SAUDAÇÃO DE FIM DE ANO
Discurso feito na festa de Natal da Quase-Perfeita

Que as minhas primeiras palavras sejam de agradecimento à nossa Comissão pelo prazer e, sobretudo, pela honra que me conferiram de poder traduzir nestas curtas palavras, não só os meus, mas também os seus sentimentos, neste momento de alegria. Esta reunião, neste local, faz-nos retroceder ao dia em que, não vai distante, que a convite do 57-40, Cardoso, hoje, João Carlos, nos reunimos com a finalidade de planejarmos o Grande Encontro que seria realizado em Barbacena por ocasião das comemorações dos nossos 40 anos de ingresso na EPCAR. No dia-a-dia da tarefa de localizar os companheiros, sentimos e compreendemos a importância daquele trabalho, fato que era constatado, nas leituras das correspondências que recebíamos de todos os cantos do Brasil.Que saudades daquelas leituras! Bem, não temos a intenção de fazer um retrospecto de todos os eventos e fatos curiosos que tivemos até hoje. Todavia, alguns, se lembrados, não serão cansativos.

* Lembram-se da Edição Única do Boletim Turma BQ-57? - Saiu em dezembro de 1995. No editorial - o título: QUEM PERDEU, PERDEU. Nele, o 57-15, Neves, se reportou ao nosso primeiro encontro com familiares, no dia 25 de novembro, na sede campestre do Clube de Aeronáutica.
* Lembram-se de O URUBU? - Seria o nosso Boletim Informativo da Turma. Foi editado pela primeira e única vez em jan de 96 -Embora com um nome bastante sugestivo, foi abatido em um plebiscito disputado palmo a palmo, perdendo para O CON*DOR, que continua sendo o nosso principal veículo de comunicação, e que circulou, pela primeira vez, em Fev de 96.
* Lembram-se da Grande Festa em Barbacena? - Claro, foi inesquecível!

Como tudo já foi dito em prosa e verso, escolhi, para lembrar o evento, as palavras do professor Fernando Victor, que fez uma associação do nosso regresso a BQ, com a volta do filho pródigo. Frisou que, diferentemente daquela personagem bíblica, que havia esbanjado tudo o que recebera de seu pai, a nossa Turma, pelo contrário, voltava enriquecida à casa paterna. Não me canso de ver o vídeo.
Bem, a jornada até aqui não foi difícil, não foi cansativa e não foi dura. Tem sido muito gratificante participarmos dela. Claro que, como em toda caminhada, tivemos alguns graves acidentes de percurso, mas cada um de nós, na sua fé e crença, tem encontrado uma maneira de conviver com as perdas decorrentes... Não obstante, a vida vai continuar. O ano vai acabar e, no próximo, continuaremos aqui deixando que o rio siga o seu curso. Nas terceiras terças-feiras, aqui estaremos neste mesmo local, para ouvir as novas piadas do Cardoso; para ver a algazarra que faz o Napoleão; para adquirir as receitas ministradas pelo nosso médico, Dr. Cubas; para ouvir as novas músicas do Zé Nelson e, quem sabe, comprar seu segundo CD; para planejarmos uma nova visita aos paulistas, sem o passeio ao Jóquei, é claro. Enfim, a cada terceira terça-feira de cada mês do ano 2000, fiquem tranqüilos. Aqui nos encontraremos. Estamos no final do ano, quase no final do século e às portas do penúltimo Natal do milênio. Quando se aproxima esta época, somos envolvidos por uma alegria contagiante que nosso presidente de honra, João Carlos, denominou de A Magia do Natal. Por isso, para marcar esta data, entendi que a melhor maneira de manifestar esta alegria, sem ser traído pela emoção, seria concluir com uma mensagem que tivesse muito a ver com a nossa Turma e cujo tema fosse a AMIZADE. Por isso, revirei os meus arquivos e encontrei num papel já amarelado pelo tempo e que está aqui em minhas mãos, um texto do poeta maior Carlos Drummond de Andrade, que eu li em uma dessas despedidas de Unidade. Seu título é Precisa-se de um Amigo e peço permissão para lê-lo na integra:

PRECISA-SE DE UM AMIGO

Carlos Drummond de Andrade

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaros, de sol, de lua, do canto dos ventos e das canções da brisa.Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Não é preciso que seja de primeira mão, mas é imprescindível que seja de segunda. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é necessário que seja puro, nem de todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e o medo de perdê-lo; e no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Deve ter ressonância humana: seu principal objetivo deve ser o do amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não nasceram. Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova quando chamado amigo, que saiba conversar de coisas simples, de orvalho, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não enlouquecer, para se contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios, das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças d'água, e de caminhos molhados, de beira de estrada, do mato que vem depois da chuva, de se deitar no capim. Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é boa, mas porque se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se poder parar de chorar, para não se viver debruçado no passado, em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros, sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

58-276, Ivan Pereira


COMEMORAÇÕES DE FIM DE ANO


O nosso repórter na Ilha Fiscal

Depois do segundo encontro na paulicéia, onde a Representação da Turma do Rio foi recepcionada pelos companheiros da "terra da garoa", com momentos inesquecíveis já descritos com detalhes no O CON*DOR anterior, a nossa próxima atração seria a reunião de fim de ano. Como, nas duas visitas a São Paulo, os eventos agendados pela representação paulista foram de alto nível, nós, do Rio, ficamos na obrigação de recepcionar os companheiros dos outros estados que viessem para a nossa reunião de final de ano com alguma atividade que fosse além do "coquetel" e que pudesse, depois, ser lembrada com alegria. Por isso, programamos, para o dia seguinte à recepção, uma visita à Ilha Fiscal e um passeio turístico pela cidade, que incluiu uma ida ao Largo do Boticário, no Cosme Velho, e, ao Mirante Dona Marta, no caminho do Corcovado, lugares que mesmo alguns cariocas não conheciam. No fundo, nós acreditávamos que os paulistas, dada a proximidade, nos dariam a oportunidade de retribuir as gentilezas que eles nos proporcionaram nas duas vezes em que lá estivemos. Infelizmente eles não vieram, todavia, foram representados pelo 57-68, Silva Campos, um paulista que anda meio carioca, pois trabalha na assessoria da Vice-Governadora do Rio de Janeiro. Para aqueles que perderam a oportunidade, principalmente, a da visita à Ilha Fiscal, aí vai um resumo sobre o último grande banquete do Império conhecido como o Baile da Ilha Fiscal, ocorrido, em um sábado, no dia 9 de novembro de 1989.


Os cinco mil convites individuais, em capa de cetim e finamente impressos em ouro foram expedidos com o timbre imperial, dando acesso à nata da aristocracia e da oficialidade carioca ao baile e ao suntuoso banquete a se realizar no Palácio da Ilha Fiscal.. A festança foi oferecida, pelo presidente do Conselho de Ministros, o Visconde de Ouro Preto, em honra aos oficiais do cruzador chileno Almirante Cochrane, por simples política de boa vizinhança. Na verdade, D.Pedro II sempre fora avesso a esse lado social e faraônico do poder, não demonstrando o menor entusiasmo em participar dos grandes bailes oficiais. Mas deste, que por sinal seria o último, ele não pode escapar. Todo o clã imperial deveria comparecer ao evento promovido pelo Visconde de Ouro Preto, que pensava em deixar bem ilustrada a dimensão do poder, glória e solidez do Império. Para as glórias da monarquia, foram investidos 250 contos de réis, de modo que os milhares de convidados deixassem a Ilha fascinados. Tal quantia era apenas a décima parte de todo o orçamento governamental destinado à capital do Império para um ano inteiro. O convite marcava o começo da festa para as 20h30m. Uma confusão de carruagens ia desembarcando seus milhares de privilegiados sobre as passarelas de veludo vermelho, diante dos olhares deslumbrados de mais de 300 mil almas que se comprimiam no cais - a Praça XV, no centro do Rio - para assistir ao desfile das personalidades durante o embarque nas barcas Ferry. A Ilha Fiscal estava magnificamente decorada e engalanada, três navios, fundeados ao redor, jogavam com holofotes feixes de luz sobre o belo castelo gótico ao estilo do século XV. Assim, o Imperador, se referia à ilha em questão: "É um delicado estojo digno de uma brilhante jóia". A brilhante jóia cintilava na plenitude da festa. Quando a princesa Isabel, ao lado do conde D'Eu, pisa nos salões, às 22 horas, os murmúrios de admiração são pelo "modelito" que ela escolhera para a ocasião. A grande ceia é servida à meia noite. Em salões reservados, jantam a família imperial, as altas patentes dos ministérios, as delegações estrangeiras e dos consulados. O menu, que todos receberam impresso num pequeno livreto com capa de seda, nas cores da bandeira do Chile, já vinha aguçando os apetites com a promessa das mais rebuscadas obras da culinária. Tudo, naturalmente, falava em bom paladar francês. Distribuídas pelos vários salões, as seis orquestras que animaram o baile ainda ficariam ecoando o mágico som das valsas vienenses quando as barcas Feny ancorassem, de volta ao continente. Foi, sem dúvida, a maior festa realizada durante o Império. O jornal A Província de São Paulo noticiou o acontecimento dois dias depois, na seção "Telegramas". A publicação na integra:

"Rio, 10, à noite.
Ao baile da Ilha Fiscal concorreram cerca de seis mil pessoas. As festas estiveram brilhantíssimas. O serviço custou quarenta contos. Consumiram-se cento e noventa caixas de champagne. Houve pouco escrúpulo nos convites. Calcula-se que as despesas feitas subiram a duzentos e cinqüenta contos." No mesmo dia do comentário estampado na Província de São Paulo, no dia 11 de novembro de 1989, Quintino Bocaiúva vai, em visita, à casa de Deodoro da Fonseca. Benjamim Constant também está presente, e ambos deixam a situação clara ao acamado marechal: a República se faz urgente e só ele tem liderança para proclamá-la. Deodoro, pela primeira vez, define sua posição: "Eu queria acompanhar o caixão do Imperador, que já está idoso e a quem respeito muito, mas o velho já não regula. Se ele assim quer, que leve a breca a monarquia! Façamos a República!".


Reunião no deck do C. Aer antes do passeio

O resto, o final da história, quem não conhece? Bem, pessoal, melhor do que este resumo da história é uma visita àquele monumento, hoje transformado em museu, pela Marinha, monumento que nós temos a oportunidade de visualizar todas as vezes em que estamos no Clube da Aeronáutica, particularmente, nas nossas reuniões das terceiras terças-feiras.


Visita ao Largo do Boticário

Quanto ao Largo do Boticário, no Cosme Velho, trata-se de um recanto que guarda toda arquitetura do Rio Antigo, localizado em uma área nobre da Zona Sul do Rio de Janeiro.



Visita ao Mirante Dona Marta

O Mirante Dona Marta é mais um daqueles locais onde se pode ter uma das melhores vistas do Rio. Você pode ter acesso por helicóptero ou automóvel, pois fica a meio caminho do trajeto para o Cristo Redentor no Corcovado. Quem perdeu, perdeu...

58-276, Ivan Pereira

É companheiros, o passeio a pontos pitorescos do Rio foi mais um dia maravilhoso que o privilégio de pertencermos à Turma Quase Perfeita nos proporcionou. É pena que fora da nossa Turma a situação esteja tão ruim em nosso querido País. Quem sabe, chegou a hora de outro baile na Ilha Fiscal!

A REDAÇÃO


AVANÇAR

Uma das coisas muito peruadas pelos colegas na Escola era a leitura do boletim, em que se dava ênfase à 4ª parte (justiça e disciplina). Talvez, alguns colegas se lembrem de que certa em ocasião ele foi lido durante o estudo obrigatório. Pois bem, vou contar oque aconteceu. Estava eu de Aluno de Dia ao Corpo de Alunos numa tarde chuvosa em que a formatura para o rancho teve de ser embaixo da rampa dos alojamentos. Tendo, na véspera, lido um manual sobre toques de corneta, lembrei-me de que o "toque de avançar" era previsto em determinadas situações, quando a tropa tivesse de se deslocar rapidamente. Como estava chovendo, achei que naquelas circunstâncias, caberia o referido toque e, então, com a autoridade de Aluno de Dia ao C.A., falei, antecipadamente, com o corneteiro que iria mandar tocar "avançar". Após apresentar-me ao Oficial de Dia, fiz um sinal de positivo para o corneteiro, que já estava com a corneta erguida, e este, enchendo as bochechas, tocou "avançar". Então, o C.A., rapidamente, se deslocou em direção ao rancho e eu também, só que lentamente, pois percebi que o Oficial de Dia ficou parado na minha direção e, ao passar, ele me chamou e disse: Muito bem, aluno! Há muito não escutava um "toque de avançar" e tão bem tocado. Mas por que mandou tocar "avançar"? Então, respondi que havia lido instruções sobre toques de corneta e que, naquelas circunstâncias em que a turma estava formada sob proteção da chuva, cabia o "toque de avançar" e que também houve um pouco de vibração. Tudo bem, - disse- gostei da justificativa, mas e o "boletim"? Você se esqueceu de mandar proceder a sua leitura!... Aí, eu imaginei: no mínimo dois dias de licenciamento sustado. Mas, logo, ele me tranqüilizou: 0k! Estou gostando do seu serviço. Quanto à leitura do boletim, pode mandar fazê-la durante o estudo obrigatório.

57-78, Horta.
Vá ter sorte assim na... nossa querida Barbacena, Horta! Quem sabe, você nos diz, no próximo número, quem era o santo Oficial de Dia.

A REDAÇÃO


CORRESPONDÊNCIA

Caríssimo Luís Mauro,

Creio que nós não mais nos falamos, nem mesmo por e-mail, desde a festa dos 50 anos da escola. Por isso é que envio minhas notícias. Vim para Califórnia em cumprimento a um planejamento feito há muito, mas que teve de ser adiado por mais de 6 anos, em virtude de sério problema de saúde de Sônia, minha mulher. Em julho do corrente, os médicos, finalmente, liberaram a Sônia para viajar por um período mais longo, já que mantinham estrito controle com uma bateria de exames a cada 4 meses. Assim, pusemos em pratica a planejada viagem, agora com o objetivo também de mudança de ares, e para que eu pudesse dar um trato na minha capacidade de comunicação em Inglês. Para tanto, estou em San Diego há 4 meses, "ancorado" na "San Diego State University", onde faço um curso intensivo. Pretendemos ficar por aqui mais uns 8 meses. Durante esse tempo, tive pouco contato com o Brasil, mesmo via Internet. Recentemente, porém, equipei-me com um "notebook" que me permitiu melhor aproveitar o tempo, de forma que pude passear pelo site da turma e me atualizar, sobretudo, lendo O Con*Dor. O jornal está muito bom. Quero parabenizar você, o João, e o demais companheiros que não deixam a peteca cair. O trabalho de vocês é bem mais importante (percebe-se nitidamente daqui) para aqueles que mais longe estão do Brasil, ou até mesmo do Rio, onde a oportunidade de reencontro da turma a cada mês, tende a banalizar a o significado de cada encontro. Vamos torcer para que o próximo ano nos permita que O Con*dor não tenha notícias tristes a divulgar, como ocorreu neste ano que finda. Muita saúde e paz de espírito para vocês todos é tudo que eu desejo, porque o resto é conseqüência.

Meu abração,

58-255, Valmir

Meu querido amigo Valmir.

Fiquei muito sensibilizado com o seu e-mail. Realmente, a sua presença, sempre muito participativa, tem-nos feito muita falta. A palavra certa é saudade. Muita saudade é o que os seus amigos daqui temos sentido esse tempo todo. Mas oito meses passam rapidamente e em breve você estará de volta às nossas reuniões, que companheiros como você jamais deixaram nem deixarão banalizar. Espero que você tenha gostado da edição Nov-Dez/1999. Quanto ao mérito que nos atribui, o João Carlos e eu temos completa consciência de que pertencem a um grande grupo de companheiros, entre os quais o idealizador do nosso boletim, o Neves, os colaboradores que nos enviam as matérias e, sobretudo, os nossos leitores, isto é, todos nós, sem os quais não existiria O Con*dor. Quanto às notícias tristes, também rezamos para que sejam bem menos freqüentes. Infelizmente já começamos o ano chorando o nosso inestimável Bloise, que Deus preferiu levar. Desejo que você e Sônia sejam muito felizes em sua estada nos Estados Unidos, que realizem todos os seus projetos e que voltem logo ao nosso convívio. Todos nós o estaremos esperando, nas nossas reuniões tradicionais e, também, nas eventuais. Com o abraço de seus amigos no Brasil,

57-04, Luís Mauro.


AUTORIDADES I

Comenta-se que todos os Majores-Brigadeiros da turma integraram a lista de escolha para Tenente-Brigadeiro, em suas respectivas posições. Não poderia ser diferente. Todos eles são extraordinariamente brilhantes, dificilmente encontrando-se situações semelhantes em outras turmas. Resta-nos esperar que o Alto Comando da Aeronáutica tenha sensibilidade suficiente para perceber todas as circunstâncias do caso e venha a promover um número de Tenentes-Brigadeiros da Turma 57-BQ compatível com as virtudes dos que integram a lista. Neste momento de falta de valores, não pode a Força Aérea dar-se ao luxo de dispensar tamanhas capacidades.

AUTORIDADES II

No dia 14 de janeiro, em solenidade realizada às 20 horas, no auditório da Escola de Guerra Naval, assumiu a nova administração da ADESG (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra), constituída pelas seguintes personalidades:

Presidente: Doutor Moacir Elias;
1º Vice-Presidante: Vice Almirante S.Tasso V. de Aquino;
2º Vice-Presidente: General de Brigada Guálter Vera Junior;
3º Vice-Presidente: Brigadeiro Edison Martins (o nosso colega 57-34).

A cermônia foi presidida pelo então Ministro da Defesa, Doutor Élcio Álvares, cuja entrada foi saudada com o belíssimo 4º movimento da 9ª Sinfonia de Beethoven, Coral, que ficou conhecido como Ode à Corrupção.

AUTORIDADES III

O 56-148, Antônio Carlos Dias Noleto, integrante bastante atuante e querido de nossa Turma, foi agraciado, no dia 26 de novembro, com o importante título de Cidadão Honorário de Brasília, pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. A cerimônia ocorreu às 20 horas, no auditório do Clube do Exército. Ao Noleto, os cumprimentos e os votos de felicidade de seus companheiros.

AUTORIDADES IV

Os amigos do Brigadeiro Intendente João Carlos Fernandes Cardoso, o 57-40, convidam-se para a festa de sua despedida do serviço ativo da Aeronáutica:

Data: 25/03/2000;
Hora: a partir das 11 h;
Local: Área de Lazer da VARIG, na Ilha do Governador;
Adesão: R$ 10,00;
Traje: Esportivo;
Cardápio: Churrasco, complementos e bebidas.


LEMBRANÇAS

Há um ano, exatamente no dia 19 de fevereiro de 1999, o Coronel-Aviador JOAQUIM DÁRIO "D´OLIVEIRA" completou 70 anos de idade. O Velho (?) Capitão, para nós o sempre jovem Capitão DÁRIO, assim se expressou em reunião de família para comemorar seu aniversário:

...Intitulei esta fala de "Lembranças", pois acredito que, ao chegarmos aos 70 anos, é mais comum lembrarmos do passado do que pensarmos no futuro. ... Lembro-me de quando entrei para a Escola de Aeronáutica e de todos os colegas que iriam estar comigo, durante 4 anos. Essa amizade perdura até hoje, pois continuamos a conviver como irmãos. ... Lembro-me de que participei na formação de mais de 800 alunos em Barbacena, tendo-me sentido mais ligado aos integrantes da Turma de 1957, aos quais comandei durante dois anos. ...Fiz questão de me lembrar da última viagem, para dizer que lembranças vão desde a época em que recordo, a todos os instantes, daqueles que já se foram, como meus pais, até fatos que acabaram de ocorrer, como os parabéns que recebi há pouco. O que quero dizer é que, tão importante quanto lembrar do passado, é olhar para o futuro, saber viver intensamente o momento presente, aproveitando o prazer de viver aqui e agora. Por isso, lembro-me de como estou feliz por estar cercado de amigos, parentes, netos, filhos e, principalmente, de minha eterna namorada, responsável por este momento inesquecível para mim, AYR.

Parabéns, Capitão DÁRIO, por todos esses anos de vida plena. Saúde e paz desejam-lhe seus comandados da Turma 57-BQ.

A REDAÇÃO


O CON*DOR

O Con*dor é uma publicação sem fins lucrativos, destinada à divulgação de assuntos de interesse da Turma 57-BQ/Aspirantes 62, a Turma Quase Perfeita. Está, porém, aberto a companheiros de outras turmas que, com ele, queiram colaborar. É editado, bimestralmente, sob a responsabilidade da Representação da Turma.

Coordenação Geral:

Al. 57-40, João Carlos
Conselho Editorial:
Al. 57-09, Pontes
Al. 57-78, Horta
Al. 57-129, Meira
Al. 57-139, Elson
Al. 57-161, Amado
Al. 58-258, Cubas
Al. 58-276, Ivan
Editores:
Al. 57-04, Luís Mauro
Al. 57-15, Neves
Jornalista Responsável:
Carlos Rogério C. Baptista
Nº 17.997/94
Telefone da Redação:
(21) 247-6385
E-mail:
o.con-dor@uol.com.br
Homepage:
57bq.cjb.net



[ VOLTAR ]