RUMO AOS PAMPAS

Visita aos Companheiros do Sul


Churrasco no CTG-35

Após um ano do convite, depois de muitas broncas e cobranças do Schneider (o paulista infiltrado no Sul) em cima do Luís Mauro, este bateu o martelo junto à Turma, democraticamente: "Sem adiamentos, rumo ao Sul, final de semana de 17 a 19 de novembro de 2000, em Porto Alegre sem mais papo, diálogos e discussões... Já transferimos o evento por três vezes. É agora ou nunca!..." É isso, meu caro amigo, precisamos de você sempre assim!

Embarcamos, sob o comando do "04" e do "40", que providenciaram logisticamente a "Operação Charrua – Rumo aos Pampas", contratando a simpática e eficiente operadora de viagens Poltrona 1. A viagem, pela Transbrasil, foi econômica e o pacote incluía a estada, por 3 dias, no Hotel Alfred Palace, na Metrópole gaúcha. Participaram da viagem: Lêda e João Carlos, Nidia e Luís Mauro, Suzana e Reis, Brasil (o gaúcho carioca) e Gasparello. Fomos recepcionados no hotel, no centro de Porto Alegre, por Schneider e Sarah, Cléver Afonso e Hilda e por Magrinelli e Celina (cearense), Ungaretti e Delfim, aquele carioca que compôs o Rockchild, que nos aguardavam com suas cuias de chimarrão (ah, ah, ah... o frio era de +35º C).


Já começamos alegres...

Início dos trabalhos - A agenda previa, como primeiro evento, um churrasco à noite no Centro de Tradições Gaúchas – 35 - com apresentação típica do folclore gaúcho. A alegria foi geral. Os "famintos cariocas" devoraram "toneladas" de costelas gaúchas e acompanhamentos, regados a um bom vinho tinto da terra, mas, devido ao grande calor, o excelente chope servido também foi uma grande pedida. A confraternização entre os bequeanos de 57, cariocas, gaúchos natos ou naturalizados, paulistas e até cearense (esposa do Magrinelli) foi intensa, sempre com o visual e o som das bonitas danças e canções gauchescas, acompanhadas pelas vozes da veia boêmia da Turma.


O time feminino

Momentos de grandes emoções foram vividos na reunião com as boas recordações trazidas, culminando com o reencontro apoteótico do Brasil com seu irmão Paulo Renato, que estava acompanhado da noiva, Geneci. Os irmãos eram duas crianças sexagenárias ou ...quase... dando uma demonstração natural do carinho e do afeto de quem já não se via há algum tempo, o que a todos contagiou: "Oi turma", gritava emocionado o Brasil, "é o meu irmãozinho", transmitindo a todos os seus outros irmãos da Turma a sua vibração e o seu amor fraterno! ...Valeu, Brasil! Precisamos, sempre, de demonstrações como essa, em nossa jornada de vida.


Iniciam-se os trabalhos

O Clever Afonso, carioca do Engenho de Dentro, ponta esquerda das seleções da EPCAr e EAer, ainda batendo bola nos campos de futebol de Canoas, com seu sotaque de voz , totalmente, mudado, (ei tche) , por 37 anos de Força Aérea Gaúcha, prometia vir em breve a uma reunião da Turma no Rio. Muito papo continuou rolando!... Os artistas foram embora!... A casa fechou!... Eram duas horas da madrugada. E o que sempre acontece no Clube de Aeronáutica, no Rio, também lá se repetiu!... A Turma não queria ir embora!... O papo continuou por mais algum tempo, em frente à Churrascaria. Ao lado, tentadoramente, um forró gaúcho muito movimentado... Ah se tivéssemos alguns meses de idade a menos! Voltamos ao hotel, sobriamente conduzidos pelos anfitriões gaúchos.


Continuam os trabalhos

Sábado, 18 de novembro - Novamente juntos, estávamos às 13 horas, desta vez, para um almoço mais leve no "Gambrinus", um bom restaurante especializado em peixes, no Mercado Municipal. Lá, novamente, bons papos levamos, com o Magrinelli, explanando-nos seus atuais trabalhos, o Ungaretti falando-nos sobre São Leopoldo e o Schneider sobre suas experiências no Sul. Bastante lembrada foi a figura nacionalista e humana do General Assis Brasil, pai do "18", personagem da História do Brasil, que sempre tratou os companheiros de seu filho com grande fidalguia. Uma cantora de MPB, volta e meia, dirigia-se à nossa Turma e nos brindava com sua bela voz. A sua postura simpática e carinhosamente acolhedora estimularam os companheiros presentes que, deixando a timidez de lado, deram uma canja aos demais freqüentadores. Muito sentida foi a ausência dos gaúchos, Marées, Travassos e Pondé, que estavam fora de Porto Alegre naquele fim de semana.


Nossa mesa no Gambrinus, vista do alto, no Mercado Municipal.

Lá pelas 16 horas, terminado o almoço, resolvemos ajudar a digestão com uma incursão pelo centro de Porto Alegre, iniciando com um passeio a pé pelo próprio Mercado Municipal, todo remodelado, revendo-se ainda a rica arquitetura dos prédios antigos do Centro da Cidade. Seguiu-se um percurso pela famosa "RUA DA PRAIA", onde os tradicionais cafés são paradas obrigatórias. De volta ao hotel para descanso, tivemos a noite livre.


A cantora brindou nossa mesa com a sua atenção

Como já estava previsto, no dia seguinte, domingo, dia livre, parte da turma resolveu ir para Gramado (Reis, João Carlos, Luís Mauro, Suzana, Lêda e Nidia), tendo seguido numa "van" fretada. Por sugestão do João e de Lêda, foi feita, no trajeto, uma parada técnica em Nova Petrópolis, cidade serrana onde a influência dos colonos aparece na arquitetura enxaimel e no Parque Aldeia dos Imigrantes, um museu ao ar livre, formado por várias construções da época da imigração alemã, que foram transplantadas da área rural. A cidade também é conhecida pela grande oferta de malhas e couros a preços reduzidos. Chegamos a Gramado por volta das 12 horas. Grande lance do 57-40, "O Velha Base". Com seu jeito de carioca de Santa Cruz, ao chegarmos ao Hotel SERRA AZUL, ele conseguiu "negociar com um bom papo", acomodações de altíssimo luxo, no melhor hotel do Rio Grande do Sul, por preço de hotéis bem simples. Resultado: tivemos a oportunidade de ficar em Gramado em alto estilo, a um custo bem pequeno. Valeu João! Gramado é uma cidade de clima agradável, realçada pelo cuidado paisagístico, muito aconchegante e repleta de parques e lagos.


Igreja de colonos na Aldeia dos Imigrantes, em Nova Petrópolis.

À noite, a "Aldeia de Papai Noel", grande atração turística, já totalmente iluminada para as festividades de Natal, fazia com que a cidade brilhasse muito e mais bela se apresentasse. Durante o passeio pela Cidade, o Reis, preocupado com o horário do ônibus que nos levaria de volta a Porto Alegre, resolveu ir à Rodoviária informar-se. Muito simpático e falante, como sempre, perguntou a um gauchinho de uns quatorze anos que, por nós, passava. "Ô meu filho, onde fica a Rodovária?". "Bah tchê! Fica no final desta rua. É só seguir em frente", respondeu, prestativo, o garoto. Não satisfeito, insistiu o Reis: "É muito longe? Quantos minutos, a pé?" E o jovem gaúcho, do alto de sua sabedoria, sentenciou: "Depende da pessoa, tchê. Eu, novo, levo uns dez minutos. O Senhor... Não sei não!...". (Levou uma hora!).

No regresso ao hotel, D. Lêda, esposa do João, aniversariante do dia, foi brindada com um "Queijos, Chocolates e Vinhos", num dos salões do belíssimo hotel. Enquanto isso, em Porto Alegre, Gasparello e Brasil também se deram bem! Magrinelli e sua esposa os convidaram para que, em sua casa, no bairro Ipanema, à beira do Rio Guaíba, degustassem um autêntico CHURRASCO GAÚCHO. Com início a uma da tarde, o papo lá rolou à beira do "fogo de chão", por mais de 12 horas. Terminaram às horas, e logo recomeçaram com o ARROZ À CARRETEIRO, que foi servido até as duas da manhã do dia seguinte. Deu inveja aos que seguiram para a Serra Gaúcha, mas Magrinelli quer oferecer outro a toda a Turma 57 BQ, em uma próxima oportunidade. É só marcar, TCHÊ!

Quando pensávamos que tudo estava terminado... Lá estava o Schneider esperando, na Rodoviária, a nossa chegada das Serras Gaúchas. Levou-nos, em seguida, para o seu belíssimo apartamento, onde nos serviu, no aconchegante bar, um coquetel farto de iguarias e bebidas finas. De lá, só saímos, já atrasados para o embarque, para sermos levados ao Aeroporto no carro do Schneider, que conosco permaneceu até a decolagem do avião. Em estado de graça com a costumeira fidalguia do Schneider e de todos os anfitriões gaúchos, decolamos de Porto Alegre de volta ao Rio, com a certeza de que embora separados por distâncias, em qualquer lugar que estejamos sempre estaremos irmanados com os mesmos ideais e amizade de outrora. Até breve, queridos gaúchos!


NÓS GOSTAMOS DE VOCÊ E QUEREMOS REVÊ-LO

Venha aos Nossos Encontros!!!!

Caros colegas, ex-alunos da Turma 57-BQ (e pára-quedistas que foram caindo em cima da gente, e repes que afundaram em nossa Turma!). Não reparem no português "manquitolante" deste nosso artigo. Eu não tive como objetivo escrever uma obra de arte literária. Nada disso! Eu coloquei o coração na ponta da caneta (uma BIC zero quilômetro, com todos os acessórios, inclusive farol de milha e ar condicionado de fábrica!) para tentar convencer você a comparecer às nossas reuniões, tanto as de final de ano, quanto aquelas das terceiras terças-feiras de cada mês, no Clube de Aeronáutica! E, primeiramente, vou dizer a vocês: eu (o 57- 42, Padrão, da Terceira Esquadrilha!) fui recebido, tão bem, quando cheguei aqui pela primeira vez, em outubro de 1997 (e, também, nas vezes subseqüentes!) que resolvi adotar essa Turma (a tqp!!!) como minha verdadeira família (não confundir a tqp com a pqp!!!). Ora, bolas!!! Até eu, que sou um paisano "ferrado", o mais ferrado de toda a Turma, sou maravilhosamente bem tratado por todos. Coronéis do interior ("senhores feudais?"), digo, Coronéis da Aeronáutica e brigadeiros de chocolate, digo Brigadeiros idem, que, certamente, são melhores do que eu, porque não haveriam de ser, também, muito bem recebidos por todos nós. Se você não nos vê (e, é claro, também não é visto há muito tempo: 20, 30, 40 ou mais anos!!!) e chegar de repente, você será saudado efusivamente, com aquela frase: "Ô cara, há quanto tempo eu não o via! Como é que vai a sua digníssima pessoa?" É capaz até de o corneteiro do Clube de Aeronáutica executar o "Toque de Visitantes Ilustres" etc., etc., "et cœtera"!!! (Para mim, não tocaram, porque eu não era mesmo ilustre. Aliás, nem o meu sapato foi "ilustrado" naquele dia, pois a graxa lá de casa tinha acabado e eu não pude passar no engraxate. Muito "engraxado"! Digo, muito engraçado... "Né"? Aleluia!!! Aleluia!!! Aleluia!!!... (para quem não sabe, Aleluia quer dizer "cantigas de alergia", digo, Cânticos de Alegria!!! Amém!!!... (que quer dizer "assim seja!!!"). É claro que pode ocorrer de você ter "rejuvenescido" tanto, que o pessoal não o reconheça!!! Para essa situação inusitada, você deverá vir acompanhado de um arauto, que anunciará "seu nome de paz", digo, "seu nome de guelra", digo ainda, seu nome-de-guerra aos quatro ventos!!! Aliás, foi o que aconteceu com um colega nosso, de 56, que ficou "repe" (ele foi tão bem recebido pela turma, que de "repe", ele logo se tornou "HAPPY"!). Portanto, seu idiota (!), o que é que você está fazendo aí parado? Mova-se, mexa-se, "move yourself", "move your skeleton", "move your ass" e compareça a uma das nossa reuniões do Clube!!!! Skeleton, em inglês, quer dizer esqueleto, em português!!! E... esqueleto parado acaba ficando enferrujado (conforme já dizia Krishnamurti!). Já "ass" quer dizer jumento (será jumento, mesmo?!!!!), e jumento, quando empaca, não sai do lugar (quem foi mesmo que disse isso?)

Antes de escrever esse artigo, tentando convencer você, que ainda não veio a nenhuma de nossas reuniões, a fazê-lo, eu havia escrito outro (para O Condor, é claro!), sobre as duas melhores fases da vida (este seria o título do artigo!!). Nele, eu dizia que, salvo exceções, que, por sinal, confirmam a regra, a melhor fase de nossas vidas é aquela que passamos nas escolas, a chamada de "teenagers" ("teen" vem do grego, digo, do gringo, e quer dizer "entre os dez e os vinte anos!). Depois disso, vem uma fase grande, de muito trabalho, de lutas, de preocupações etc, etc, "et cœtera". Muitos ficam nessa fase. Se o cara não "empacotar" antes dos sessenta anos, no entanto, e conseguir chegar a essa idade mágica que se segue, aí então, ele terá chegado a uma nova fase muito boa, que poderá ser um pouco "menos boa" do que a primeira fase citada, mas, em alguns casos, poderá ser até melhor do que ela. Se a sua esposa é legal e não fica no seu pé, exigindo todo o seu tempo só para ela e impedindo que você encontre os seus amigos, você será um "cara bastante feliz"!!! (Isso, se os seus filhos não forem daqueles que jogam os filhos deles nas costas dos avós...). (Eu sempre sonhei em fazer um programa de rádio ou tevê com esse nome: "Avós do Brasil"!!!). Se, porém, ao contrário, a sua mulher for daquelas chatas, que não permitem que o marido encontre com os amigos e que não largam do pé deles, daquelas que ligam para o celular de cinco em cinco minutos, então, aí é que você poderá ser mais feliz ainda). Cada um de vocês deve fazer o seguinte: 1º - Opção 1: Se você é masoquista, fique como está!!! (afinal de contas, masoquista é masoquista, e nós não vamos aconselhar você a ir a um analista, pois esses profissionais podem curar, porém nos arrancam os olhos da cara, como já dizia minha "vó"! E eu acho que é melhor você ser masoquista do que ficar cego! 2º - Opção 2: Se você não for masoquista, você deve desfazer-se imediatamente de sua mulher! Por exemplo, esconda o remédio dela meia hora antes de ela o tomar, preferencialmente, à noite, principalmente, se ela for cardíaca!!! Isso, se você não tiver coragem de largá-la de vez, mandá-la, e seus filhos, e seus netos, literalmente, às favas!!! Trate de você mesmo - trate de ser feliz!!! Eu fui daqueles caras que, durante toda a minha vida, comprava todas as coisas para a minha mulher (quando eram pequenos, também comprava tudo para os meus filhos...) e, se sobrasse algum dinheiro, "depoismente", eu comprava as coisas de que precisava!!!... Para mim, "of course"!!!, digo , é claro. Ora, muitos, ou alguns de vocês, pelo menos, podem ser, ainda, ou terem sido assim como eu fui!!! Agora é a hora! E hoje é o dia de mudar!!! Trate de você, pelo menos uma vez na vida, ou melhor , daqui para diante e venha procurar seus amigos "sexo-age-nários" (escrevi a palavra "etimologicamente"!!! ), que quer dizer: a idade do sexo dos ordinários!". Venha conversar conosco, venha bater papos "homéricos" com seus colegas de juventude e você logo se sentirá, também, voltando à ser jovem, assim como nós!!! Aliás, devo, na verdade, dizer a você que nunca "véio" aos nossos encontros, que eu, o 57-42, o Padrão, da Terceira Esquadrilha, descobri o "elixir da juventude eterna" e estou fazendo uma farta distribuição a todos aqueles que comparecem às nossas reuniões. Quero dizer, com isso, que você e todos aqueles que comparecerem, não mais perecerão e viverão para sempre (basta entrar para a minha religião, que é a religião da sacanagem generalizada!!!..." e ... "Amém!". Amem muito, por sinal! - uns aos outros , é claro! - Atenção! Não me interpretem mal, por favor! "Amarem-se uns aos outros" não quer, necessariamente, dizer "relacionarem-se, sexualmente, uns com os outros"! O mundo está cheio de confusões como esta, por isso, resolvi esclarecê-los e alertá-los! Assim sendo, não exagerem!!! Não radicalizem. Se, porém, restar alguma dúvida, eu estarei lá para orientá-los!!! Por isso, não deixem de comparecer às "nossas reuniões religiosas (ou seria melhor dizer: "religiosamente às nossas reuniões"? Será que " o sentido é o mesmo"?). Alojamento... sentido!!! Alojamento... cobrir!!! (Cobrir o quê ?!). Que confusão dos diabos!... PÔÔÔ !!!... Para finalizar, devo dizer: Se, de todo, você não tiver uma razão mais forte para lá comparecer, eu lhe darei uma insofismável, indubitável, irrecusável!!!... Venha (re)conhecer o Padrão, o 57-42, o seu guru, o seu santo, o seu cristo, o seu salvador, o seu colega, o seu amigo, o "seu cana", o seu "chapa", o seu.... o seu... seu...o seu "fhc", digo... Ô! Seu fdp!!! (fdp quer dizer "fenômeno de proveta"!!!). Fenômeno de proveta é um "cara" assim que nem eu!!! Isto é, é um cara tão perfeito que não pode existir outro igual, nem pode ser reproduzido, por meios naturais! Só fazendo um clone! Na proveta é claro. E por falar em "proveta", porque você, que nunca "véio" (outra vez???) às nossas reuniões, não "aproveta" e vem agora - já na próxima reunião! Só assim você receberá o "elixir da juventude eterna" e viverá feliz para sempre! Quero ver você lá!!!

Assinado:

Aluno 57-42, Padrão, da Terceira Esquadrilha.


CARTA AO ALUNO 57-XXX

Prezado 57-XXX.

Ao ler a carta do Flávio (57-146), publicada no último número (Jul-Ago/2000), lembrei-me de você. Não importa se o seu nome é Duque, Azevedo, Edimir, Gonzalez, Giovenco, Telmo ou Marées. Tão pouco importa se você é carioca, paulista, gaúcho ou arataca. Importa a sua ausência, seu silêncio, a falta de notícias. Desperte o menino de 1957, seus sonhos, suas fantasias. Compartilhe conosco de nossas reuniões ou através das páginas do Con*dor mais de quatro décadas que não podem ser simplesmente apagadas. Não importam mágoas, ressentimentos, revoltas ou frustrações. Certamente, a vida não contemplou de maneira equânime cada um de nós, mas isso também não importa. O que importa é que você existe e jamais deixará de ser Bequeano de 57. Como disse o saudoso Pessoa de Mello: "Quem sabe olhar vê, quem sabe ver, repara". Repare então que apesar de tudo que você sinta, o sol todo dia se levanta e aguarda paciente a chegada da noite; a tempestade vem e a seguir a bonança; a alegria sucede a tristeza e o sorriso faz esquecer a dor, num ciclo imutável da vida. Repare, no fundo do peito, as boas lembranças, as tantas emoções sentidas, os momentos jamais esquecidos. Venha juntar-se a nós para que juntos possamos dizer: "Filho, passei por aí e não esqueci".

Um grande abraço,

57-139, Elson.

Abaixo transcrevemos as matérias a que o nosso companheiro Elson se referiu:


Carta do Flávio

"Pindamonhangaba, 08 de Agosto de 2000.

Prezado amigo 57-55, Amorim.

O menino que, em 1957, ingressou na EPCAR, em Barbacena, creio não ter amadurecido como todos os outros, pois foi esta a sensação que tive ao receber os exemplares do O Con*dor e a fotografia ampliada dos companheiros, no último ano em Barbacena, 1958. A fotografia é o elo inicial de uma história e o jornal O Con*dor é a representação e a demonstração do fim. Digo do fim, pois que, em sua maioria, os alunos da foto já estão na Reserva, após terem galgado os mais altos degraus de suas carreiras com méritos e louvores, e os que não permaneceram na carreira, como eu, creio, também já se estão aposentando. Recebi estas duas pontas de uma só vez, e o espaço de tempo que as separa é tempo demais, e, por ter-me afastado e nunca ter tido o menor contato com qualquer das pessoas que aparecem na foto, comecei a procurar, com avidez, as fisionomias de todos os companheiros daquela época. Só que a minha cabeça, nesse momento, não permitiu que nenhum deles envelhecesse como eu, e ao procurar as informações na noutra ponta, senti ao mesmo tempo as surpresas, alegrias, emoções e o choque profundo ao saber daqueles que já se foram e fizeram a passagem. Para mim, não foi o homem adulto, já realizado, que partiu, mas o menino cheio de sonhos que nos deixou, uma vez que não mais usufruí do prazer de suas companhias ao longo de todos estes anos. Embora já tenha recebido sua correspondência há dois meses, não tinha tido, ainda, a coragem de escrever para agradecer esse contato, nem, tampouco, a coragem para participar da reunião das 3as terças-feiras, no Clube de Aeronáutica, porque, como disse já no começo, com tantas lembranças, embora o tempo tenha passado, covardemente, deixo-me tomar por uma sensação de que não amadureci e rejeito a idéia de sabê-los todos tão idosos como eu. E é, ainda, com um nó na garganta, emocionado por ter sido lembrado e com um grande desconforto no meu peito, oriundo da mistura de todas as emoções de alegria, de ufanismo, de saudade, de orgulho e de tristeza pela perda dos que se foram, que lhe escrevo. Oxalá nosso bom PAI continue a me dar forças e saúde para poder agendar essa "Cervejinha", uma vez por mês, com todos vocês. Ainda emocionado, despeço-me com um grande abraço,

57-146, Flávio."


Reportagem sobre o Pessoa de Mello

"José Amílcar Tavares Pessoa de Mello nasceu em Recife, Pernambuco, no dia 6 de março de 1940 e faleceu, na mesma cidade, aos 60 anos, deixando um legado de muitas realizações. Ingressou na Aeronáutica em 7 de março de 1957 (Aluno 57-170). No 3º ano da Escola Preparatória de Cadetes do Ar, solou a aeronave Fokker T-21, no dia 23 de dezembro de 1959, sendo matriculado no Curso de Formação de Oficiais Aviadores da então Escola de Aeronáutica, em 6 de março de 1960 (Cadete-do-Ar 60-016). Desligado no 3º Ano-Aviador, retornou à Escola, para realizar o Curso de Formação de Oficiais Intendentes, vindo a ser declarado Aspirante-a-Oficial em 22 de dezembro de 1964. Classificado em Recife, sua terra natal, revelou-se excelente administrador nas áreas de material e de finanças. Realizou, por conta própria, o curso de Engenharia Civil. No posto de Capitão, decidiu desligar-se da Força Aérea para se dedicar, integralmente, à nova profissão. Tornou-se, assim, um empresário bem sucedido na área de construção civil. A par de seus inúmeros encargos, sempre encontrava tempo para, também, dedicar-se às artes. Apreciador de música clássica, possuía uma coleção de mais de 3000 cds. Na pintura, organizou preciosa pinacoteca. Mas o mais interessante é que sempre manteve o seu senso de humor, notabilizando-se por suas tiradas com sotaque típico de pernambucano. Lembram-se da figura do aluno de BQ? O jovem com o rosto cheio de espinhas, os dentes separados, os cabelos lisos cortados curtos, espetados, parecendo uma escova? Passava o tempo todo contando piadas em qualquer lugar: no alojamento, após o toque de recolher; no horário de estudo obrigatório; no rancho. Mas era um discípulo muito aplicado, durante as aulas. Conciliava o bom desempenho escolar com o lazer, aproveitando o máximo de sua juventude, aí consideradas as incursões noturnas às cidades (Barbacena, Rio de Janeiro, Recife). Fato curioso foi, nos Afonsos, ter adestrado, como mascote, uma corujinha, que exibia como usualmente se faz com papagaio. Dizia: "Ela não fala. Mas presta uma atenção...". Na reunião dos 20 anos da Turma, em Barbacena, apareceu, já paisano, com uma vasta cabeleira muito bem cuidada. Chegando ao alojamento, gritou bem alto: "Vocês se lembram da minha voz? Continua a mesma, mas os meus cabelos estão maravilhosos!". Na reunião dos 40 anos, com muito entusiasmo e seriedade, fez a saudação aos companheiros na cerimônia de descerramento da placa comemorativa do evento, como bem ilustra a foto. "Passou por aí" foi o título de um texto, de inspiração instantânea, que pronunciou na ocasião e que transcrevemos em parte: "...A materialização de uma expressão freqüentemente utilizada pelo inesquecível Professor Libarato Bittencourt: Filho, passei por aí e não esqueci!. Somente os homens de alma entendem e se sensibilizam com o passado. Durante quatro décadas, jamais esquecemos, por isso somos fortes, somos unidos, somos irmãos... Nossos olhos mostram que ainda temos o brilho de toda a juventude e a vibração de quem começa... Repetia-se um fato raro: um novo renascimento. Hoje temos a responsabilidade de ter olhos e lucidez, quando muitos os perderam. Respeitamos o afeto, mesmo, face à pressão dos tempos. Uma coisa que tem nome é o que somos: Bequeanos de 57. Quem sabe olhar vê; quem sabe ver, repara.". Quanta sensibilidade! E que eloqüência! Amigo, irmão, Pessoa de Mello, você nos deixou sem se despedir... Nosso eterno afeto. Descanse em paz!

Seus companheiros de juventude."


Na edição Jul-Ago/2000, publicamos a nota abaixo, em que solicitamos matérias sobre o Pessoa de Mello:
"Pretendemos colecionar lances e piadas do Pessoa de Mello. Se você se lembra de alguns, faça-os chegar à Redação de O Con*dor, para que possamos publicá-los e, assim, dividi-los com toda a Turma".
Continuamos esperando as colaborações e ampliamos o pedido, estendendo-o a matérias sobre o Melchi, outra figura de extraordinário contúdo que se foi.

A REDAÇÃO


CORRESPONDÊNCIAS

Meu amigo Luís Mauro,

Acho que você está em maus lençóis (no bom sentido). Está ficando cada dia mais difícil aguardar a chegada do CON*DOR. O conteúdo de suas matérias, o redescobrir velhos companheiros (Flávio, Eliseu, Camposo), o retorno do Neves, tudo mexe intensamente com nossas emoções. Não sei até quando o coração vai resistir a essa leitura. Vou-me permitir discordar do amigo Horta: diante do presente em que vivemos e das incertezas do futuro, felizes somos nós que podemos, por meio do CON*DOR, atravessar o túnel do tempo e voltar a um passado cada dia mais presente.
Parabéns, um forte abraço e conte comigo.

57-139, Elson

Obrigado, caro Elson.
As suas simpáticas e estimulantes palavras, ainda mais, por virem de um colaborador assíduo e importante de O Con*dor, muito nos gratificaram a todos nós da Redação. Um abraço,

Luís Mauro (57-04)


Caríssimos colegas.

Concluí, há pouco, mais uma viagem no túnel do tempo, com a leitura do CON*DOR, boletim este de inestimável valor: amigo; carinhoso; elegante, cujo efeito final desta viagem, quase todas as vezes, são autênticas lágrimas de saudade dos idos e irretornáveis tempos. Muito obrigado, meus amigos, por este brinde bimestral e, permitam-me, neste último, aceitem meus parabéns pela brilhante criatividade da estampa otimista para o nosso futuro. Como vários colegas já manifestaram, todo o conteúdo do nosso querido jornal é sempre excelente e, todas as vezes, somos conduzidos ao quartel bequeano, onde os dois anos lá passados, são agora repassados e, confesso, fico triste em ter de acordar, após a leitura, pois ali foi o início de tudo em nossas vidas: caráter; personalidade; companheirismo; amizade; casa amarela; lanches nos botecos da cidade; brigas com a P.M.; nossas rondas, principalmente, aos sábados, sempre comandada por algum sargento esnobe, e nós, quase sempre, copiando suas esnobices, encarando aquele pessoal que se revoltava com nosso autoritarismo. Tudo isso, fundido, peneirado, tratado e lapidado, creio, foi básico para sermos o que, pelo menos, tentamos ser hoje. Creio que não pude assimilar totalmente o poema do Rudyard Kipling, pois eu sonhei e me deixei vencer pelos meus sonhos; mas não me arrependo, pois, pelo menos enquanto durou, sempre foi um sonho... Nunca, um pesadelo. Um grato abraço para todos vocês.

Eliseu (57-105)

Prezado Eliseu

A sua mensagem cheia de emoção nos deixou muito felizes. Esperamos continuar sempre merecedores da sua estima. Muito obrigado.

A REDAÇÃO


MOMENTOS DE DEVANEIO


A solidão dos sete mares transformou, em poeta, o navegador.

A solidão dos Sete Mares inspirou o Wandimyr Fajardo Gasparello (57-138), transformando-o, num passe de mágica, de nauta em poeta, para felicidade dos que hoje podem lê-lo. O Con*dor extraiu de seus "Escritos de Bordo", que bem poderiam compor um livro intitulado "Momentos de Devaneio", os textos que se seguem, para que possamos conhecer melhor essa faceta do nosso companheiro, e, ao mesmo tempo, para que nos inspirem belos momentos de devaneio e, sobretudo, de profunda reflexão.


APENAS UMA LÁGRIMA

Uma lágrima rola na face cândida - Alegria? Tristeza? Dor? Saudade? Não sei. Tudo é possível. Mas apenas uma lágrima representa e denota o sentimento. Apenas uma lágrima é capaz de exprimir qualquer que seja o teor do grito íntimo. Apenas uma lágrima mostra o clamor de um coração amargurado. Apenas uma lágrima é capaz de enternecer o homem, derrubando a sua fortaleza interior. Apenas uma lágrima sensibiliza aquele que ama. Apenas uma lágrima transmite súplica, alivia. Uma lágrima, um motivo, um pequeno toque de amor.


JUNTO A MIM

Estou só. Elevo-me aos montes, onde a natureza faz-me ver um contínuo acontecer e procurar. Trago-te junto a mim, sinto teu hálito quente e desejado, tuas mãos macias e sedosas, tua voz doce e suave. Envolvo-me em teu meigo e penetrante olhar. Sinto-me gente, o maior de todos os homens. Deixo-me acariciar pela brisa suave e fria. Não me importo, teu corpo aos poucos me aquece. Fecho os olhos, sinto o teu perfume envolvente, o murmúrio de tua voz penetrar no mais profundo do meu ser, e, num momento de extrema excitação, grito sob um eco retumbante: Eu te amo. Eu sei que te amo, pois o meu eu te encontrou.


A IMPORTÂNCIA DE SER IMPORTANTE

O que é ser importante? É ser rico? Poderoso? Culto? Inteligente? Ocupar altos cargos? Ser popular? Não. Ser importante é ser solidário, amigo, saber ouvir, deixar que a vida transcorra, sem que ela seja de vital importância para nossa prepotência, nosso orgulho, nossa vaidade. Nós somos importantes à medida em que somos queridos, carismáticos, honestos, fiéis ao amor daqueles que nos cercam, que nos têm como ídolos, simplesmente, porque fazemos o bem "sem olhar a quem". Somos importantes, porque a vida nos faz importantes, necessários, pelo amor que dedicamos à passagem pela terra, às coisas que nos fazem sofrer. Somos importantes porque fazemos as árvores florescerem, darem frutos, alimentarem os pássaros. Somos importantes porque levamos a palavra amiga àqueles que sofrem. Ser importante é não dar importância àqueles que se julgam importantes, e sim, se importar em viver feliz. Ser importante é ter alguém como você, que é tão importante para o meu viver.


ENXERGANDO A REALIDADE

É enfrentando a realidade dos maus momentos que tornamos nossas vidas mais cheias de amor, pois a vida é m contínuo acontecer e procurar.
Basta saber enxergar:
Na tempestade - contemplamos a alegria das plantas;
Na escuridão - começamos a enxergar;
Na tristeza - encontramos a sensibilidade;
No desespero - a procura;
No sofrimento - os ensinamentos;
Na angústia - a luta;
No futuro - a vontade de crescer.


SOLTAS

Amor, calor, ternura,
Sonho de todos, doce ilusão.
Sofrimento, solidão, tristeza,
Cruel realidade de vida sem paixão.

Amar e ser amado,
Sonho de qualquer um.
Entretanto, se rejeitado,
Desmorona, sem apoio algum.

Migalhas de amor a implorar,
Carinhos e momentos a buscar.
Morte de um coração
Que despedaça por não achar.

Vida, vida, o que há de ser,
Se em busca dessa vida
Nada se encontra.
Só resta esperar e morrer.


BUSCANDO VOCÊ

Olhar os pássaros,
Vê-los voar – liberdade;
Olhar as flores,
Seu perfume a exalar – suavidade;
Correr nos campos,
Na relva rolar – busca;
Subir aos montes,
Seu nome clamar – súplica;
Ouvir o vento,
Distante a uivar – clamor;
Senti-la bem perto,
Feliz por te ter – Amor.

57-138, Gasparello


O PAGADOR DE CONTAS

Era uma vez um menino muito parecido com aquele que o Danilo Cubas descreveu no belíssimo artigo E VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE..., que será publicado na edição Mar-Abr/2001. Mas o nosso menino tinha uma diferença que, desde cedo, o distinguiria da maioria. Ele era capaz de sentir em si o que ele imaginava que os outros sentiam. Isso o impedia de praticar, conscientemente, qualquer ação maldosa, por mais merecida que fosse. Isso poderia parecer uma fraqueza, já que, sem dúvida, alguns estão sempre dispostos a abusar daqueles que, imaginam, não reagirão. Mas o menino defendeu-se com reações rápidas e carregadas de energia retórica, talvez para ameaçar com uma retaliação que não viria. Assim, o menino cresceu e logo descobriu ser muito difícil, senão impossível, construir-se a própria felicidade. Não obstante, em certas circunstâncias, é tão fácil fazer-se a felicidade de alguém. E perguntou-se: porque não o fazer? E o fez, explorando todas as possibilidades. Uma delas era, justamente, pagar as contas. Sempre que saía com amigos, esforçava-se por pagá-las, somente concordando em as dividir, muito a contragosto.

O destino, porém, mais uma vez, resolveu pregar a sua peça, e, um dia, o menino que, embora adulto, continuava criança, estava, sentado à mesa de um bar, cercado por amigos, quando um suposto amigo apontou-lhe uma arma para o peito e disparou certeiro tiro no coração. Enquanto agonizava, ainda ouviu o seu algoz gritar: "Você é um vigarista! Há dez anos, em Brasília, você se sentou na minha mesa, comeu, comeu, comeu e foi-se embora, sem pagar a conta!" Morreu o menino que se fazia feliz com a felicidade dos outros. Sobreviveu, apenas, o velho amargurado, que nunca mais pagou sozinho a conta, embora jamais deixasse de saldar a sua parte. Após transpassar o corpo do menino e depois de recochetear diversas vezes, o projétil colidiu com um objeto extremamente duro, talvez a cabeça do agressor e esfacelou-se em mil fragmentos que terminaram por atingir a todos que estavam no recinto. Mesmo morto, o menino se recrimina por não ter sido capaz de reter, em si, o projétil, para que este não ferisse ninguém, mas "a carne é fraca" e é duro o chumbo da maledicência, da calúnia, da injúria, da difamação.

Esta fábula, no terceiro milênio, não deveria ter sentido, depois que Esopo, Fedro, La Fontaine e tantos outros já haviam explorado quase todas as suas variáveis. Mas, infelizmente, ela ainda está muito atual, por isso, foi escrita para todos aqueles que possam dela tirar algum proveito.

Luís Mauro (57-04)


PAPO COM UÍSQUE

Clarindo veio de uma família muito pobre. Isso todo mundo sabe.

Clarindo é uma pessoa iluminada por seu lado poético e humano.
Isso todo mundo sabe.

Clarindo, quando fez exame para a EPCAR, achava que havia passado.
Isso ele achava que só ele sabia.

Certa manhã, Clarindo foi acordado no quarto humilde em que dormia, por sua mãe a lhe mostrar um jornal com a relação dos candidatos que haviam passado no exame para a Escola Preparatória: "Meu filho, tem um tal de Clarindo dos Santos aqui..."

A mãe do Clarindo não sabia ler nem escrever, mas era MÃE.
Isso o Clarindo também sabia.

56-86, José Nelson


PENSAMENTO DE O CON*DOR

"Eu estava no Cinema Odeon, sentado na primeira fila, da primeira seção, do dia de estréia do filme Senta a Pua!"

O nosso companheiro Danilo Cubas, em mais uma demonstração de sua imensurável vibração pela aviação. Mas faltou dizer que ele comia pipocas "Flack".


O CON*DOR

O Con*dor é uma publicação sem fins lucrativos, destinada à divulgação de assuntos de interesse da Turma 57-BQ/Aspirantes 62, a Turma Quase Perfeita. Está, porém, aberto a companheiros de outras turmas que, com ele, queiram colaborar. É editado, bimestralmente, sob a responsabilidade da Representação da Turma.

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