O CON*DOR Boletim Informativo da Turma 57-BQ/Aspirantes 62
Ano IV - Nº 1 - JAN/FEV 1999
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SÍMBOLOS Na vida, quase tudo é simbólico. E os símbolos nos rodeiam dia e noite. Vêm do passado, impõem-se no presente e querem determinar o futuro. Às vezes, os símbolos parecem uma praga boa; se é que existe isso. No universo riquíssimo das nossas recordações de Barbacena, nos anos 57 e 58 (para os repes, desde 56 e, para alguns pára-quedistas, até 59), símbolos há, de enxurrada. Para cada companheiro, a carga simbólica varia de acordo com a intensidade da emoção despertada, ou reprimida. O Buraco-da-Onça, para alguns, simbolizava a liberdade. Era por ali que ganhavam a linha do trem e, fugindo do estudo obrigatório e da rotina da escola, entregavam-se a deleites nos braços das camofas, ou aos já tão citados saraus lítero-musicais no Centro Cultural Casa Amarela. Já para outros, significava a prisão, pois era, principalmente no Buraco-da-Onça que o Oficial de Dia flagrava os fujões que, depois de tentarem explicar o inexplicável ao Capitão, acabavam inapelavelmente detidos. O Cassino dos Alunos, para os veteranos, era o espaço-símbolo do poder. Lá eles eram semideuses. Jogavam sinuca, fumavam desbragadamente, tomavam porres de Coca-Cola, telefonavam para as garotas, andavam sem bibico e com a gravata para fora da camisa. Já para os bichos, o Casino era o inferno. O melhor era não chegar perto. Lá dentro, os "semideuses" enfurecidos submetiam o bicharal aos mais perversos castigos. A águia branca desenhada em pedras portuguesas, junto ao mastro, no Pátio da Bandeira, era símbolo de amor à FAB. Pisá-la era um sacrilégio imperdoável. O pórtico da Praça de Esportes significava o destemor. Andar por sobre ele, atravessá-lo, era uma demonstração de coragem e macheza bastantes para credenciar, quem o conseguisse, a solar, tão logo, chegando aos Afonsos, encarasse o primeiro avião. A braçadeira preta de feltro, o cinto de guarnição e o coldre de lona, vazio, murcho, sem a arma, do Aluno de Serviço, eram o símbolo da autoridade e do poder militar. Bastava portá-los e sobre nós descia uma carga de responsabilidade e seriedade que mal se vê num general. O Aluno de Serviço com aquele "equipamento bélico" era intocável, inquestionável, a não ser por outro símbolo ainda mais poderoso - o Oficial de Dia, mesmo que fosse o Ten. Seródio, coitado. O trem de aço, o Vera Cruz, tinha "dupla personalidade": quando partia de BQ para o Rio era o símbolo da independência; quando saía da Central do Brasil para BQ era submissão, resignação. Era a saudade apertando o peito e apitando nas curvas. Há, no entanto, ou parece haver, uma unanimidade na semiologia bequeana que o tempo e a distância cuidaram de fazer mais doce e mais nobre: o Cine Appolo - símbolo do afeto epidérmico, descompromissado, símbolo do amasso livre, símbolo da ternura anônima, símbolo de satisfação das carência. O Cine Apollo, hoje, está fechado. É apenas um letreiro velho, na velha rua XV de Novembro. Mas o Appolo não teria a metade da sua carga emotiva, não fosse a presença da sua fiel bilheteira, a ZUZUCA, que só agora, mais de quarenta anos depois, nós descobrimos que tem os olhos azuis. A ZUZUCA faz aniversário no dia 11 de fevereiro. Ela é um símbolo muito forte de BQ e dos anos cinqüenta. Símbolo, sobretudo, de bondade e desprendimento. Para ela, ZUZUCA, a quem nunca demos nada, precisamos oferecer agora um sonoro e uníssono PARABÉNS! Ou dizer: OBRIGADO! Ou pedir desculpas! Sei lá.
Zuzuca
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57-15, Neves.
AUTORIDADES Assume o Comando do IV Comando Aéreo Regional, em São Paulo, o Maj.-Brig.-do-Ar Manoel Carlos Pereira. A solenidade será às 1000 h, do dia 23 Fev 99, no Quartel General do IV COMAR, na Av. D. Pedro I, nº 100, Cambuci, São Paulo, SP. Os compaheiros da Turma Quase Perfeita estão convidados.
REUNIÕES EM BRASÍLIA A tradicional hospitalidade dos companheiros de Brasília, associada ao espírito inventivo da turma quase perfeita, criou uma tradição que o Maj.-Brig.-do-Ar Manoel Carlos , o 57-12, muito bem definiu como: Reunião dos Quase Perfeitos do Planalto Central com um Quase Perfeito de passagem. A primeira reunião foi em novembro do ano passado, com o nosso companheiro Luís Mauro, 57-04, já noticiada na edição Nov/Dez do CON*DOR. Com grande júbilo, noticiamos a segunda, ocorrida no dia 3 de fevereiro. Desta vez, o visitante foi o Schneider, 57-171, paulista radicado na Pampa. O local foi o mesmo, o Carpe Diem, mas a reunião já teve uma duração bem maior. As presenças também aumentaram. Lá estavam, além do homenagiado, o Raposo, o Luiz Ribeiro, o Asvolinsque, o Brival, o Rego, o Euclides, o Valmir e o Manoel Carlos, que se tem destacado como um incansável incentivador da integridade da turma em Brasília. Dadas as características de nossa Capital, essas reuniões, parece, serão uma inspirada solução para estreitar o relacionamento dos membros Turma Quase Perfeita na região. Aos companheiros de Brasília, os cumprimentos da Redação do CON*DOR pela feliz iniciativa.
DIZEM QUE ACONTECEU Digno e distraído componente da Turma, enquanto lia o seu jornal, foi consultado por sua santa esposa: "Uma pesquisa diz que alguns homens preferem mulheres bonitas e outros as preferem inteligentes; qual é a preferência do meu amor?" A resposta veio imediata: "Nem uma, nem outra. Prefiro você." Quem teria sido?
AGRADECIMENTO A Comissão antecipa os agradecimentos ao nosso querido companheiro, Maj.-Brig.-do-Ar Reginaldo dos Santos, Diretor do Cento Técnico Aeroespacial, que convidou a Turma Quase Perfeita para uma visita àquela instituição de excelência científico-tecnológica do País. Essa oportunidade única para a maioria dos componentes da Turma, será, sem dúvida, inesquecível para todos nós.
VISITAS À HOMEPAGE Thiago da Matta - Rio Verde, GO
Gostei muito da HOMEPAGE de vocês. Meu avô fez a EPCar e vive aconselhando-me para ir para lá mas não é muito a minha praia. Era o 57-127, Matta Filho.Valéria - Rio de Janeiro
Meu pai, Mariozinho era dessa Turma! É muito legal saber dessa página! Eu cresci ouvindo suas histórias dessa época. Gostaria de ter estado lá para vê-los em ação! Um abraço para todos. Valéria (filha do Mariozinho = Telmo) byeeeee!Pereira M.C - São Paulo
Aluno: 57-104
Ainda não recebi o número de dezembro do Condor, mas , que ótimo, já o li aqui. Notei que os colegas começam a falar dos netos. Também me tornei avô em julho. Vamos ver se consigo levá-lo a voar. . Um grande abraço para todos.Carlos Mauro Ferreira - Rio de Janeiro
Gostei de ver a nossa pagina na INTERNET. Parabéns!Archimedes - Brasília
Aluno: 58-283
Cadete: 60-046
A apresentação do Con*dor ficou muito boa.... Parabéns à equipe..... O artigo do Brasil está muito bom e também fiquei surpreso com o pequeno número de email dos componentes da turma...O espírito da Vó Medora parece ter "baixado" em alguns .....Valmir - Brasília Aluno: 58-255
Na qualidade de militante de carteirinha da turma 57-BQ, em Brasília, protesto publica e veementemente contra a discriminação de que fui vítima na noite 10 de novembro, quando, segundo o noticioso O CON*DOR, o pessoal se reuniu no Restaurante Carpe Diem, sem me avisar. De tão perto dele que moro, poderia ir e voltar a péAlfredo Severo Luzardo - Fortaleza
Aluno: 57-86
Os anos passam e, ao olhar o passado, agradeço a Deus pela maravilhosa e feliz vida que me deu, e quase toda ela devo à sorte de ter entrado para a FAB, pela EPCAr. Como fui feliz! Tanto profissionalmente como familiarmente! Ah se pudesse voltar no tempo, faria tudo igualzinho! Os mesmos amigos... o mesmo Dário... os mesmos alojamentos, a mesma caça (talvez melhores aviões)... a mesma Turma... o mesmo idealismo... enfim, a mesma vida! E isso tudo começou a se tornar realidade no ia 07/03/57 na Estação da Central do Brasil! Aos meus queridos companheiros da "TURMA PERFEITA" o meu carinhoso e saudoso abraço!Morgan@ - 26/12/98 19:37:06
URL: http://www.geocities.com/wellesley/garden/7863
Email: irma@asatnet.com.br
Cidade: São Bernardo
Commentários:
Adorei a página de vocês.... Quem sabe logo logo esta bruxa também tire um brevê e pare de andar de vassora!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Beijos de luz!!!!Arnaldo Conti - 21/12/98 00:19:28
Email: renaldo@uninet.com.br
Cidade: São Paulo
Aluno: 68-048
Fico feliz em rever coisas de um tempo inesquecível. Obrigado!!!!!Sucupira, GWCA
Cidade: São Paulo
Aluno: 57-71
Cadete: 60-027
Estou muito feliz em ter este novo meio de comunicação entre os "irmãos" da "Turma Quase Perfeita". A nossa amizade, que já existe há 41 anos, bem demonstra a qualidade da formação que a saudosa EPCAr nos deu. Abraços - SucupiraElson Soares Campos
Cidade: Rio de Janeiro
Aluno: 57-139
Parabéns pela beleza da página! Assim dá gosto navegar, ou será voar?!MENEZES
Cidade: Petropolis
Aluno: 58-23
Satisfeito por encontrar os saudosos amigos.Parabens pela linda pagina.Forte abracos para todos.
VISITA AO CENTRO TÉCNICO AEROESPACIAL Continuam abertas as inscrições para a visita ao Centro Técnico Aeroespacial, em São José dos Campos. Para tornar o evento mais palatável às famílias, a Comissão optou por complementá-lo com um passeio a Campos do Jordão.
Contatos para adesão:
Rio de Janeiro: Amorim (021) 771-7522
Brasília: Valmir (061) 266-6476
São Paulo: Sucupira (011) 285-6685. Facilidades:
Ônibus da 1001 com ar condicionado, toalete e bar;
Estacionamento dos carros no DARJ - Av. Brasil n° 5176;
Hotel *** - Parque Hotel Capivari, em Campos do Jordão Adesão por pessoa:
Ônibus no trecho RJ/SJ/CJ/RJ: R$ 40,00 Ônibus em Campos do Jordão: R$ 20,00 Hotel - Diária com 1/2 pensão, (Café colonial e jantar): R$ 45,00 Programação:
Dia
Hora
Evento
12 Mar
0700
Saída do Rio de Janeiro – Darj
1200
Chegada ao CTA– Recepção pelo Diretor
1300
Almoço no CTA
1430
Início da visita ao CTA
1800
Saída para Campos do Jordão
2000
Chegada a Campos do Jordão- Noite livre
13 Mar
1400
Roteiro de ônibus pele Cidade - Restante livre
14 Mar
1300
Regresso ao Rio de Janeiro
O TEMPO DO TEMPO, AINDA. A propósito de seu artigo O Tempo do Tempo, o nosso companheiro Brasil, 57-18, recebeu do Cel.-Av. Joaquim Dário D'Oliveira, a carta abaixo que o CON*DOR publica com a aquiescência do autor e do destinatário. Trata-se de uma preciosidade que, temos certeza, haverá de, não somente, trazer mais luz sobre o assunto enfocado, como, principalmente, haverá de deliciar a quantos de nós tivermos o privilégio de lê-la.
CARO AMIGO BRASIL (não mais aluno 57-18),
Após ter lido, no CON*DOR de Nov/Dez 1998, a sua crônica "0 TEMPO DO TEMPO", quase comprei um computador. Porém, após perguntar-me se eu mesmo estava enquadrado como "Almas Enrugadas", cheguei à conclusão de que tinham direito a uma defesa os assim julgados. Não quero ser advogado da Senhora sua avó, Dona Medora, ou daqueles que nem querem saber se existem computadores. Quero, sim, justificar algumas pessoas que, como eu, acreditam também em outros valores (que não sejam aqueles dos que só crêem no "TEMPO DO TEMPO"). Começaria concordando com a sua primeira "Pérola". Lá em casa quem "mexe" (!) com isso é o meu filho mais novo "(ou)" o meu netinho. A carapuça entrou em minha cabeça, até as orelhas, pois meu neto, de 4 anos, já "mexe" no computador dos pais. Pensando bem, apesar de me sentir orgulhoso da sua precocidade, fico preocupado com que aconteça a ele o que já aconteceu a um sobrinho meu que é considerado um monstro em computação, porque desde os 8 anos, diariamente, fica de 8 a 10 horas "brincando" com o seu computador. Acredito, Brasil, em que a virtude não está em ficarmos com "almas totalmente enrugadas" ou "à margem do progresso e da tecnologia". Acredito, sim, como o Fullman citou no CON*DOR de março 1997, em que "continuaremos a viver apesar da próxima invenção". Acredito em que rapazes e meninos que só viajam pela Internet, como o citado na coluna VISITA À HOMEPAGE, Diogo, de 11 anos, deveriam, também, ler estórias, soltar pipas, jogar bola, passear pelos matos, enfim, viajar por coisas que realmente deixam saudade. Acredito em que os atuais pais ou avós devam insistir, com seus filhos ou netos, em que é tão importante saber usar um computador, quanto admirar as estrelas no céu ou o mar de ressaca. Já imaginou a beleza de olhar nuvens movendo-se, ou gaivotas voando? Embora "eu ainda não tenha computador", tenho a felicidade de ter educado meus filhos de tal maneira que, todos os 4 o possuem. Nunca, porém, permiti que eles me dissessem que não precisavam estudar tabuada, porque já existiam maquininhas de calcular. Acredito em que, talvez, Dona Medora pudesse usar algum equipamento que resolveria o problema de colocar a linha na agulha, mas você já pensou, no quanto se sentia valorizado, ao fazê-lo por ela? Acredito nos ditos de Mc Arthur, porém atualmente mudarei minha expressão do tempo de Capitão. "Explica, mas só justifica, se sua convicção convencer". Brasil, para finalizar, depois que me aposentei, aos 65 anos, você foi a única pessoa que me despertou para o "VIVAMOS O TEMPO DE NOSSO TEMPO!" - ele não passou nem chegou - ele sempre foi, é e será nosso. Por isso, creia, "Um dia eu faço um cursinho e dou uma olhadinha por lá" (talvez um pouco difícil, pois mês que vem, já vou fazer 70 anos).
Um abraço do amigo Dário, que o admira muito, principalmente, pelo incentivo que você vem dando à TURMA QUASE PERFEITA, através da homepage.
Joaquim Dário d'Oliveira (*) (*) - Para nós, ainda e sempre, Capitão Dário (Nota da Redação).
Comandante da Terceira Esquadrilha
"REMI ... FLASH ... ÊNCIAS" Madrugada vadia, sono escasso, redescubro a magia do vinil. Sob a ponta fina da agulha, deslizam suavemente: Elizeth Cardoso, Maysa, Agostinho, Silvinha, Dick, Tito e tantos outros. A ampulheta do tempo reverte, dispara e o passado se faz presente - vejo o Gasparello, dormindo no trem (como dormia feio!); finais de semana, vagando na periferia da cidade; pizza com Hi-Fi, no Gino's; o Mariozinho (Telmo), conduzindo o seu cãozinho invisível; o Amado, fazendo todos chorarem com a beleza da poesia do Marinho; show no colégio de freiras; dois dias de detenção, por não acordar no horário do plantão (pudera, ninguém é de ferro); o Sargento Emílio e suas belas meninas do time de vôlei (garantia de mesa nos bailes). Segunda-época que mais parecia uma colônia de férias, muito bem curtidas e aproveitadas na companhia, sempre constante, de louras... bem geladas e algumas branquinhas... bem quentinhas (só nos demos conta do desperdício quando nos vimos na condição de repes); Casa Amarela; nosso programa radiofônico semanal no Cassino, onde brilhavam a versatilidade do Cardoso e do Duque, associada à arte do Edimir (onde andará?) e do Luiz Ribeiro; futebol no campeonato amador de BQ, defendendo as cores do Independente (fomos campeões, para quem não sabe, com uma defesa da casa, formada pelo 66 - quanta saudade - eu e Jair Bangu). O Torneio Lima Mendes, que me rendeu quase 10 dias de internação, fruto do excesso de "parabéns prá você", durante uma semana inteira (lembra Cardoso?). O acampamento em CAMPOLIDE, lugar paradisíaco (?), descoberto pelo Orlando da Cunha - mais saudade. Hoje somos poucos para rememorar aquelas inesquecíveis aventuras. Serestas atrás do Almoxarifado, convocadas pelo Ten. Vieira, que reunia os violões do Cardoso e do João Batista (turma 58), regadas a "Rabo de Galo", "Amansa Sogra" e outras menos votadas, que eram saboreadas em maravilhosas canecas de alumínio. Era uma parada correr para o alojamento, quando se aproximava a alvorada. Neste instante também se aproxima a alvorada e ouço os versos da ultima melodia: ... se o tempo entendesse de amor, devia parar. E o tempo congelou estas e outras imagens que não se apagarão jamais, pois naquela época, em que éramos jovens, havia muito amor em tudo que fazíamos, embora sem nos darmos conta desse sentimento. E é esse mesmo amor que mantém hoje viva a chama da TURMA QUASE PERFEITA. Quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro. Mas nós somos privilegiados, pois conseguimos encontrar, não um, mas vários amigos.
57-139 Elson
CARNAVAL EM BARBACENA Para a maioria de nós, BQ só existia de março a dezembro. Pouco se sabe da rotina da cidade naquele espaço de tempo que vai do Natal ao Carnaval. Quem andou por lá, nesse período, garante que a velha Barbacena se transformava. Durante as longas férias, as casas ficavam mais iluminadas. Abriam-se as janelas. Moçoilas do mais fino trato, mais elegantes e mais bonitas, deixavam a reclusão imposta pela "tradicional família mineira" e ocupavam os espaços da cidade que lhes eram vedados, por "perigosos", quando os alunos por lá andavam - de março a dezembro. Assim, existem algumas lacunas nas histórias que contamos sobre BQ. Do Natal e do Reveillon não conseguimos nenhum testemunho. A turma que experimentou uma segunda-época e não conseguia concentrar-se nos estudos em suas cidades, "internava-se" em BQ para devorar as sebosas apostilas de Física, Química ou Matemática - as matérias que "derrubavam". Muitos desses, certamente, caíram na folia e nos braços das mineirinhas, mas ninguém da turma da segunda-época quis contar nada. O Furtado, 57-23, chegou a BQ em 1956, acompanhando o pai, Sargento Músico da Aeronáutica, que fora transferido para lá. E por força de residência, e não de repetência, passou alguns carnavais na "cidade das rosas". Embora não seja de muito falar, ele confidenciou:
Eu tinha 16 anos quando vivi o meu primeiro Carnaval em Barbacena. O Carnaval em BQ era parado, de pouca animação. Durante o dia os meninos fantasiavam-se de "clóvis" e passavam o tempo todo batendo, pelas ladeiras, aquelas bolas de bexiga, cheias de ar, amarradas numa vara. À noite os bailes esquentavam nos clubes. O baile do Palace era o mais animado. O cinema transformava-se num luxuoso salão de festas. Eu não freqüentava os clubes. Como carioca, do que eu gostava, mesmo, era do Carnaval de rua. Lembra-me bem que não havia muito entusiasmo. Os homens mais idosos iam para a Rua XV "ver o Carnaval" vestindo paletó. Usavam gravata e chapéu. Coisas das Minas Gerais... Muitas moças fantasiavam-se de gatas. Eram as gatinhas de BQ. Protegidas pelo anonimato que as máscaras lhes conferiam, ficavam um pouco mais desinibidas nas brincadeiras, mas tudo de acordo com as rígidas normas da moral mineira. Uma ou outra gatinha, fugindo a regra, permitia alguma liberdade, sendo a máscara intocável. Neste caso, a gata atraia o eleito com seus miados, não para os telhados, mas para os vãos mais protegidos das ruas transversais e desertas, que favoreciam ronronares e arranhadelas. Tudo isso agora é História de tempos muito bons... Furtado, 57-23
ANIVERSARIANTES:
MARÇO Dia 02 - 57-29 FREITAS e 57-127 MATTA FILHO.
Dia 04 - 58-278 WALDOMIRO.
Dia 06 - 57-07 PANTOJA e 57-170 PESSOA DE MELLO.
Dia 11 - 57-121 OLDACK.
Dia 13 - 57-129 MEIRA.
Dia 14 - 57-167 PENA.
Dia 16 - 56-39 JOSÉ MARIA.
Dia 17 - 57-103 FERREIRA, 57-106 LUIZ DA SILVA e Cad 59-056 MOREIRA.
Dia 18 - 56-32 DALMO e 58-258 CUBAS.
Dia 20 - 57-136 CARDOSO.
Dia 23 - 57-79 TOLEDO.
Dia 25 - 59-349 OLEGÁRIO.
Dia 28 - 57-98 UNGARETTI.
Dia 30 - 58-287 SALATIEL e 59-334 BRIVAL.
ABRIL Dia 01 - 56-101 BRAGA FILHO e 56-124 PEREZ.
Dia 07 - 57-40 JOÃO CARLOS.
Dia 09 - 56-30 LONGUINHO, 57-78 HORTA e 57-142 CONTE.
Dia 10 - 57-75 GRANHA.
Dia 11 - 57-158 MARTINS FRANÇA.
Dia 12 - 59-344 SCHMITT e Cad 60-121 LENCASTRE
Dia 14 - 56-21 BRANDAO.
Dia 15 - 57-11 VIEIRA, 57-69 GIOVENCO e 57-159 BERNARDINI.
Dia 16 - 58-275 CORDENONSI.
Dia 18 - 57-31 TELMO e Cad 60-123 VALPORTO.
Dia 19 - 57-05 SILVEIRA.
Dia 20 - 57-104 PEREIRA e Cad 60-128 BASTOS.
Dia 22 - 59-358 WALDYR.
Dia 24 - 57-134 GODOY.
Dia 26 - 57-115 BLOISE.
Dia 28 - 57-02 PERAZO.
Dia 29 - 57-162 GAVIÃO.
Dia 30 - 56-134 SILVEIRA e 59-343 PERISSÉ.
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