos de uma vida repleta de realizações. Foi uma festa bem preparada, alegre, "bacana", que o Ney dedicou aos pais, aos familiares e aos amigos incorporados desde o grupo escolar. O encontro ocorreu no dia 29 de junho de 2000, em Campos de Jordão, e dele participaram muitos colegas da EPCAr.
Deixando de lado idéias ultrapassadas como: "aniversário é festa de criança", "homem não precisa comemorar aniversário", "depois de velho, é melhor não lembrar da idade", o nosso Ney inovou com uma festa mágica que teve, além de jantar e bolo, "show" de músicas e danças típicas dos povos que lhe deram origem, queima de fogos, distribuição de brindes e, sobretudo, muita confraternização. Recomendamos, com ênfase, a releitura da reportagem completa na edição de Julho de 2000 de O Con*dor.
ERA UMA VEZ UM MENINO CHAMADO CUBAS
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O aniversário do Cubas...No dia 18 de março deste ano, o Danilo Cubas ( 58-258) completou 61 anos de idade e resolveu comemorá-los com os parentes e amigos, oferecendo-lhes um churrasco, na Sede Campestre do Clube da Aeronáutica. Escolheu o local para ficar bem perto do ultraleve em que faz treinamento terapêutico para curar-se da Aerofilia (vibração excessiva por aviação). Aliás, o que não faltou foram os rasantes sobre a sua churrasqueira que os seus companheiros e instrutores de vôo insistiam em fazer. E, em certo momento, o nosso anfitrião pareceu reconhecer um dos pilotos. "Olha o Danilo Maluco aí, gente!". Parece que o Danilo (Cad. 60-124) tentou uma maneira pouco discreta de comparecer incógnito às reuniões da Turma. Não deu certo. Mas continuamos a aguardar o seu comparecimento explícito.
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...na Sede Campestre do C. Aer.Na edição de O Con*dor de Jan-Fev/2001, foi publicado um artigo do companheiro Cubas, sobre essa grande paixão que é voar. Nele comentou sobre a homenagem que a Turma lhe prestou, a entega da miniatura do espadim, justamente, naquele dia de festa. Em matéria ao lado do artigo, foram publicados alguns dados biográficos do companheiro e amigo Dr. Danilo Eduardo Pinheiro Cubas. Sobre o churrasco, temos a registrar que sentíamos falta daquele espaço tão agradável, há muito não freqüentado pela Quase Perfeita. Cubas, obrigado pelo convite. Saúde!
FESTA SEM RATEIO – FELIZ ANIVERSÁRIO, JOÃO
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Panorâmica do aniversário do João Carlos.João Carlos Fernandes Cardoso, o Aluno 57-40, João Carlos, que é bom de fazer cálculo de cabeça para o rateio de despesas, em boa hora, convidou os seus colegas da Representação da Turma para comemorar seus 62 anos. Foi logo avisando que, desta vez, a festa não seria "por adesão" (para aceitar o convite, mas pagando a despesa). Aconteceu no dia 7 de abril. Foi um almoço com pratos preparados pela Lêda, sua companheira de 32 anos, que sabe tudo de cozinha (ensinamentos transmitidos pela sua mãe portuguesa). O João montou um bar com auto-serviço à entrada da sala, deixando o "bandão" de homens do lado de fora, num pequeno terraço "embutido" nas plantas. As senhoras ficaram na sala, portas e janelas bem abertas para melhor controlar os seus respectivos.
Alguém disse que a casa dos anfitriões parecia "casinha de boneca". É uma construção rústica, pequena e aconchegante, com um belo "flamboyant" na frente, além de muitas outras plantas ornamentais. Naquele terreno, todo o espaço foi aproveitado. Nos fundos, foi construída uma piscina elevada, da qual sai uma passarela ligando a borda ao segundo andar da casa (somente meio andar, não vista da rua). Pelo lado de fora, pode-se visualizar, nesse segundo pavimento, não visitado, uma espécie de salão de artes. Piano, teclado, acordeon estavam por lá, misturados com telas pintadas pela Lêda. Prometeram franquear o espaço em uma próxima oportunidade, quando acabarem com a bagunça (palavras deles).
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A casa do João e suas plantas ornamentaisEnquanto o almoço era preparado, "rolou" uísque e cerveja (o vinho ficou desprezado), acompanhados de salgadinhos simples. Lá vai a "dica": queijo minas com azeite e orégano; tabletinhos de presunto, azeitonas, picles. A única fritura foi lingüiça fina da Sadia, em pequenos rolinhos. Aí veio a explicação: nada de empanados, biscoitos com pasta, bolinhos, canapés, que, além de tomar o tempo da cozinheira, tiram a fome das pessoas, que não irão apreciar o almoço. O João estava certo nessa teoria. E a Lêda é merecedora dos elogios do marido. Que comida deliciosa! (não permitida a divulgação do cardápio).
No final da tarde, foi instalado um teclado no terraço, o que possibilitou a descoberta de mais um artista na Turma – o Amorim. Apareceu, também, um violão bem desafinado, com a capa toda empoeirada pela constante falta de uso, o que dificultou os arranjos do José Nelson. Foi uma tarde muitíssimo agradável. "Obrigado amigos. Estamos à disposição, para outros eventos dessa natureza, quem sabe no salão de artes ligado com a piscina". Era assim que o João Carlos se dirigia aos companheiros, quando, ao fim do dia, mesmo querendo permanecer, despediam-se para retornarem às suas casas.
I SESSANTA ANNI DA LUIGI
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Alegria!Luiz Bernandini também rompeu a barreira de 60 anos. Foi no dia 15 de abril de 2001. Para comemorar seu aniversário, reuniu toda a família italiana, liderada pela Mamma Raimonda. Entre os amigos, muitos bequeanos de todas as descendências. A festa foi na área de lazer de seu condomínio, na Barra da Tijuca. Para assar as carnes, foi contratado um churrasqueiro gaúcho, todo vestido a caráter. Serviram as mesas rapazes e moças jovens com aspecto muito saudável. As moças eram muito bonitas e provocaram as seguintes reações nos solteiros da Turma:
O Land "mexeu em forma", "ciscou muito" e disse muitas bobagens (como sempre). O Luís Mauro insistiu junto ao Dr. Danilo Cubas para que lhe receitasse uma das moças, duas vezes ao dia (cuidado com a "overdose"!).
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O Bené discursa e ninguém ouve.O Bené ganhou muitas garrafas de uísque, presente que ele mais adora. Alguém lhe pregou uma peça, levando um cinto e um cachecol (como usá-los?). Quando chegava um colega da Turma 57-BQ, ele levava à presença da Mamma e dizia, por exemplo: "Lembra do Zé Nelson? Não saía lá de casa junto com o Luzardo. Ela ficava em dúvida, mas se alegrava ao saber que o José Nelson era amigo do Luzardo. E indagava: Como vai o Luzardo? Nunca vimos o "safo" do Zé "tão em altas" para responder a uma pergunta.
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O Zé Nelson abocanha o microfone na festa do Bené.Lá pelas tantas, apareceram uns artistas para instalar o som e tocar músicas para dançar. O líder do grupo era o cantor, um tremendo intérprete de músicas nacionais e internacionais. Começou abrindo com Unforgetable... Foi muito aplaudido e ouviu-se uma voz dizendo: "De onde saiu esse cara? Sensacional!". Depois, o cantor atendeu a pedidos.
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- O Bené e alguns de seus milhões de amigosUma senhora amiga da família do Bené, para animar o baile, tirava os homens distraídos para dançar (as mulheres destes não a consideraram muito amiga). Deu para perceber que alguns cavalheiros tentavam "pular fora", mas os distraídos ou encurralados "sífu". Como dançava mal a intrometida! Luigi, se ela for sua parenta de verdade (não vale, por afinidade), a gente muda tudo que foi dito. Se for só amiga, fica como está. Desculpe-nos a brincadeira, Bené. É para alegrar mais a sua vida, que sabemos bem vivida, com muito trabalho em todas as Unidades em que serviu na ativa, e, ainda hoje, no SIVAM. Sabemos que, com seu jeito alegre, você conquista todas as pessoas à sua volta, e, num ambiente fraterno, mobiliza-as para os objetivos da Instituição. Parabéns pelo seu sucesso profissional e familiar. Gratos por sua amizade.
BRONQUINHA? EU?! Injustiça!!!
Havia um tempo em que era gratificante ser um dos representantes da Turma 57-BQ / Aspirantes 62. E porque não dizer: apaixonante! Como é de conhecimento geral, cumpre à Representação promover a saudável confraternização dos integrantes da Turma. Para tanto, um trabalho contínuo é feito discretamente. Procura-se estabelecer um planejamento e uma coordenação de ações em busca da integração de pessoas e de idéias. E, principalmente, de IDEAIS. Mas nem tudo é perfeito. Divergências ocorrem sobre a validade de determinadas ações, ou, simplesmente, sobre a forma de sua execução. Quanto a mim, pelo longo tempo de constante exposição nas funções de Coordenador, tenho sido alvo de incompreensões, antes pequenas e esporádicas, agora pesadas e freqüentes. As divergências estão descambando para a discórdia, particularmente, entre os Representantes, talvez pelo estresse de alguns, ou talvez pelo temor de outros em inovar e arriscar, preferindo a comodidade do óbvio (ver artigo intitulado Em Obras, na edição de Mai-Jun/99). Até os companheiros tradicionalmente moderadores estão extrapolando surpreendentemente. Pensava eu que as incompreensões fossem episódicas e passageiras, pois tudo passa na vida. Confesso que, com meu temperamento de ariano, às vezes apelo para uma "bronquinha" para tentar resolver algum problema (geralmente dos outros). Lembro-me de um "lance" que tive com o Montero (57-44), no regresso de Barbacena, do encontro dos 40 anos. Sendo eu o guia do ônibus do circuito por São João Del Rey, "fiz uma vaquinha" para comprar duas garrafas de uísque, refrigerantes e gelo. Uma das garrafas, em poder do Montero, foi zerada nos primeiros 50km de viagem. Já pegava a segunda ampola, quando fiz uma intervenção para que também fossem servidos os demais companheiros que contribuíram e para que o uísque durasse até o final da viagem - ou quase. O Montero, com palavras desconexas, "falou um monte de bobagens". Aí "engrossei", e sua esposa se apavorou, achando que eu iria dar uma garrafada na cabeça do marido. Até que me ocorreu pela cabeça essa idéia, mas ele é careca e o uísque custou caro. Para ver como "as coisas passam", na reunião mensal seguinte, o Montero foi o primeiro colega com quem falei. Beijei sua careca, como prova de amizade.
Com o Padrão, também, perdi a paciência. Carinhosamente chamado de maluco-beleza (não por mim), ele é o maior "peixe" do José Nelson e do Land. É emocionante ver os dois ouvindo suas aventuras, suportando as gozações e respondendo a perguntas e mais perguntas. Ao Land perguntou se voava avião a jato, se conheceu todos os Estados do Brasil e se já viajou para o exterior O Land respondeu que a FAB lhe deu a oportunidade de voar muito e conhecer muitos lugares. Fui testemunha de que o famoso "gepesista" não esnobou (foi generoso), nem mesmo lhe disse que funções exercera ao longo da carreira: Piloto da Fumaça, Oficial-de-Gabinete do Ministro (Assessor Parlamentar), Checador do DAC, voando pela Aviação Comercial. O Assis Brasil já foi a "bola da vez" (leia-se o "pele da vez"). Agora ele, o Padrão, está ensaiando para cima do Seixas. O Neves, o Luís Mauro e eu mesmo fomos tripudiados pelo nosso escritor revelação de O Con*dor e deixamos passar os artigos para publicação sem oposição. A meu respeito o Padrão disse: "O 57-40 é o maior bronquinha da nossa turma. Dá bronca até na própria sombra"; e muito mais. Esqueceu de falar de outras coisas que teria feito por ele, inclusive atender a uma ligação à meia-noite e meia, para conversar, em um dia, ou melhor, em uma noite em que estava carente. Uma coisa eu não pude ainda fazer por ele, juntamente com o Brasil e Reis: obter uma aposentadoria digna: a metade da pensão deixada por seu pai, falecido no posto de capitão, pensão esta acumulável com seus atuais proventos, já que foi aposentado por enfermidade que assegura essa possibilidade. Advogado nos circuitos, legislação à mão, reunião de documentos, tudo a depender da assinatura de sua filha em documento hábil. O Padrão mora em Campo Grande e a filha em Pedra de Guaratiba (que pertence aos domínios de Campo Grande). Quando indagado se procurou sua filha, dois meses depois do momento em que "caímos em campo", disse que "ainda não, por não ter dinheiro para o ônibus" (é mole?). Reação minha: dei-lhe uma tremenda "bronca", tentando chamá-lo à realidade. Deixo a julgamento de todos os companheiros, se a atitude foi válida. Eu mesmo tenho dúvidas, mas penso que foi "a coisa certa que não deu certo".
Sobre esse tema interessante, o Cardoso compôs uma música, cuja letra começa assim: "João, aqui todo mundo é igual, eu sei que um piti é normal... Há sempre um merecedor". Isto foi por conta de uma "aloprada" que dei em certo encontro da Turma, quando tentava transmitir um aviso de interesse geral. Sei que falo baixo e não consegui despertar a atenção dos presentes, a conversar animadamente. Reconheço que a bronca não foi válida. Apesar disso, fui premiado com uma canção do Cardico que muito me agradou. Só isso já legitima a bronca. Mas também levei broncas, sendo as mais pesadas as do Almir e do José Nelson, sem direito a defesa. O Almir já me perdoou, e sempre me trata com muita consideração. O José Nelson, não sei não. Ultimamente... (Deixa pra lá). Então vamos "computar" com a ajuda do Duncan, o meu "engenheiro de defesa". Em cinco anos, integrando a Representação, registramos três broncas dadas. Deduzindo as duas recebidas (do BL e do Zé), temos o seguinte resultado: 3-2=1 bronca líquida e certa. Considerando o tempo de "exposição com a respectiva na janela", temos 1÷5=0,20 bronca anual (no singular, por ser o resultado menor do que a unidade). Resposta ao problema: O "bronquinha" não merece nem o diminutivo, porquanto comete apenas 0,20 bronca anual, valor desprezível.
CQD.
57-40, João Carlos
HISTÓRIA E TRADIÇÃO Inspirados na intensa vibração do nosso Maj-Brig-do-Ar Antônio dos Santos Seixas que, na sua cerimônia de despedida do Serviço Ativo, "puxou" a canção Bandeirantes do Ar e o Hino dos Aviadores Brasileiros, decidimos criar, em O Con*dor, um espaço intitulado "História e Tradição", para enaltecermos fatos e feitos de nossa querida Turma, de nossa eterna Força Aérea e de nossa amada Pátria. Começaremos com um estudo da letra do Hino Nacional Brasileiro, transcrevendo inicialmente um artigo de A. A. ASSIS e depois um artigo enviado o pelo Luzardo, ainda sobre o mesmo tema, transcrito no Diário do Nordeste,.
A LETRA DO HINO NACIONAL BRASILEIRO
(Artigo de A. A. Assis, publicado em O Mocibras,
nº 01, Janeiro/Fevereiro, Ano XXI - 2001)
Hino Nacional Brasileiro
Música de Manuel Francisco da Silva de Menezes Letra de Joaquim Osório Duque Estrada Adaptação vocal de Alberto Nepomuceno
I
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante, E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó Liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido De amor e de esperança à terra desce, Se em teu formoso céu, risonho e límpido, A imagem do Cruzeiro resplandece!
Gigante pela própria natureza És belo, és forte, impávido colosso E o teu futuro espelha essa grandeza,
Terra adorada. Entre outras mil, És tu, Brasil, O Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!
II
Deitado eternamente em berço esplêndido, Ao som do mar e à luz do céu profundo, Fulguras, ó Brasil, florão da América, Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra mais garrida Teus risonhos, lindos campos têm mais flores; "Nossos bosques têm mais vida", "Nossa vida" no teu seio "mais amores".
Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo O lábaro que ostentas estrelado, E diga o verde-louro dessa flâmula: — Paz no futuro e, glória no passado
Mas, se ergues da justiça a dava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme quem te adora a própria morte,
Terra adorada Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil! Atendendo solicitação de leitores, faremos alguns comentários sobre a letra do Hino Nacional brasieileiro. A música foi composta por Francisco Manuel da Silva, em 1831, inicialmente com letra de Ovídio Saraiva de Carvalho. A letra hoje oficialmente adotada é de Osório Duque Estrada, e foi cantada pela primeira vez em público no dia 6 de setembro de 1922, véspera do centenário da Independência do Brasil.
O poema de Osório Duque Estrada apresenta, realmente, alguma dificuldade de compreensão. Vejamos, porém, o que é possível fazer para ajudar. Vale lembrar que o centenário da Independência era motivação muito forte na época, daí iniciar-se o Hino com os célebres versos:
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas/ de um povo heróico o brado retumbante.
Quem estudou análise sintática suou para encontrar aí o sujeito. O recurso é remontar a oração, colocando-a em ordem direta:
"As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico".
Agora ficou mais fácil. Sujeito: as margens plácidas. E margens ouvem?!... Metaforicamente, podem ouvir sim. As margens plácidas (calmas, tranqüilas) do riacho Ipiranga ouviram o brado (o grito) retumbante de um povo heróico (o povo brasileiro, ali representado por Pedro I, que bradou: "Independência ou morte!").
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, / brilhou no céu da Pátria nesse instante.
No momento em que Dom Pedro I proclamou a Independência do Brasil, o sol da liberdade brilhou no céu da Pátria.
Se o penhor dessa igualdade / conseguimos conquistar com braço forte, / em teu seio, ó Liberdade, / desafia o nosso peito a própria morte.
Em outras palavras: se, com braço forte (coragem, determinação), conseguimos colocar-nos em condição de igualdade em relação a Portugal e às demais nações independentes, agora, que somos livres, nosso peito desafia a própria morte.
Ó Pátria amada, / idolatrada (idolatrada no sentido de muito querida), / Salve! Salve!/ Brasil, um sonho intenso, um raio vívido/ de amor e de esperança à terra desce,/ se em teu formoso céu, risonho e límpido,/ a imagem do Cruzeiro resplandece.
Entenda-se: se as estrelas que formam a constelação do Cruzeiro do Sul resplandecem no céu formoso, risonho e límpido do Brasil, desce à terra um sonho intenso, um raio vívido de amor e de esperança (como se o poeta visse uma chuva de amor e de esperança derramar-se sobre o país).
Gigante pela própria natureza, / és belo, és forte, impávido (intrépido, sem medo), colosso, / e o teu futuro espelha essa grandeza.
O autor espera que o futuro do Brasil seja tão grande e belo quanto é grande e belo este país.
Terra adorada, / entre outras mil, / és tu, Brasil, / ó Pátria amada!/ Dos filhos deste solo és mãe gentil, / Pátria amada, / Brasil!
Simplificando: o Brasil, a mais querida de todas as terras, é a mãe gentil dos filhos deste solo, isto é, de todos os brasileiros.
Deitado eternamente em berço esplêndido
Esse é o verso mais polêmico do poema de Osório Duque Estrada. Culpa do "deitado" que seria no mínimo injusto caso fosse tomado ao pé da letra. Afinal de contas, o brasileiro não tem nada de preguiçoso. Ao contrário: é um povo que trabalha muito, embora geralmente ganhe pouco. Poesia se faz com metáforas. O que o poeta certamente quis dizer foi que o Brasil se estende sobre um território esplêndido (do verbo esplender, que significa brilhar, resplandecer). Com tantos minerais preciosos, é fácil pensar em brilho. O poeta via o país "deitado" (estendido) em cima de um chão esplendente (resplandecente), um "berço" forrado de ouro, prata, diamante, esmeraldas etc. Ao som do mar (ouvindo a canção das ondas ao longo dos 8 mil quilômetros da costa brasileira), e à luz do céu profundo (embaixo de um céu cheio de luz),
/ fulguras , ó Brasil, florão da América, / iluminado ao sol do Novo Mundo.
"Florão", como está nos dicionários, é um ornato de ouro ou de pedras preciosas, em forma de flor, geralmente aplicado em coroas de reis. O poeta via o Brasil como uma grande e reluzente flor embutida no coração do Novo Mundo (a América).
Do que a terra mais garrida (alegre, bonita, vistosa) / teus risonhos lindos campos tem mais flores, / "nossos bosques têm mais vida, nossa vida", / no teu seio, "mais amores".
Exaltação às belezas naturais do país. O trecho entre aspas, acima, é de Gonçalves Dias.
Ó Pátria amada, / idolatrada, / Salve! Salve!/ Brasil, de amor eterno seja símbolo / o lábaro que ostentas estrelado,/ e diga o verde-louro dessa flâmula/ paz no futuro e glória no passado.
Em ordem direta fica mais fácil: "Brasil, o lábaro estrelado que ostentas (a Bandeira Nacional, com as estrelas que representam os estados) seja símbolo de amor eterno". "E o verde-louro